{"id":26513,"date":"2022-05-09T15:00:46","date_gmt":"2022-05-09T18:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=26513"},"modified":"2022-05-09T15:01:15","modified_gmt":"2022-05-09T18:01:15","slug":"crise-cortes-e-pandemia-reduzem-atendimentos-ambulatoriais-no-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/05\/09\/crise-cortes-e-pandemia-reduzem-atendimentos-ambulatoriais-no-sus\/","title":{"rendered":"Crise, cortes e pandemia reduzem atendimentos ambulatoriais no SUS"},"content":{"rendered":"<p><strong>O atendimento ambulatorial do SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade) encolheu ao longo dos \u00faltimos anos no pa\u00eds. O n\u00famero m\u00e9dio de procedimentos\u00a0ambulatoriais\u00a0por habitante caiu 12% entre 2015 e 2019, sugerindo uma rela\u00e7\u00e3o direta com a redu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento. Se comparados dados de 2020 e 2021, a queda em rela\u00e7\u00e3o a 2015 \u00e9 ainda maior, e chega a 26%.<\/strong><\/p>\n<p>A coluna fez uma an\u00e1lise com base na produ\u00e7\u00e3o ambulatorial informada pelo Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Ambulatorial, o SIA-SUS, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Os dados podem ser consultados no\u00a0<a href=\"http:\/\/tabnet.datasus.gov.br\/cgi\/tabcgi.exe?sia\/cnv\/qauf.def\">portal do DataSUS<\/a>. Procurado, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade informou, sem fornecer dados, que entende que o SUS &#8220;manteve uma m\u00e9dia de atendimentos nos \u00faltimos anos&#8221;, atribu\u00edda \u00e0 &#8220;amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n<div class=\"text has-image \">\n<p>A primeira metade de d\u00e9cada foi de crescimento. Entre 2010 e 2014, o total de procedimentos ambulatoriais por habitante aumentou 18%. Entretanto, a partir de 2015 o n\u00famero come\u00e7ou a cair, com leve recupera\u00e7\u00e3o nos anos de 2019 e 2021 \u2014mas ainda abaixo do patamar alcan\u00e7ado em 2014.<\/p>\n<p>Os dados mostram que, em 2019, foram realizados 3,7 bilh\u00f5es de procedimentos ambulatoriais, com m\u00e9dia de 17,9 por habitante. O total \u00e9 12% menor que os 4,1 bilh\u00f5es de 2014 \u2014ou 20,2 por habitante.<\/p>\n<p>A queda come\u00e7a a ser percebida de forma mais intensa a partir de 2016, justamente quando o pa\u00eds enfrentava uma crise pol\u00edtica e econ\u00f4mica. Segundo a ANS (Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar), naquele ano\u00a0<a href=\"https:\/\/economia.uol.com.br\/noticias\/redacao\/2017\/01\/23\/planos-de-saude-perderam-14-milhao-de-clientes-em-2016-diz-ans.htm\">1,4 milh\u00e3o de brasileiros deixaram de ter plano de sa\u00fade<\/a>.<\/p>\n<p>O encolhimento se torna ainda mais intenso em 2020 e 2021. Por\u00e9m, por causa da pandemia, especialistas afirmam que os dados n\u00e3o devem ser levados em conta para compara\u00e7\u00e3o, pois muitos procedimentos foram adiados ou suspensos para que servi\u00e7os de sa\u00fade dessem conta de atender pacientes com covid-19.<\/p>\n<h2>Ou muda, ou encolhe mais<\/h2>\n<p>Pesquisadores ouvidos pela coluna apontam que o teto de gastos\u00a0<a href=\"https:\/\/12ft.io\/proxy?ref=&amp;q=https:\/\/noticias.uol.com.br\/politica\/ultimas-noticias\/2016\/12\/13\/pec-que-congela-gastos-do-governo-por-20-anos-e-aprovada-em-votacao-final.htm\" target=\"_parent\" rel=\"noopener\">aprovado<\/a><a href=\"https:\/\/12ft.io\/proxy?ref=&amp;q=https:\/\/noticias.uol.com.br\/politica\/ultimas-noticias\/2016\/12\/13\/pec-que-congela-gastos-do-governo-por-20-anos-e-aprovada-em-votacao-final.htm\" target=\"_parent\" rel=\"noopener\">\u00a0com a EC 95 (Emenda Constitucional 95<\/a>), em 2016, provocou ainda mais perdas ao SUS em meio \u00e0 retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo antes, j\u00e1 era um n\u00famero muito aqu\u00e9m da necessidade da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Bernadete Perez, sanitarista, professora e pesquisadora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).<\/p>\n<p>Para a professora, a redu\u00e7\u00e3o faz parte do subfinanciamento do SUS que, diz, piorou com as perdas de recursos geradas pela EC 95. &#8220;Ainda tivemos nesse per\u00edodo uma fragmenta\u00e7\u00e3o das redes, com baixa capacidade de gest\u00e3o, al\u00e9m da pr\u00f3pria pandemia ter reduzido os atendimentos&#8221;, diz Perez, que tamb\u00e9m \u00e9 vice-presidente da Abrasco (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sa\u00fade Coletiva).<\/p>\n<p>Em termos de valores, a produ\u00e7\u00e3o ambulatorial tamb\u00e9m diminuiu ao longo dos anos, se descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O SUS est\u00e1 escolhendo e, com a EC 95, vai encolher de uma forma geral nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, afirma a pesquisadora Erika Arag\u00e3o, presidente da Abres (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Economia da Sa\u00fade). Economista e professora do Instituto de Sa\u00fade Coletiva da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Arag\u00e3o pesquisa o tema h\u00e1 anos e afirma que o subfinanciamento tem feito o SUS perder capacidade de atendimento.<\/p>\n<p><strong>A Abres realizou, com um grupo de economistas, um estudo em que estima quanto a sa\u00fade perdeu desde 2018 com a EC 95, em rela\u00e7\u00e3o ao modelo de financiamento anterior.<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>2018: &#8211; R$ 3,9 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>2019: &#8211; R$ 13,5 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>2020: + R$ 21 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>2021: &#8211; R$ 27,6 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>2022: &#8211; R$ 12,7 bilh\u00f5es<\/li>\n<li>Total: &#8211; R$ 36,9 bilh\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p>&#8220;A gente v\u00ea uma perda de quase R$ 37 bilh\u00f5es, sem considerar recursos da covid-19, em valor aprovado e executado. Ou seja, existe uma perda real&#8221;, diz Arag\u00e3o.<\/p>\n<div tabindex=\"-1\" contenteditable=\"false\">\n<div tabindex=\"-1\" contenteditable=\"false\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Segundo a economista, o pa\u00eds tem uma rede estruturada e capaz de ampliar o atendimento. &#8220;O n\u00famero vem caindo porque o SUS est\u00e1 sendo desfinanciado e outras pol\u00edticas de austeridade, como a\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2020\/05\/saiba-o-que-diz-a-lei-de-responsabilidade-fiscal-e-quais-os-pontos-controversos-da-lei.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lei de Responsabilidade Fiscal<\/a>, impedem a amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os&#8221;, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p>A EC 95, afirma, n\u00e3o leva em conta que as pessoas v\u00e3o continuar a adoecer e envelhecer cada vez mais, corrigindo o or\u00e7amento da sa\u00fade apenas pela infla\u00e7\u00e3o. &#8220;Ou seja, se o pa\u00eds crescer, o governo vai ter mais recursos, mas ele n\u00e3o vai para o setor p\u00fablico. Essa queda j\u00e1 \u00e9 reflexo do conjunto de medidas de austeridade que vem sendo adotada, e a EC 95 foi a mais dr\u00e1stica&#8221;, pontua.<\/p>\n<p><cite>O recurso tem de crescer na medida em que cresce a demanda da sa\u00fade. As pessoas n\u00e3o est\u00e3o tendo menos problemas de sa\u00fade. Com menos recursos, o SUS acaba cortando [procedimentos] e as pessoas que precisam acabam ficando sem atendimento ou esperando mais.<\/cite><strong>Erika Arag\u00e3o, Abres<\/strong><\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afeta as entidades filantr\u00f3picas, como as Santas Casas, que afirmam que a tabela de pagamento do SUS est\u00e1 abaixo do custo dos procedimentos.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 mais de 20 anos que a tabela\u00a0<a href=\"http:\/\/sigtap.datasus.gov.br\/tabela-unificada\/app\/sec\/inicio.jsp\">SIGTAP<\/a>\u00a0[Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Opera\u00e7\u00f5es do SUS] n\u00e3o sofre reajuste nos valores repassados aos hospitais&#8221;, diz Artur Gomes Neto, provedor da Santa Casa de Macei\u00f3.<\/p>\n<p>Ele afirma que usa recursos arrecadados no setor de sa\u00fade suplementar para subsidiar os atendimentos ao p\u00fablico. &#8220;O valor pago \u00e9 muito aqu\u00e9m do que seria necess\u00e1rio para cobrir ao menos as despesas&#8221;, completa.<\/p>\n<p>Gomes Neto explica que a produ\u00e7\u00e3o ambulatorial para o SUS teve remunera\u00e7\u00e3o mensal m\u00e9dia de R$ 2,5 milh\u00f5es em 2021, menos da metade do necess\u00e1rio para cobrir somente os custos. &#8220;Tivemos de subsidiar o atendimento do SUS com mais R$ 57 milh\u00f5es&#8221;, completa.<\/p>\n<h2>Desigualdades regionais<\/h2>\n<p>A diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o ambulatorial do SUS tem afetado especialmente o atendimento de m\u00e9dia complexidade, afirma o professor em sa\u00fade p\u00fablica Alcides Miranda, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). S\u00e3o considerados servi\u00e7os de m\u00e9dia complexidade aqueles que precisam de um atendimento especializado de profissional de sa\u00fade e exames simples, como radiografias e ultrassonografias.<\/p>\n<p>Segundo Miranda, nos \u00faltimos anos houve um aumento no que chama de &#8220;agenciamento empresarial&#8221; nesse tipo de servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diz, houve uma amplia\u00e7\u00e3o da oferta de servi\u00e7os do SUS pelas OSs (Organiza\u00e7\u00f5es Sociais) e similares. Ele aponta &#8220;uma diminui\u00e7\u00e3o proporcional da rede SUS, pr\u00f3pria e complementar, \u00e0s custas do incremento da rede n\u00e3o SUS, principalmente na m\u00e9dia complexidade ambulatorial&#8221;.<\/p>\n<p>Para Miranda, isso causa uma esp\u00e9cie de &#8220;encolhimento gradual&#8221; do SUS, com impactos que devem ser melhor percebidos apenas a longo prazo. Um dos problemas que ele aponta \u00e9 o aumento da desigualdade regional.<\/p>\n<p>&#8220;Um exemplo: a disponibilidade de mam\u00f3grafos SUS tem gradualmente se concentrado em regi\u00f5es com melhores IDHs [\u00edndice de desenvolvimento humano] e diminu\u00eddo em regi\u00f5es com os piores. A an\u00e1lise tendencial de curto prazo dificulta evidenciar isso, mas no m\u00e9dio e longo prazo \u00e9 poss\u00edvel evidenciar tais modifica\u00e7\u00f5es&#8221;, alega.<\/p>\n<p><strong>Os dez maiores prestadores de servi\u00e7os ambulatoriais ao SUS em procedimentos, em 2021:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Munic\u00edpios ou \u00f3rg\u00e3os municipais &#8211; 1,442 bilh\u00e3o de procedimentos<\/li>\n<li>Governos ou \u00f3rg\u00e3os estaduais e DF &#8211; 1,41 bilh\u00e3o<\/li>\n<li>Entidades sem fins lucrativos &#8211; 282 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Entidades empresariais &#8211; 255 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Funda\u00e7\u00f5es estaduais &#8211; 24 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Funda\u00e7\u00f5es municipais &#8211; 21 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Autarquias federais &#8211; 19 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Cons\u00f3rcios p\u00fablicos &#8211; 12 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Autarquias estaduais -11,3 milh\u00f5es<\/li>\n<li>Autarquias municipais &#8211; 11,5 milh\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p><cite>O maior aporte de recurso ainda ocorre para a rede pr\u00f3pria do SUS. Todavia, tendencialmente ocorre uma gradual diminui\u00e7\u00e3o proporcional, com contrapartida de um gradual incremento na rede complementar (conveniada ou contratada) e para os estabelecimentos estatais de administra\u00e7\u00e3o indireta e direito privado.<\/cite><strong>Alcides Miranda, UFRGs<\/strong><\/p>\n<h2>O que diz o minist\u00e9rio<\/h2>\n<p>A coluna procurou o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para que comentasse a queda no n\u00famero de procedimentos ambulatoriais. A pasta informou apenas que entende que o SUS &#8220;manteve uma m\u00e9dia de atendimentos nos \u00faltimos anos&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Um dos fatores para os n\u00fameros se manterem nesta m\u00e9dia \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria. Com o aumento do n\u00famero de Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade e das equipes de sa\u00fade da fam\u00edlia atuando nos munic\u00edpios, a demanda pela Aten\u00e7\u00e3o Especializada naturalmente reduz, contribuindo tamb\u00e9m para minimizar o agravamento das doen\u00e7as e da superlota\u00e7\u00e3o nos hospitais&#8221;, informou a pasta, sem enviar o n\u00famero de atendimentos de aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>Os dados usados para a reportagem, por\u00e9m, n\u00e3o incluem atendimentos hospitalares, como os citados pelo minist\u00e9rio.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"slot-c\">www.noticias.uol.com.br\/ Carlos Madeiro<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O atendimento ambulatorial do SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade) encolheu ao longo dos \u00faltimos anos no pa\u00eds. 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