{"id":26584,"date":"2022-05-11T10:56:51","date_gmt":"2022-05-11T13:56:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=26584"},"modified":"2022-05-11T10:56:51","modified_gmt":"2022-05-11T13:56:51","slug":"populacao-negra-nao-comemora-o-dia-da-abolicao-da-escravatura-saiba-por-que","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/05\/11\/populacao-negra-nao-comemora-o-dia-da-abolicao-da-escravatura-saiba-por-que\/","title":{"rendered":"Popula\u00e7\u00e3o negra n\u00e3o comemora o dia da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura. Saiba por qu\u00ea"},"content":{"rendered":"<p><strong>Data \u00e9 de reflex\u00e3o sobre a Lei \u00c1urea que libertou escravizados, mas n\u00e3o ofereceu nenhuma pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o aos negros e negras para que pudessem sobreviver com dignidade e, com isso, perpetuou o racismo<\/strong><\/p>\n<p>O dia 13 de Maio, data oficial da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil, n\u00e3o \u00e9 comemorado como dia da liberta\u00e7\u00e3o de negros e negras do pa\u00eds. Para lideran\u00e7as dos movimentos sindical e negro, ao assinar a Lei \u00c1urea, em 13 de maio de 1888, a Princesa Izabel n\u00e3o editou nenhuma medida para garantir uma sobreviv\u00eancia digna para os negros e negras sequestrados no continente africano, escravizados durante anos, libertados e jogados nas ruas com a roupa do corpo e nada mais. Isso contribuiu com a perpetua\u00e7\u00e3o do racismo, afirmam.<\/p>\n<p>A data, dizem as lideran\u00e7as sindicais e dos movimentos negros, deve servir como dia de reflex\u00e3o sobre as reais condi\u00e7\u00f5es de vida dessa popula\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o somente naqueles tempos, mas tamb\u00e9m nos dias de hoje.<\/p>\n<p>\u201cO 13 de Maio \u00e9 dia de rememorar e mais um dia de den\u00fancia contra o racismo e contra os mecanismos que submetem a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e0s piores condi\u00e7\u00f5es de vida poss\u00edveis\u201d, diz Anatalina Louren\u00e7o, secret\u00e1ria de Combate ao Racismo da CUT<\/p>\n<p>Ela explica que o racismo no Brasil \u00e9 estrutural e rege quase todas as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais no pa\u00eds. No mercado de trabalho, negros e negras al\u00e9m de terem sal\u00e1rios mais baixos que os da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o negra, ocupam os postos de trabalho mais precarizados.\u00a0 Eles s\u00e3o a maioria dos desempregados tamb\u00e9m. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o desemprego entre os negros \u00e9 71% maior que entre a popula\u00e7\u00e3o branca.<\/p>\n<p>Dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de domic\u00edlios (Pnad-Cont\u00ednua), tamb\u00e9m do IBGE, mostram ainda que o trabalho desprotegido \u00e9 realidade para a maioria de negros e negras. Nessas ocupa\u00e7\u00f5es est\u00e3o 48% dos negros (homens n\u00e3o negros s\u00e3o 35%) e 46% das negras (mulher n\u00e3o negras nesse tipo trabalho s\u00e3o 34%).<\/p>\n<p>A m\u00e9dia salarial para mulheres negras tamb\u00e9m \u00e9 inferior, de R$ 1.334 contra R$ 2.060 de mulheres n\u00e3o negras. Para os homens negros a m\u00e9dia salarial \u00e9 de R$ 1.540 contra R$ 2.397 de n\u00e3o negros. Os dados mostram que a mulher negra, principalmente, est\u00e1 na base da pir\u00e2mide social brasileira.<\/p>\n<p>\u201cChegamos em 2022 em uma condi\u00e7\u00e3o que podemos dizer que os trabalhadores n\u00e3o s\u00e3o mais escravizados, mas s\u00e3o relegados a trabalhadores escravizadores. Ocupamos os piores postos de trabalho poss\u00edveis\u201d, diz Anatalina.<\/p>\n<p>Um exemplo claro, ela cita, \u00e9 a realidade dos entregadores de aplicativos, ocupa\u00e7\u00e3o que cresceu exponencialmente ap\u00f3s in\u00edcio da pandemia no coronav\u00edrus e cuja maioria dos trabalhadores \u00e9 de negros e negras que s\u00e3o obrigados a arriscar suas vidas nas ruas das grandes cidades, diariamente, enfrentando a falta de seguran\u00e7a e sem direitos trabalhistas para poderem, minimamente, sobreviver.<\/p>\n<p>Recente estudo realizado pela CUT e pelo Dieese mostra que a popula\u00e7\u00e3o negra nessas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 maior que no mercado de trabalho em geral. Eles s\u00e3o 61,6% dos entregadores e entregadoras. O rendimento m\u00e9dio tamb\u00e9m \u00e9 menor \u2013 R$ 1.201 contra R$ 1.322 de n\u00e3o negros.<\/p>\n<p>No acesso \u00e0s pol\u00edticas sociais, entre elas, a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o e o saneamento, o racismo estrutural tamb\u00e9m est\u00e1 presente, fazendo com que a popula\u00e7\u00e3o negra seja exclu\u00edda. Na educa\u00e7\u00e3o, os dados mostram que apenas 34% dos estudantes universit\u00e1rios se declaram pretos ou pardos, sendo a que a maioria da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 negra (55%).<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s percebemos essa exclus\u00e3o quando, claramente, vemos que a maioria da popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 nas periferias, portanto com menos acesso a essas pol\u00edticas, \u00e9 negra\u201d, diz Anatalina.<\/p>\n<p><strong>Lei \u00c1urea para quem?<\/strong><\/p>\n<p>A aboli\u00e7\u00e3o libertou escravizados, mas n\u00e3o trouxe nenhum tipo de repara\u00e7\u00e3o pelos quase 300 anos anteriores de escravid\u00e3o, afirma a secret\u00e1ria-Adjunta de Combate ao Racismo da CUT nacional, Rosana Sousa Fernandes. \u00c0 \u00e9poca j\u00e1 havia um movimento de liberta\u00e7\u00e3o pelos pr\u00f3prios escravos, com as lutas dos quilombos pela liberdade e, em especial, pelas mulheres escravizadas que, pelo trabalho for\u00e7ado, compravam a liberdade de seus filhos e companheiros, explica.<\/p>\n<p>O capitalismo, prossegue, estava em ascens\u00e3o \u00e0 \u00e9poca e esse foi um fator preponderante para a Lei \u00c1urea. \u201c\u00c0 \u00e9poca, chegavam os primeiros imigrantes italianos, portugueses e espanh\u00f3is, uma m\u00e3o-de-obra branca que agradava \u00e0 elite e favorecia o capitalismo\u201d, diz Rosana explicando que foram essas pessoas que substitu\u00edram a m\u00e3o-de obra escrava, \u2018branqueando\u2019 o trabalho.<\/p>\n<p>Paralelamente, havia uma cobran\u00e7a da sociedade e de abolicionistas e at\u00e9 mesmo da pol\u00edcia que se rebelou tomando a atitude de n\u00e3o mais \u2018ca\u00e7ar\u2019 os escravos fugitivos. Em acordo com os latifundi\u00e1rios que exigiam que a propriedade das terras n\u00e3o sofreria qualquer consequ\u00eancia, a Lei foi assinada, e os negros foram libertos.<\/p>\n<p>&#8220;Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que o Senado votou a lei, que a regente sancionou, e todos sa\u00edmos \u00e0 rua. Todos respiravam felicidade, tudo era del\u00edrio&#8221;, escreveu Machado de Assis sobre a aboli\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, no dia seguinte, diz Anatalina, o sentimento daquela popula\u00e7\u00e3o foi de \u2018o que n\u00f3s vamos fazer agora?\u2019. \u201cEles n\u00e3o tinham emprego, n\u00e3o tinham comida, n\u00e3o tinham casa para morar, estavam jogados \u00e0 pr\u00f3pria sorte e nenhuma a\u00e7\u00e3o do governo protegeu essas pessoas\u201d, diz.<\/p>\n<p>Os homens ficaram \u00e0 margem da sociedade e tiveram de recorrer a furtos para poderem comer, j\u00e1 que eram hostilizados pela sociedade branca. Da\u00ed vem o termo \u201cmarginal\u201d, estigmatizado at\u00e9 os dias de hoje e, geralmente usado para se referir a negros.<\/p>\n<p>Rosana Fernandes complementa afirmando que foi uma pol\u00edtica de exterm\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o negra. \u201cEles acreditam que em 50, no m\u00e1ximo 100 anos, n\u00f3s estar\u00edamos extintos, j\u00e1 que n\u00e3o haveria condi\u00e7\u00f5es de sobreviver. Essa ideologia, esse racismo, de certa forma, perdura at\u00e9 hoje\u201d, ela diz.<\/p>\n<p>J\u00e1 as mulheres continuaram a \u2018prestar servi\u00e7os dom\u00e9sticos para suas senhoras\u2019, por\u00e9m com uma singela remunera\u00e7\u00e3o. Como o racismo perdurou ao longo dos tempos, a profiss\u00e3o, hoje conhecida como \u2018empregada dom\u00e9stica\u2019, \u00e9 ocupada, na grande maioria, por mulheres negras.<\/p>\n<p>As estruturas sociais e a economia do pa\u00eds pouco foram mudadas por causa do racismo, presente na sociedade nos dias de hoje, em particular, de forma mais violenta nos \u00faltimos tempos em que o Brasil passou a ser governado pelo autoritarismo do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro (PL), cujo discurso e a\u00e7\u00f5es naturalizam discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um sem n\u00famero de soci\u00f3logos, psicanalistas e outras autoridades no tema refor\u00e7am que o fascismo de Bolsonaro provoca um sentimento de legitima\u00e7\u00e3o do discurso de \u00f3dio por parte da sociedade. \u201cEles se sentem \u00e0 vontade para praticar o racismo e ainda acham isso correto\u201d, diz Rosana Fernandes.<\/p>\n<p>N\u00e3o somente os n\u00fameros e dados acerca de quest\u00f5es sociais e no mercado de trabalho, o preconceito tem sido escancarado no cotidiano. Entre outros, dois casos emblem\u00e1ticos ganharam a aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia nos \u00faltimos dias e geraram rea\u00e7\u00e3o na sociedade.<\/p>\n<p>No Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo, na noite de segunda-feira (2), a auxiliar administrativa W\u00e9lica Senra Ribeiro, logo ap\u00f3s entrar em um vag\u00e3o, foi agredida por uma mulher branca, identificada como Agnes Vajda, que lhe pediu que se afastasse, pois, seu cabelo \u201cpoderia causar alguma doen\u00e7a\u201d. Houve revolta generalizada das pessoas que presenciaram a agress\u00e3o, como pode ser visto em v\u00eddeos que viralizaram nas redes sociais. O caso foi registrado em uma delegacia da Pol\u00edcia Civil.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira (3), outro caso em S\u00e3o Paulo. Durante uma sess\u00e3o de uma CPI da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo, o \u00e1udio do vereador Camilo Crist\u00f3faro, que participava de modo remoto, vazou, com a seguinte frase: \u201c\u00c9 coisa de preto\u201d. O parlamentar tentou se explicar, depois admitiu e acabou por dizer que se tratava de uma brincadeira com um amigo que estava a seu lado. Ele foi expulso do partido, o PSB, e o caso ser\u00e1 analisado pela Corregedoria da Casa.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 hoje, temos uma sociedade que n\u00e3o valoriza a luta, os saberes e a cultura da popula\u00e7\u00e3o negra. A aboli\u00e7\u00e3o foi mais uma forma de demonstrar que houve uma mulher branca, que foi benevolente com os negros e assinou a lei\u201d, diz a Rosana Fernandes<\/p>\n<p>Por isso, tanto Anatalina Louren\u00e7o como Rosana pontuam que n\u00e3o h\u00e1 nada o que se comemorar neste dia. \u201c\u00c9 um dia de aprofundar o debate demonstrar para as pessoas que o racismo estrutura de forma negativa a sociedade [&#8230;] e uma data que n\u00e3o marca a luta da popula\u00e7\u00e3o negra, mas de den\u00fancia que estamos em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria e precisamos mudar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Combatendo o racismo no dia a dia<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO racismo organiza a sociedade. Constr\u00f3i, estimula mecanismos para se manter em funcionamento. Atua em diferentes segmentos e estruturas da sociedade, no campo do trabalho, nas rela\u00e7\u00f5es sociais, comerciais, pessoais. Transforma em normal que a popula\u00e7\u00e3o negra n\u00e3o seja a popula\u00e7\u00e3o que tenha acesso a sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transportes de qualidade, moradia e emprego e at\u00e9 mesmo a cultura\u201d, diz Anatalina<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m constr\u00f3i a ideia de que esse grupo pode ser descartado e n\u00e3o instiga a popula\u00e7\u00e3o a se indignar com essa barb\u00e1rie. A viol\u00eancia institucional e do Estado contra os negros e negras \u00e9 colabora para perpetuar esse conceito.<\/p>\n<p>\u201cTodas as mazelas que atingem essa parcela passam despercebidas ou n\u00e3o causam furor coletivo de indigna\u00e7\u00e3o\u201d, diz Anatalina Louren\u00e7o, que exemplifica com as situa\u00e7\u00f5es cotidianas: \u201cUma crian\u00e7a negra perdida em uma pra\u00e7a, fica horas sem ningu\u00e9m ajudar. J\u00e1 uma crian\u00e7a branca, de imediato, \u00e9 abordada e logo amparada\u201d.<\/p>\n<p>Para a dirigente, acabar com o racismo h\u00e1 que se ter um pacto social. \u201cPassa pelas institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, pelas organiza\u00e7\u00f5es como movimentos sociais e sindical, pela m\u00eddia, pelos patr\u00f5es, governos. Passa ainda por uma mudan\u00e7a curricular, j\u00e1 que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 caminho para constru\u00e7\u00e3o social.\u00a0 E, necessariamente, pelo sistema de justi\u00e7a do Brasil, com tipifica\u00e7\u00e3o e puni\u00e7\u00e3o severa de casos de racismo. \u00c9 s\u00f3 assim que acabaremos com esse c\u00e2ncer do pa\u00eds\u201d, diz a dirigente.<\/p>\n<p>Mas, sobretudo, esse pacto tem que estar enraizado na sociedade. A m\u00e1xima \u201cn\u00e3o basta ser antirracista\u201d, para Anatalina \u00e9 uma verdade absoluta. \u201cCada um de n\u00f3s tem que ter a luta antirracista no cotidiano, atrav\u00e9s das a\u00e7\u00f5es, da conduta, da ideologia, do cora\u00e7\u00e3o\u201d. E a dirigente deixa uma quest\u00e3o dirigida a todos e todas: \u201cO que voc\u00ea fez hoje para combater o racismo?\u201d<\/p>\n<p>www.cut.org.br \/rac<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data \u00e9 de reflex\u00e3o sobre a Lei \u00c1urea que libertou escravizados, mas n\u00e3o ofereceu nenhuma pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o aos negros e negras para que pudessem sobreviver com dignidade e, com isso, perpetuou o racismo O dia 13 de Maio, data oficial da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil, n\u00e3o \u00e9 comemorado como dia da liberta\u00e7\u00e3o de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":26585,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[666,308],"class_list":["post-26584","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-13-de-maio-falsa-abolicao","tag-contra-o-racismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26584"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26584\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":26586,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26584\/revisions\/26586"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/26585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}