{"id":27459,"date":"2022-06-15T09:12:29","date_gmt":"2022-06-15T12:12:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=27459"},"modified":"2022-06-15T09:12:29","modified_gmt":"2022-06-15T12:12:29","slug":"com-bolsonaro-salario-minimo-nao-paga-nem-a-cesta-basica-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/06\/15\/com-bolsonaro-salario-minimo-nao-paga-nem-a-cesta-basica-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Com Bolsonaro, sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o paga nem a cesta b\u00e1sica em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><strong>Desde que Bolsonaro acabou com a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o poder de compra dos trabalhadores mais pobres n\u00e3o para de cair. Em SP, cesta b\u00e1sica custa R$ 14,12 a mais do que o piso nacional<\/strong><\/p>\n<p>Desde que o presidente Jair\u00a0<strong>Bolsonar<\/strong>o (PL) assumiu o governo, em 2019, e deu in\u00edcio ao fim da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/bolsonaro-acaba-com-a-politica-de-valorizacao-do-salario-minimo-f305\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo<\/a><strong>,<\/strong>\u00a0que garantia aumento real, criada nos\u00a0<strong>governos do PT<\/strong>, o\u00a0<strong>poder de compra<\/strong>\u00a0dos trabalhadores e das trabalhadoras mais pobres, que ganham o piso nacional, n\u00e3o para de cair.<\/p>\n<p>Em maio, o valor da\u00a0<strong>cesta b\u00e1sica ampliada<\/strong>\u00a0divulgada pela Funda\u00e7\u00e3o Procon de S\u00e3o Paulo, custou R$ 14,12 a mais do que o sal\u00e1rio m\u00ednimo na capital paulista.<\/p>\n<p>A cesta ampliada subiu 1,36% em maio, para R$ 1.226.12 \u2013 o piso nacional est\u00e1 em R$ 1.212 desde janeiro deste ano, quando foi reajustado em 10%, sem o aumento real garantido pela pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o que Bolsonaro exterminou.<\/p>\n<p>Quatro meses depois, o valor do m\u00ednimo j\u00e1 \u00e9 insuficiente para comprar uma cesta b\u00e1sica ampliada, cujo valor subiu 12,69% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta \u00e9 de 18,07%, segundo a Funda\u00e7\u00e3o Procon-SP.<\/p>\n<p>Quando a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo ainda estava em vigor, em setembro de 2019, o piso nacional era de R$ 998, comprava uma cesta de R$ 739,07 e sobravam R$ 258,93.<\/p>\n<p><strong>Diferen\u00e7as entre as cestas b\u00e1sica ampliada e a tradicional<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa da\u00a0<strong>cesta b\u00e1sica ampliada<\/strong>, realizada ap\u00f3s a assinatura de um conv\u00eanio entre o Procon e o Dieese, considera a renda m\u00e9dia de S\u00e3o Paulo e acompanha os pre\u00e7os de 41 produtos essenciais de alimenta\u00e7\u00e3o, limpeza e higiene pessoal.<\/p>\n<p>J\u00e1 a tradicional pesquisa nacional do Dieese sobre os pre\u00e7os da\u00a0<strong>cesta b\u00e1sica\u00a0<\/strong>nas capitais, acompanha os pre\u00e7os de 13 produtos b\u00e1sicos, como est\u00e1 definido no\u00a0<a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/declei\/1930-1939\/decreto-lei-399-30-abril-1938-348733-publicacaooriginal-1-pe.html\">Decreto Lei n\u00ba 399\/1938.<\/a><\/p>\n<p><strong>Brasileiros que ganham o m\u00ednimo<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, 36,4 milh\u00f5es de trabalhadores formais e informais ganham o sal\u00e1rio m\u00ednimo atualmente \u2013 8,2 milh\u00f5es a mais do que no final de 2018, quando Bolsonaro ganhou a elei\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n<p>No governo de Dilma Rousseff (PT) o \u00edndice de trabalhadores que ganhava o piso nacional era de 27,7% (11% a menos do que hoje). No final do governo do ileg\u00edtimo Michel Temer (MDB-SP), em 2018, j\u00e1 tinha subido para 30,09% e, com Bolsonaro atinge seu \u00e1pice com 38,22%.<\/p>\n<p>A crise sanit\u00e1ria tem aprofundado a tend\u00eancia de achatamento dos sal\u00e1rios no Brasil que come\u00e7ou depois do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, em 2016, mas o fim da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo ampliou o arrocho salarial, afirma a t\u00e9cnica da subse\u00e7\u00e3o do Dieese da CUT Nacional, Adriana Marcolino.<\/p>\n<p>De acordo com a t\u00e9cnica, o fim da pol\u00edtica contribuiu ainda mais para esse achatamento porque \u201co trabalhador perdeu uma ferramenta que ajudava a melhorar o rendimento durante as negocia\u00e7\u00f5es salariais\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>A pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo colaborava para empurrar para cima os sal\u00e1rios e isso ocorria n\u00e3o apenas para quem ganhava o piso nacional. O efeito positivo era para toda a pir\u00e2mide salarial<\/p>\n<footer>&#8211; Adriana Marcolino<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cAgora, vemos o movimento inverso, inclusive, com aumento de pessoas recebendo menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, complementa a t\u00e9cnica do Dieese.<\/p>\n<p><strong>Aposentados tamb\u00e9m foram prejudicados<\/strong><\/p>\n<p>O fim da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo atingiu tamb\u00e9m a renda de 24,4 milh\u00f5es dos 36,5 milh\u00f5es de aposentados, pensionistas e benefici\u00e1rios de programas assistenciais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem o piso.<\/p>\n<p>www.cut.org.br\/com informa\u00e7\u00f5es do Valor\/Marize Muniz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que Bolsonaro acabou com a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, o poder de compra dos trabalhadores mais pobres n\u00e3o para de cair. 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