{"id":2758,"date":"2018-09-24T16:22:33","date_gmt":"2018-09-24T19:22:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=2758"},"modified":"2018-09-24T16:22:33","modified_gmt":"2018-09-24T19:22:33","slug":"eleicoes-2018-um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2018\/09\/24\/eleicoes-2018-um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas\/","title":{"rendered":"Elei\u00e7\u00f5es 2018 &#8211; Um Brasil mais pobre vai \u00e0s urnas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft  wp-image-2759\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/0411149f-fca1-46a4-87f3-a96f5405b5b7-300x200.jpeg\" alt=\"\" width=\"362\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/0411149f-fca1-46a4-87f3-a96f5405b5b7-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/0411149f-fca1-46a4-87f3-a96f5405b5b7.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><\/p>\n<p><em>por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/autores\/deutsche-welle\">Deutsche Welle<\/a>\u00a0\/Por Fernando Caulyt<\/em><\/p>\n<p>Indicadores como desemprego, d\u00f3lar e PIB mostram que, h\u00e1 quatro anos, a crise n\u00e3o estava t\u00e3o presente no cotidiano do brasileiro como agora.<\/p>\n<div class=\"canvasImg\">\n<p class=\"discreet\">O Brasil que vai \u00e0s urnas em 2018 \u00e9 bem diferente do Pa\u00eds de 2014. Indicadores como\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/economia\/desemprego-cai-para-12-3-no-trimestre-encerrado-em-julho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desemprego<\/a>\u00a0e\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/economia\/greve-dos-caminhoneiros-trava-recuperacao-e-pib-cresce-0-2-no-trimestre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Produto Interno Bruto (PIB)\u00a0<\/a>mostram que, h\u00e1 quatro anos, a crise n\u00e3o estava t\u00e3o presente na vida do brasileiro como est\u00e1 atualmente, \u00e0s v\u00e9speras de um dos pleitos mais conturbados da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"textstructured\">\n<p>De acordo com um estudo do Centro de Pol\u00edticas Sociais da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), atualmente, 11,2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, ou seja, 23,3 milh\u00f5es de pessoas, um n\u00famero maior do que a popula\u00e7\u00e3o do Chile, por exemplo, vive\u00a0abaixo da linha de pobreza (232 reais por m\u00eas). A mis\u00e9ria subiu 33% entre 2014 e 2017, quando surgiram 6,3 milh\u00f5es de novos pobres.<\/p>\n<p>&#8220;O ano de 2014 era o per\u00edodo pr\u00e9-crise, e o governo n\u00e3o mediu esfor\u00e7os em termos de gastos para promover um quadro econ\u00f4mico mais atraente do ponto de vista do eleitor&#8221;, diz o economista Mauro Rochlin, da FGV. &#8220;Hoje, o pa\u00eds chega \u00e0s v\u00e9speras da elei\u00e7\u00e3o presidencial mais pobre e com mais desempregados ap\u00f3s dois anos consecutivos de recess\u00e3o econ\u00f4mica.&#8221;<\/p>\n<p><em><strong>Leia tamb\u00e9m:\u00a0<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong><a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/revista\/1014\/da-fantasia-ao-desalento-emprego-patina-e-falta-trabalho-para-12-4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Da fantasia ao desalento: emprego patina e falta trabalho para 12,4%<\/a><\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong><a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/economia\/por-que-o-brasil-nao-consegue-crescer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Por que o Brasil n\u00e3o consegue voltar a crescer?<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>Desemprego<\/strong><\/p>\n<p>Desde a primeira d\u00e9cada de 2000, o\u00a0mercado de trabalho mostrava uma recupera\u00e7\u00e3o na capacidade de gera\u00e7\u00e3o de empregos, e o Pa\u00eds caminhava para o chamado &#8220;pleno emprego&#8221;, acompanhado ainda do crescimento m\u00e9dio da renda dos trabalhadores. Mas, em 2014, chegou o primeiro sinal forte de que as coisas n\u00e3o iam bem: o pa\u00eds abriu apenas 623 mil empregos formais \u2013 uma redu\u00e7\u00e3o de 58% frente ao ano anterior, quando haviam sido criadas 1,49 milh\u00e3o de vagas. O resultado de 2014 foi o pior desde 1999.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-inline lazyloaded\" title=\"desemprego.png\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/desemprego.png\" alt=\"desemprego.png\" width=\"474\" height=\"468\" data-src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/desemprego.png\" \/><\/p>\n<p>Nos anos seguintes, o\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/politica\/o-emprego-formal-desaparece-a-pobreza-e-a-desigualdade-avancam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desemprego continuou sofrendo os reflexos da crise econ\u00f4mica<\/a>\u00a0pela qual o pa\u00eds passava, com a queda de oito trimestres consecutivos do PIB, de dezembro de 2014 at\u00e9 o primeiro trimestre de 2017.<\/p>\n<p>O indicador cresceu 1% no ano passado, mas o mercado de trabalho, por ser o \u00faltimo a reagir aos movimentos de baixa e alta da economia, ainda n\u00e3o sentiu uma retomada mais consistente. Atualmente, o Brasil registra uma taxa de 12,3%, ou seja, 12,9 milh\u00f5es de desempregados.<\/p>\n<p><strong>Produto Interno Bruto (PIB)<\/strong><\/p>\n<p>Em 2014, a economia j\u00e1 estava em ritmo de desacelera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s as altas de 7,5% (em 2010), 4% (2011), 1,9% (2012) e 3% (2013). Segundo analistas, a origem da crise se deu pelo fato de, no primeiro mandato de Dilma Rousseff, o governo aumentar excessivamente os gastos, gerando o aumento da\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/revista\/942\/o-capital-financeiro-depende-da-divida-publica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">d\u00edvida p\u00fablica<\/a>. Por outro lado, incentivou-se o consumo das fam\u00edlias e, em 2014, elas j\u00e1 estavam endividadas e freando o consumo. Mesmo assim, a economia registrou\u00a0uma alta de 0,5%.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-inline lazyloaded\" title=\"PIB.png\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/PIB.png\" alt=\"PIB.png\" width=\"464\" height=\"448\" data-src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/PIB.png\" \/><\/p>\n<p>A partir de 2015, governo e\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/economia\/consumo-das-familias-pode-ser-o-alivio-do-pib-em-2017\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fam\u00edlias reduziram seus gastos<\/a>. Isso se deu n\u00e3o s\u00f3 devido ao endividamento, mas tamb\u00e9m por causa das altas taxas de juros que, em 2015, alcan\u00e7aram 14,25%. Ap\u00f3s dois anos de retra\u00e7\u00e3o, a economia voltou a crescer em 2017.<\/p>\n<p>O ano de 2018 mostra fam\u00edlias brasileiras sendo ainda pressionadas pela elevada taxa de desemprego, e empresas investindo de forma limitada devido \u00e0 incerteza eleitoral, prejudicando uma retomada mais consistente da economia. J\u00e1 o governo, com a d\u00edvida p\u00fablica no vermelho, n\u00e3o tem margem de manobra para realizar investimentos.<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Em 2014, a infla\u00e7\u00e3o de 6,41% foi levemente mais alta em compara\u00e7\u00e3o aos 5,91% do ano anterior por causa do aumento dos pre\u00e7os de alimentos e da habita\u00e7\u00e3o. J\u00e1 em 2015, o \u00edndice chegou a 10,67%, bem acima da meta do governo de 6,5%.<\/p>\n<p>Entre os vil\u00f5es da grande alta estavam os chamados &#8220;pre\u00e7os administrados&#8221; (como energia el\u00e9trica e combust\u00edveis), que o governo segurou\u00a0artificialmente nos anos anteriores e que tiveram seus valores reajustados por Dilma Rousseff ap\u00f3s vencer a reelei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-inline lazyloaded\" title=\"Inflac\u0327a\u0303o.png\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/Inflacao.png\" alt=\"Inflac\u0327a\u0303o.png\" width=\"465\" height=\"447\" data-src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/Inflacao.png\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a readequa\u00e7\u00e3o, as tarifas controladas n\u00e3o subiram t\u00e3o r\u00e1pido em 2016 e, consequentemente, n\u00e3o pesaram tanto na infla\u00e7\u00e3o.\u00a0Entre 2016 e 2017, a infla\u00e7\u00e3o registrou uma r\u00e1pida queda devido \u00e0 crise econ\u00f4mica. Sem dinheiro e emprego, os brasileiros consumiram menos e, devido a uma menor demanda, as empresas tiveram mais dificuldades de aumentar os pre\u00e7os dos produtos. A infla\u00e7\u00e3o de 2,95% em 2017 foi a menor desde 1998, quando os pre\u00e7os subiram apenas 1,65%.<\/p>\n<p>Em 2018, o Brasil v\u00ea uma\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/economia\/Se-a-inflacao-esta-baixa-por-que-o-custo-de-vida-nao-cai\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pequena eleva\u00e7\u00e3o do \u00edndice<\/a>\u00a0devido \u00e0 alta de custos como d\u00f3lar, combust\u00edveis e energia el\u00e9trica. De acordo com previs\u00f5es do Relat\u00f3rio Focus\u00a0de 14 de setembro, do Banco Central, a infla\u00e7\u00e3o dever\u00e1 fechar o ano em 4,09%.<\/p>\n<p><strong>D\u00f3lar<\/strong><\/p>\n<p>A cota\u00e7\u00e3o da moeda americana subiu 12,78% ao longo de 2014, fechando em R$ 2,659. Os principais motivos eram as preocupa\u00e7\u00f5es e incertezas agravadas pelo cen\u00e1rio eleitoral e pela indefini\u00e7\u00e3o do panorama pol\u00edtico, o que deixou na \u00e9poca os investidores inseguros. Ap\u00f3s a reelei\u00e7\u00e3o de Dilma Rousseff, os investidores se voltaram para a nova equipe econ\u00f4mica anunciada pela presidente no final de novembro e para quais seriam as medidas que seriam adotadas no segundo mandato.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"image-inline lazyloaded\" title=\"do\u0301lar.png\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/dolar.png\" alt=\"do\u0301lar.png\" width=\"444\" height=\"466\" data-src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/economia\/um-brasil-mais-pobre-vai-as-urnas-em-2018\/dolar.png\" \/><\/p>\n<p>Nos anos seguintes, o\u00a0movimento de\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/economia\/cotacao-do-dolar-esta-numa-jornada-no-escuro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar em rela\u00e7\u00e3o ao real se manteve<\/a>. Entre os principais motivos estava\u00a0a elevada d\u00edvida p\u00fablica brasileira, que \u00e9 considerada por especialistas como o calcanhar de Aquiles do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 2018, o d\u00f3lar continuou a escalada de alta devido aos cen\u00e1rios externo \u2013 taxa de juros americana e a\u00a0<a class=\"external-link\" title=\"\" href=\"https:\/\/cartacapital.com.br\/internacional\/trump-poe-eua-a-beira-de-guerra-comercial-com-a-china\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">guerra comercial entre China e EUA<\/a>\u00a0\u2013 e interno \u2013 incertezas sobre o cen\u00e1rio eleitoral, d\u00favidas do mercado sobre o compromisso dos candidatos com o ajuste fiscal e investidores buscando prote\u00e7\u00e3o cambial.<\/p>\n<p>www.cartacapital.com.br<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por\u00a0Deutsche Welle\u00a0\/Por Fernando Caulyt Indicadores como desemprego, d\u00f3lar e PIB mostram que, h\u00e1 quatro anos, a crise n\u00e3o estava t\u00e3o presente no cotidiano do brasileiro como agora. 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