{"id":27694,"date":"2022-07-01T11:22:35","date_gmt":"2022-07-01T14:22:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=27694"},"modified":"2022-07-01T11:22:35","modified_gmt":"2022-07-01T14:22:35","slug":"fiocruz-aponta-riscos-no-combate-a-covid-19-com-vacinacao-estagnada-e-desigual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/07\/01\/fiocruz-aponta-riscos-no-combate-a-covid-19-com-vacinacao-estagnada-e-desigual\/","title":{"rendered":"Fiocruz aponta riscos no combate \u00e0 covid-19 com vacina\u00e7\u00e3o estagnada e desigual"},"content":{"rendered":"<p><strong>Popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o vacinadas ou com imuniza\u00e7\u00e3o em atraso aumentam risco de surgir novas variantes<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que a estagna\u00e7\u00e3o e a desigualdade na cobertura vacinal s\u00e3o riscos no combate \u00e0 covid-19 no Brasil. Tal quadro permite que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2022\/03\/subvariante-ba-2-responde-por-272-dos-testes-positivos-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">novas variantes<\/a>\u00a0surjam e que a velocidade de cont\u00e1gio da doen\u00e7a aumente consideravelmente. Em\u00a0<a href=\"https:\/\/agencia.fiocruz.br\/estagnacao-e-desigualdade-vacinal-ameacam-combate-covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">nota t\u00e9cnica<\/a>\u00a0nesta quarta-feira (29), a entidade afirma que a queda de imunidade na popula\u00e7\u00e3o com esquema vacinal atrasado acende um \u201csinal de alerta\u201d para poss\u00edvel volta de novos per\u00edodos cr\u00edticos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O estudo mostra que 83,98% da popula\u00e7\u00e3o brasileira j\u00e1 foi imunizada com ao menos uma dose e 78,93% t\u00eam o esquema prim\u00e1rio completo (segunda dose). No entanto, dificuldades de avan\u00e7o na vacina\u00e7\u00e3o em todas as faixas et\u00e1rias persistem. E n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, representando um desafio global. Por aqui, a Fiocruz atribui parte desse cen\u00e1rio \u00e0 falta de a\u00e7\u00f5es coordenadas e centralizadas das autoridades desde o in\u00edcio da crise de sa\u00fade.<\/p>\n<div class=\"widget-area-inside-single-content\"><\/div>\n<p>A cobertura do esquema prim\u00e1rio completo em adultos \u00e9 menor, por exemplo, em munic\u00edpios do Centro-Oeste e Norte do pa\u00eds, estabilizado em cerca de 50%. Na primeira dose de refor\u00e7o, por outro lado, S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, Piau\u00ed, Para\u00edba, Bahia e os estados do Sul apresentam maior cobertura. No entanto, estados do Centro-Oeste e Norte do pa\u00eds ainda registram baixa ades\u00e3o \u00e0 dose de refor\u00e7o, at\u00e9 mesmo na popula\u00e7\u00e3o idosa.<\/p>\n<p>\u201cOs estados continuam enfrentando um grande desafio causado principalmente pela onda de desinforma\u00e7\u00e3o e pela dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas, dificuldades log\u00edsticas, falta de campanhas\u201d. Al\u00e9m disso, o preenchimento dos dados da primeira e segunda\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/saude-e-ciencia\/2022\/03\/com-2-em-cada-3-brasileiros-sem-dose-de-reforco-fiocruz-desaprova-relaxamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">doses de refor\u00e7o<\/a>\u00a0vem apresenta problema em v\u00e1rios estados, como Goi\u00e1s, Par\u00e1, Roraima, Acre, Amap\u00e1, Maranh\u00e3o, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Tocantins, Esp\u00edrito Santo e Rio Grande do Norte. Nestes estados, parte das vacinas aplicadas como segunda dose de refor\u00e7o podem ter sido registradas como a primeira.<\/p>\n<div class=\"widget-area-inside-single-content\">\n<div class=\"textwidget\"><strong>Estagna\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p>De acordo com dados da plataforma<em><a href=\"https:\/\/ourworldindata.org\/\">Our World in Data<\/a><\/em>, a estagna\u00e7\u00e3o na cobertura vacinal ocorreu na maioria das na\u00e7\u00f5es. Mesmo com doses dispon\u00edveis, as popula\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o procuravam os imunizantes, reduzindo a velocidade de aplica\u00e7\u00e3o das doses. Na Cor\u00e9ia do Sul e no Vietn\u00e3 a estagna\u00e7\u00e3o ocorre com 81% da popula\u00e7\u00e3o com esquema prim\u00e1rio completo. No Uruguai e Argentina, a queda na procura ocorreu com cerca de 72% da popula\u00e7\u00e3o vacinada. Brasil, Estados Unidos, Tail\u00e2ndia, Alemanha e Fran\u00e7a apresentaram estagna\u00e7\u00e3o em 62%. J\u00e1 Turquia, M\u00e9xico, Indon\u00e9sia e \u00cdndia viram o ritmo de aplica\u00e7\u00e3o estagnar com a cobertura em torno de 57%.<\/p>\n<h3>Efic\u00e1cia das vacinas no combate \u00e0 covid-19<\/h3>\n<p>Apesar dos riscos apontados, a Fiocruz destaca que a vacina\u00e7\u00e3o representou um \u201cmarco fundamental\u201d no combate \u00e0 covid-19 no pa\u00eds, diminuindo significativamente o n\u00famero de \u00f3bitos e casos graves. Quando a campanha de vacina\u00e7\u00e3o foi iniciada no Brasil, em 17 de janeiro de 2021, a m\u00e9dia m\u00f3vel era de 900 \u00f3bitos por dia. Em 23 estados brasileiros, as taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de pacientes graves eram superiores a 60%. Dezessete meses depois, no entanto, os efeitos positivos dos imunizantes s\u00e3o vis\u00edveis: atualmente, a m\u00e9dia m\u00f3vel de \u00f3bitos est\u00e1 em 277, ap\u00f3s recente alta nas \u00faltimas semanas.<\/p>\n<p>\u201cO avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o tem produzido um cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico favor\u00e1vel, por\u00e9m n\u00e3o se pode afirmar ser o fim da pandemia. Os casos e \u00f3bitos est\u00e3o em n\u00fameros muito menores do que em outros per\u00edodos da pandemia, no entanto a vacina\u00e7\u00e3o tem enfrentado dificuldades no avan\u00e7o\u201d, afirma a nota.<\/p>\n<p>Outro levantamento da\u00a0plataforma SP Covid-19\u00a0<a href=\"https:\/\/www.spcovid.net.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Info Tracker<\/a>\u00a0publicado pelo\u00a0<em><a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/saude\/ultimas-noticias\/redacao\/2022\/06\/30\/covid-terceira-dose-vacina-internacoes-mortes.htm\">Uol<\/a><\/em>\u00a0nesta quinta (30) tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia de manter a vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 em dia. Os n\u00fameros revelam que, entre mar\u00e7o e junho deste ano, seis em cada dez mortos e internados em decorr\u00eancia da doen\u00e7a no Brasil n\u00e3o tomaram a terceira dose da vacina. Al\u00e9m disso, em tr\u00eas de cada dez \u00f3bitos, a dose de refor\u00e7o foi tomada ainda no ano passado, indicando a necessidade de uma quarta dose em 2022. A maioria das v\u00edtimas era idosa e apresentava comorbidades. Por outro lado, apenas 9,3% dos internados tomaram a terceira dose neste ano.<\/p>\n<p>www.redebrasilatual.com.br\/Tiago Pereira, da RBA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o vacinadas ou com imuniza\u00e7\u00e3o em atraso aumentam risco de surgir novas variantes S\u00e3o Paulo \u2013 A Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) alerta que a estagna\u00e7\u00e3o e a desigualdade na cobertura vacinal s\u00e3o riscos no combate \u00e0 covid-19 no Brasil. Tal quadro permite que\u00a0novas variantes\u00a0surjam e que a velocidade de cont\u00e1gio da doen\u00e7a aumente consideravelmente. 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