{"id":27753,"date":"2022-07-06T10:13:36","date_gmt":"2022-07-06T13:13:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=27753"},"modified":"2022-07-06T10:13:50","modified_gmt":"2022-07-06T13:13:50","slug":"bolsonaro-mata-o-povo-de-fome-e-enche-as-burras-dos-bancos-diz-presidente-da-ctb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/07\/06\/bolsonaro-mata-o-povo-de-fome-e-enche-as-burras-dos-bancos-diz-presidente-da-ctb\/","title":{"rendered":"\u201cBolsonaro mata o povo de fome e enche as burras dos bancos\u201d, diz presidente da CTB"},"content":{"rendered":"<p><strong>Em entrevista ao jornal Hora do Povo, Adilson Ara\u00fajo, presidente da CTB, falou a respeito do que pensa e o que sente sobre o momento que vive o pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>Exp\u00f4s ideias como: \u201cA pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o \u00e9 a batalha de nossas vidas\u201d. \u201cA carestia \u00e9 a quest\u00e3o que mais suplicia o povo brasileiro\u201d. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que o novo governo revogue a EC 95, bem como fa\u00e7a mudan\u00e7as profundas na pol\u00edtica trabalhista\u201d. \u201cO trip\u00e9 macroecon\u00f4mico foi nefasto para o pa\u00eds\u201d. \u201c\u00c9 singular que o movimento sindical se levante\u201d. \u201cA radicalidade consequente simboliza esse novo tempo\u201d. Vamos ao col\u00f3quio.<\/p>\n<p>Adilson abriu a conversa com um pressuposto: \u201cEnquanto o povo pena, uma quadrilha tomou de assalto o Pal\u00e1cio do Planalto para se locupletar e realizar seus desejos ou suas taras pessoais. Est\u00e1 claro que em 2022 acontecer\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es das nossas vidas. N\u00f3s precisamos ganhar as elei\u00e7\u00f5es para dar passos na reconstru\u00e7\u00e3o do nosso pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p><strong>Trip\u00e9 macroecon\u00f4mico \u00e9 nefasto<\/strong><\/p>\n<p>Para Adilson, \u201ca carestia castiga ainda mais a nossa gente\u201d. Considera ser \u201cconsequ\u00eancia dessa pol\u00edtica nefasta, baseada no trip\u00e9 macroecon\u00f4mico de juros escorchantes, 13,25% em junho, c\u00e2mbio ao sabor do capital externo e arrocho fiscal, ancorada no muro do limite do teto de gastos\u201d. Acusou o governo de submiss\u00e3o compulsiva aos bancos: \u201cPara Bolsonaro e Guedes, a solu\u00e7\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o (ou para qualquer outro problema) \u00e9 encher mais as burras dos banqueiros\u201d.<\/p>\n<p>Adilson deu os n\u00fameros do assalto: \u201cEm 2021, os cinco maiores bancos lucraram 82 bilh\u00f5es de reais. A cada ponto percentual de juros a mais promovido pelo Banco Central, crescem os gastos do pa\u00eds com os rentistas. O custo da d\u00edvida p\u00fablica em 2022, avaliam os bancos, dever\u00e1 ser de 580 bilh\u00f5es de reais\u201d. E as consequ\u00eancias: \u201cNo outro lado, est\u00e3o 27 milh\u00f5es de desempregados e desalentados, 40 milh\u00f5es de trabalhadores sem direito algum, na informalidade. A carestia aprofunda a mis\u00e9ria, a fome, o arrocho e alimenta a especula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pandemia: massacre do povo e mais $ para os ricos<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o l\u00edder sindical, \u201co aumento dos juros n\u00e3o tem contribu\u00eddo em nada no controle da infla\u00e7\u00e3o. Ela segue alta e o rebatimento nos pre\u00e7os dos alimentos e dos combust\u00edveis \u00e9 emblem\u00e1tico\u201d. Adilson falou que \u201cantes da pandemia, j\u00e1 t\u00ednhamos o rentismo e o capital externo abocanhando volumes assombrosos de nossas riquezas. A situa\u00e7\u00e3o piorou por demais. Se, antes, 1% dos mais ricos detinham 28% da riqueza do pa\u00eds, passados esses dois anos, o 1% possui 49,3% de nossa riqueza. A isso se escancara a realidade, em que 33 milh\u00f5es de brasileiros passam fome e 125 milh\u00f5es t\u00eam inseguran\u00e7a alimentar, ou seja, a comida de amanh\u00e3 se resolve na batalha de hoje\u201d.<\/p>\n<p>\u201cVoltamos a ter 200 mortos por dia. Chegamos a 671.000 mortos, 10% do total do planeta, por responsabilidade de um governo genocida e corrupto. Vale dizer que esse governo est\u00e1 enlameado at\u00e9 a alma\u201d.<\/p>\n<p><strong>Privatiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cNosso povo \u00e9 v\u00edtima da desindustrializa\u00e7\u00e3o\u201d. No diagn\u00f3stico do sindicalista, \u201csobretudo, somos v\u00edtimas da compuls\u00e3o doentia em entregar nossas empresas estrat\u00e9gicas \u00e0 gan\u00e2ncia do rentismo e do capital estrangeiro\u201d.<\/p>\n<p><strong>Reforma Trabalhista \u00e9 escravid\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Adilson, \u201cpara os que ainda est\u00e3o trabalhando, os patr\u00f5es querem impor a total precariza\u00e7\u00e3o do trabalho. Divulgam a ideia que o Brasil demanda o trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o. Querem regredir h\u00e1 tr\u00eas, quatro s\u00e9culos com essa pervers\u00e3o escravocrata\u201d.<\/p>\n<p>Ressaltou que o sal\u00e1rio m\u00ednimo, de R$ 1.212,00, conforme o Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos), deveria se R$ 6.395,00. \u201cA cesta b\u00e1sica em S\u00e3o Paulo chegou a R$ 804,00. Se n\u00f3s adicionarmos nessa conta um botij\u00e3o de g\u00e1s, que j\u00e1 est\u00e1 em at\u00e9 R$ 170,00, s\u00f3 a\u00ed temos 80% do sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d.<\/p>\n<p>Citando novamente o Dieese, disse que 92% dos acordos salariais em abril n\u00e3o tiveram aumento real, j\u00e1 somando tr\u00eas anos de perdas, e que a renda m\u00e9dia do brasileiro, medido pelo IBGE no \u00faltimo trimestre encerrado em maio, registrou queda de 7,2%.<\/p>\n<p>Para Adilson, \u201c\u00e9 necess\u00e1rio uma profunda mudan\u00e7a nessa investida que se viu ganhar espa\u00e7o, a partir do golpe de 2016, de imposi\u00e7\u00e3o de uma severa agenda de subtra\u00e7\u00e3o de direitos, do fim da CLT, de um ataque, na forma da lei, ao direito constitucional do trabalho e na imposi\u00e7\u00e3o de um modo de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o em pleno s\u00e9culo 21\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 tamb\u00e9m singular que, nesse novo tempo, o movimento sindical possa se levantar\u201d, considerou.<\/p>\n<p>O que fazer<\/p>\n<p>\u201cO principal agora \u00e9 fortalecer a presen\u00e7a dos trabalhadores, para termos condi\u00e7\u00f5es de indicarmos os caminhos da reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds\u201d, avaliou. Ressalta que \u201co encontro que reuniu os sete partidos que comp\u00f5em o leque de alian\u00e7as que apoia a pr\u00e9-candidatura Lula e Alckmin \u2013 a Federa\u00e7\u00e3o \u2018Brasil da Esperan\u00e7a\u2019 \u2013 formada pelo PT, PCdoB e PV, assim como PSB, PSOL, Solidariedade e a Rede \u2013 d\u00e1 um grande passo quando apresenta para a sociedade um programa com diretrizes concretas no sentido de um projeto de nacional de desenvolvimento, com centralidade na valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Acredita que \u201cas diretrizes possibilitam unir a nossa gente, garantir a vit\u00f3ria eleitoral e, sobretudo, criar condi\u00e7\u00f5es de realizar a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds\u201d. \u201dProp\u00f5e que o \u201cponto de partida seja promover um acordo nacional sobre a necessidade de abrir um novo ciclo no pa\u00eds, com uma pol\u00edtica de gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda, a garantia de uma renda b\u00e1sica permanente para o povo que mais necessita, a universaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos, uma vez que a pandemia decantou uma s\u00e9rie de defici\u00eancias, a prioridade para cria\u00e7\u00e3o de um polo industrial da sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 singular a necessidade de revogar o diabo da Emenda Constitucional 95, que cria dificuldades e engessa os investimentos p\u00fablicos, gerando dificuldades para Federa\u00e7\u00e3o e para estados e munic\u00edpios\u201d, assegurou.<\/p>\n<p>Adilson ressaltou \u201ca necessidade de unir nossa gente, num esfor\u00e7o pela reindustrializa\u00e7\u00e3o com a ocupa\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os p\u00fablicos, com investimento p\u00fablico, que permitam a utiliza\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e de tudo aquilo que est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, desde a ind\u00fastria 4.0, a intelig\u00eancia artificial, a tecnologia 5G\u201d.<\/p>\n<p>Afirmou que \u201ca porta maior \u00e9 a luta pol\u00edtica para que a gente possa eleger um governo do campo democr\u00e1tico popular, que retome o caminho do progresso. Como disse o grande fil\u00f3sofo Antonio Gramsci, \u2018o desafio da modernidade \u00e9 viver sem ilus\u00f5es, nem t\u00e3o pouco se tornar desiludido\u2019. Lutar \u00e9 o caminho. Eu penso que a radicalidade consequente simboliza esse novo tempo para que a gente possa sacudir a poeira e dar a volta por cima\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/ por Carlos Pereira, no Hora do Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao jornal Hora do Povo, Adilson Ara\u00fajo, presidente da CTB, falou a respeito do que pensa e o que sente sobre o momento que vive o pa\u00eds. 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