{"id":28004,"date":"2022-07-25T11:11:02","date_gmt":"2022-07-25T14:11:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28004"},"modified":"2022-07-25T11:11:02","modified_gmt":"2022-07-25T14:11:02","slug":"aqueles-que-abastecem-as-cidades-de-alimentos-vivem-ameaca-de-despejo-e-avanco-do-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/07\/25\/aqueles-que-abastecem-as-cidades-de-alimentos-vivem-ameaca-de-despejo-e-avanco-do-agronegocio\/","title":{"rendered":"Aqueles que abastecem as cidades de alimentos vivem amea\u00e7a de despejo e avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>&#8220;\u00c9 preciso reverter um processo destrutivo em curso&#8221;, diz dirigente do MST neste dia da agricultura familiar<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA foto \u00e9 uma verdadeira obra de arte, d\u00e1 para ver a contradi\u00e7\u00e3o n\u00e9?\u201d. Adonilton Rodrigues vive h\u00e1 uma d\u00e9cada no Acampamento 8 de mar\u00e7o, do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2021\/01\/11\/jornal-frances-le-monde-destaca-producao-agroecologica-do-mst\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)<\/a>, em Planaltina (DF). E se refere \u00e0 imagem a\u00e9rea &#8211; que ilustra essa reportagem &#8211; e\u00a0sintetiza, visualmente, um dos grandes embates pol\u00edticos, ambientais e econ\u00f4micos do pa\u00eds: entre o modelo da agricultura familiar e o do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>No primeiro plano, o acampamento \u2013 que completar\u00e1 11 anos no pr\u00f3ximo dia internacional de luta das mulheres, como seu nome j\u00e1 faz deduzir. Nos tr\u00eas hectares do lado esquerdo, as casas arborizadas das 80 fam\u00edlias camponesas. Nos 14 hectares restantes, ro\u00e7a de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/06\/11\/governo-ignora-e-nao-aplica-lei-de-socorro-a-agricultura-familiar-estamos-esquecidos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">agricultura familiar<\/a>\u00a0para a produ\u00e7\u00e3o de diversos alimentos, em especial de hortifruti granjeiro e hortali\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cDesse lado estamos n\u00f3s, produzindo vida. N\u00e3o s\u00f3 no solo, mas tamb\u00e9m a vida animal e social, n\u00e3o melhoramos s\u00f3 a vida de quem mora no acampamento, mas tamb\u00e9m a de quem est\u00e1 na cidade\u201d, descreve Adonilton, que integra tamb\u00e9m a dire\u00e7\u00e3o nacional do movimento.<\/p>\n<p>Desde 2019, os acampados conseguem se sustentar com o que plantam, tirar dali uma renda e, tamb\u00e9m, contribuir com\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/12\/31\/acoes-de-solidariedade-durante-pandemia-deixam-legado-de-esperanca-para-2021\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">campanhas de solidariedade<\/a>. Durante a pandemia, o acampamento doou 60 mil toneladas de comida. \u201cFizemos doa\u00e7\u00f5es na rodovi\u00e1ria de Planaltina, em hospitais, para pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua\u201d, conta Adonilton.<\/p>\n<p>J\u00e1 a homog\u00eanea imensid\u00e3o territorial atr\u00e1s do acampamento \u00e9 a de uma fazenda. Toda a \u00e1rea \u00e9 destinada a monocultivo de soja e milho transg\u00eanicos em larga escala: produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0do agroneg\u00f3cio para exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este 25 de julho, dia da agricultura familiar, chega em um momento singular no Brasil. Por um lado, celebra-se o seu papel central na produ\u00e7\u00e3o da comida que chega \u00e0 mesa da popula\u00e7\u00e3o. De acordo com o \u00faltimo Censo Agropecu\u00e1rio de 2017, o mais recente feito pelo IBGE,\u00a0<a href=\"http:\/\/censoagro2017.ibge.gov.br\/templates\/censo_agro\/resultadosagro\/estabelecimentos.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">76,8% dos estabelecimentos rurais<\/a>\u00a0no pa\u00eds s\u00e3o de agricultura familiar.<\/p>\n<p>Por outro, o agroneg\u00f3cio avan\u00e7a sobre \u00e1reas que antes produziam alimentos; a reforma agr\u00e1ria est\u00e1 paralisada; a inseguran\u00e7a alimentar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/06\/08\/fome-se-alastra-no-brasil-6-em-cada-10-familias-nao-tem-acesso-pleno-a-comida#:~:text=Em%20um%20ano%2C%20salta%20de,n%C3%A3o%20t%C3%AAm%20o%20que%20comer&amp;text=Em%202022%2C%20mais%20da%20metade,pouco%20mais%20de%20um%20ano.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">atinge 58,7% da popula\u00e7\u00e3o<\/a>; e meio milh\u00e3o de pessoas correm o risco de ser despejadas a partir do dia 1 de novembro.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>A imin\u00eancia das remo\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Isso porque, em liminar por conta da pandemia de covid-19, o Supremo Tribunal Federal (STF)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/06\/30\/barroso-prorroga-a-proibicao-de-despejos-no-brasil-ate-31-de-outubro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">proibiu as remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas<\/a>\u00a0no pa\u00eds at\u00e9 31 de outubro. O MST calcula que cerca de 200 \u00e1reas ocupadas por camponeses \u2013 muitas das quais produzindo alimentos saud\u00e1veis &#8211; est\u00e3o amea\u00e7adas de despejo quando a liminar perder a vig\u00eancia.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 a do Acampamento Marielle Vive, organizada pelo MST na cidade de Valinhos, no interior paulista. A terra de 130 hectares tem, como principal s\u00edmbolo da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2020\/11\/19\/agroecologia-e-resistencia-popular-no-acampamento-marielle-vive-em-valinhos-sp\">produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica<\/a>\u00a0das 450 fam\u00edlias que ali vivem, uma horta coletiva em formato de mandala de mil metros quadrados.<\/p>\n<figure style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/605703ad70d014a21e96d66afa4691bb.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"454\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Vista a\u00e9rea do Acampamento Marielle Vive e sua produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica \/ Julio Matos<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.campanhadespejozero.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Campanha Despejo Zero<\/a>, das 142.385 mil fam\u00edlias vivendo na imin\u00eancia de perder o teto, aproximadamente 30 mil vivem em zonas rurais. Entre essas cerca de 120 mil pessoas, 20 mil s\u00e3o crian\u00e7as menores de 12 anos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 not\u00f3rio, especialmente nesse per\u00edodo de pandemia, o papel da agricultura familiar camponesa na produ\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d, avalia Leom\u00e1rcio Ara\u00fajo, da dire\u00e7\u00e3o nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). \u201cSe essa quantidade de pessoas for despejada, o que \u00e9 mais grave \u00e9 que, para al\u00e9m de reduzir a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, um p\u00fablico imenso vai ser colocado numa situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade, inclusive alimentar\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Para Alexandre Concei\u00e7\u00e3o, da dire\u00e7\u00e3o nacional do MST, a mobiliza\u00e7\u00e3o que pressionou o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso a prorrogar, pela terceira vez, a proibi\u00e7\u00e3o dos despejos, \u201cfoi um marco da alian\u00e7a entre os movimentos do campo e da cidade\u201d. Mas a luta n\u00e3o acabou. \u201cVai seguir do ponto de vista institucional, mas tamb\u00e9m na resist\u00eancia dos acampamentos\u201d, garante.<\/p>\n<p>\u201cPorque de fato, se esses despejos ocorrerem, o pa\u00eds, com a crise alimentar que est\u00e1 atravessando, com a crise de emprego e com a falta de teto, vai significar que mais de meio milh\u00e3o de pessoas v\u00e3o perder seus lares e se juntar\u00e3o \u00e0s outras milh\u00f5es que hoje n\u00e3o t\u00eam um teto, n\u00e3o tem um prato de comida\u201d, alerta Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Rede Penssan revelou que atualmente 15,5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 passando fome. Neste cen\u00e1rio \u00e9 mais tr\u00e1gico constatar que \u2013 por grilagem, inc\u00eandio, despejo ou arrendamento \u2013 a \u00e1rea cultivada para a produ\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>commodities<\/em>\u00a0para exporta\u00e7\u00e3o est\u00e1, cada vez mais, avan\u00e7ando sobre aquela destinada a alimentos.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">O avan\u00e7o da fronteira do agro<\/p>\n<p>Se em 1988 o Brasil dedicava 24,7% da sua \u00e1rea cultivada para plantar arroz, feij\u00e3o e mandioca, em 2018 essa propor\u00e7\u00e3o despencou para 7,7%. Por outro lado, nesse mesmo per\u00edodo de 30 anos, as lavouras voltadas para a exporta\u00e7\u00e3o ocupavam 49,8% da \u00e1rea de cultivo do pa\u00eds e avan\u00e7aram para 78,3% dela. Os dados, com base no IBGE, est\u00e3o no artigo\u00a0<em>Expropria\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e R-exist\u00eancia: uma geografia dos conflitos por terra no Brasil (2021)<\/em>.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-img-caption\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/de4359bd8d0aada54cd3ca0c8a6582e5.jpeg\" \/><br \/>\nEm 30 anos, despencou a porcentagem de \u00e1rea cultivada no pa\u00eds voltada para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos fundamentais para a popula\u00e7\u00e3o brasileira \/ Arte: Brasil de Fato<\/p>\n<p>\u201cO agroneg\u00f3cio tem nadado de bra\u00e7ada, ocupando esses territ\u00f3rios antes cultivados pela agricultura familiar camponesa, por comunidades e povos tradicionais. O risco que corremos \u00e9 o dessa diversidade ser paulatinamente dizimada\u201d, constata Leom\u00e1rcio Ara\u00fajo.<\/p>\n<p>\u201cRegi\u00f5es do pa\u00eds que historicamente t\u00eam uma produ\u00e7\u00e3o de agricultura familiar importante \u2013 como por exemplo o arroz do Maranh\u00e3o, um cultivo tradicional a partir de uma semente crioula &#8211; est\u00e3o tendo suas culturas substitu\u00eddas pela soja\u201d, alerta o dirigente do MPA.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Veneno<\/p>\n<p>O avan\u00e7o da fronteira do agro significa n\u00e3o s\u00f3 que terras que antes produziam alimentos passam a ser usadas para a monocultura de\u00a0<em>commodities<\/em>. Mas tamb\u00e9m que a pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos &#8211; parte do pacote tecnol\u00f3gico do modelo adotado pelo agroneg\u00f3cio brasileiro \u2013 atinge, inclusive, quem implementa outro modelo, mas que est\u00e1 no entorno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images02.brasildefato.com.br\/ffba90aaaf8083f7b383f3c2dc7201e5.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"534\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">As 80 fam\u00edlias de agricultores familiares tem como vizinho um latif\u00fandio de milho e soja transg\u00eanicos \/ Coletivo Retrata\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cHoje o agrot\u00f3xico n\u00e3o prejudica muito a nossa produ\u00e7\u00e3o porque a gente fez barreiras, mas temos esse embate bem pesado mesmo\u201d, conta Adonilton, chamando a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que est\u00e3o localizados em cima da Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica das \u00c1guas Emendadas.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">A agricultura familiar est\u00e1 de p\u00e9<\/p>\n<p>Para Alexandre Concei\u00e7\u00e3o, neste dia da agricultura familiar, \u201cn\u00e3o h\u00e1 muito o que comemorar\u201d: \u201cAs \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o de alimentos t\u00eam diminu\u00eddo, a infla\u00e7\u00e3o est\u00e1 corroendo o poder de compra da classe trabalhadora e a reforma agr\u00e1ria est\u00e1 paralisada. \u00c9 uma equa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil\u201d, avalia. \u201cO grande desafio que temos \u00e9 o de reverter esse processo e isso passa essencialmente pela derrota de Bolsonaro\u201d, diz.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um governo latifundi\u00e1rio, do agroneg\u00f3cio, predador. Mas estamos resistindo nos assentamentos e acampamentos e produzindo alimentos mesmo sem pol\u00edticas p\u00fablicas, com a destrui\u00e7\u00e3o e a persegui\u00e7\u00e3o do governo Bolsonaro. Para aliviar a dor e a fome do povo brasileiro\u201d, afirma Alexandre.<\/p>\n<p>\u201cBasta ver nossa produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 no Esp\u00edrito Santo e na Bahia, nossa produ\u00e7\u00e3o de arroz no Rio Grande do Sul e no Maranh\u00e3o, de fruticultura no sert\u00e3o pernambucano\u201d, ilustra Concei\u00e7\u00e3o. \u201cSeguimos produzindo bastante, com essa perspectiva e essa capacidade de resist\u00eancia\u201d, conclui.<\/p>\n<figure style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images01.brasildefato.com.br\/5b784c81e12c1280f5080ee2d02cb71f.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1000\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Alguns dos alimentos produzidos no Acampamento 8 de mar\u00e7o \/ Adonilton Rodrigues<\/figcaption><\/figure>\n<p>Exemplo disso foi a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2022\/07\/21\/uma-semana-depois-de-despejo-150-familias-sem-terra-reocupam-fazenda-no-sul-da-bahia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reocupa\u00e7\u00e3o<\/a>, na \u00faltima quinta-feira (21), da fazenda Mata Verde na cidade baiana de Guaratinga. As 150 fam\u00edlias que ali viviam e plantavam foram removidas \u00e0 for\u00e7a pela Pol\u00edcia Militar, por determina\u00e7\u00e3o judicial. Depois de uma semana na beira da estrada, retomaram a \u00e1rea que, antes, n\u00e3o cumpria a fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Na \u00faltima sexta-feira (22), o MST fez uma a\u00e7\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de 52 toneladas de alimentos para fam\u00edlias urbanas de Guarapuava (PR), em a\u00e7\u00e3o para marcar o dia da agricultura familiar camponesa.<\/p>\n<p>\u201cA reforma agr\u00e1ria, junto com a agricultura familiar, \u00e9 isso\u201d, resume Alexandre: \u201ccuida do meio ambiente, produz alimentos saud\u00e1veis e garante que a terra seja democratizada, cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o social\u201d.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br\/Gabriela Moncau<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;\u00c9 preciso reverter um processo destrutivo em curso&#8221;, diz dirigente do MST neste dia da agricultura familiar \u201cA foto \u00e9 uma verdadeira obra de arte, d\u00e1 para ver a contradi\u00e7\u00e3o n\u00e9?\u201d. Adonilton Rodrigues vive h\u00e1 uma d\u00e9cada no Acampamento 8 de mar\u00e7o, do\u00a0Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Planaltina (DF). E se refere [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28005,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[848],"class_list":["post-28004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-agricultura-familiar"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28004"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28006,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28004\/revisions\/28006"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28005"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}