{"id":28133,"date":"2022-08-03T09:08:16","date_gmt":"2022-08-03T12:08:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28133"},"modified":"2022-08-03T09:33:47","modified_gmt":"2022-08-03T12:33:47","slug":"frentista-se-equilibra-se-arrisca-e-supera-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/08\/03\/frentista-se-equilibra-se-arrisca-e-supera-desafios\/","title":{"rendered":"Frentista se equilibra, se arrisca e supera desafios"},"content":{"rendered":"<p><strong>O Rio de Janeiro \u00e9 pioneiro na distribui\u00e7\u00e3o de G\u00e1s Natural Veicular (GNV) no Pa\u00eds. A primeira bomba foi instalada no Estado em novembro de 1991. No in\u00edcio, o GNV era utilizado apenas de forma experimental, em \u00f4nibus. O Estado tamb\u00e9m \u00e9 o que possui a maior rede de distribui\u00e7\u00e3o e n\u00famero de carros convertidos. A frota de ve\u00edculos GNV no Rio de Janeiro chega a 1,6 milh\u00e3o. Esse t\u00edtulo tamb\u00e9m reflete na quest\u00e3o da seguran\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, o Estado \u00e9 recordista no Pa\u00eds em n\u00famero de acidentes com cilindros de GNV, apesar de possuir leis para reduzir os riscos. E no final dessa cadeia produtiva est\u00e1 o frentista, exposto a todo tipo de infort\u00fanio.<\/p>\n<p>Na semana passada, mais um acidente resultou na morte de um motorista. O cilindro de GNV do carro explodiu durante o abastecimento. O treinamento e a atitude dos frentistas foram essenciais para evitar uma trag\u00e9dia de grandes propor\u00e7\u00f5es. O posto de combust\u00edvel fica numa rua movimentada da Zona Norte do Rio de Janeiro e, no momento, havia outros carros na \u00e1rea de abastecimento.<\/p>\n<p>O trabalhador, que age em defesa dos clientes e da popula\u00e7\u00e3o em toda e qualquer situa\u00e7\u00e3o, \u00e9 o mesmo que hoje sofre ataques de grupos econ\u00f4micos, que jogam pesado contra a categoria. No Congresso Nacional, tramitam projetos que visam derrubar a Lei 9.956\/2000, que pro\u00edbe o autosservi\u00e7o nos postos de combust\u00edveis de todo o Pa\u00eds. As propostas, defendidas pelas distribuidoras e grandes redes de postos de combust\u00edveis, p\u00f5em em risco n\u00e3o s\u00f3 o emprego dos 500 mil frentistas no Brasil, mas tamb\u00e9m \u00e0 vida do cliente.<\/p>\n<p>Esse triste acidente mostra o quanto \u00e9 importante a presen\u00e7a de um profissional treinado e qualificado em casos de emerg\u00eancias. O posto \u00e9 um local altamente periculoso e insalubre, e o consumidor n\u00e3o tem qualquer treinamento para manusear produtos inflam\u00e1veis e t\u00f3xicos.<\/p>\n<p>E no Pa\u00eds onde a lei da carteirada impera, querer impor ao trabalhador o papel de fiscal \u00e9 um verdadeiro esc\u00e1rnio. O munic\u00edpio do Rio de Janeiro criou uma lei que pro\u00edbe os postos de abastecer carros que n\u00e3o apresentam o selo de validade no cilindro de GNV. A lei, no entanto, n\u00e3o determina a quem cabe a fiscaliza\u00e7\u00e3o. Ao dono do posto? Ao frentista? Todos sabem que, no Brasil, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. O frentista n\u00e3o pode ser usado como bucha nessa briga de gato e rato, onde o Poder P\u00fablico cria regras, mas se exime de fiscalizar.<\/p>\n<p>Os acidentes acontecem, principalmente, por falha na fiscaliza\u00e7\u00e3o. O cilindro que explodiu no Rio de Janeiro era de um carro, que foi roubado em 2016. Provavelmente a instala\u00e7\u00e3o foi feita numa oficina de fundo de quintal, onde as a\u00e7\u00f5es do Poder P\u00fablico n\u00e3o chegam.<\/p>\n<p>O atual governo precarizou as fiscaliza\u00e7\u00f5es ao incentivar a desobedi\u00eancia civil. E os trabalhadores sentem na pele as arbitrariedades e crueldades desse desgoverno. A reforma trabalhista precarizou a m\u00e3o de obra, promoveu a desvaloriza\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios \u2013 j\u00e1 corro\u00eddos pela infla\u00e7\u00e3o \u2013 e aumentou a desigualdade social no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Assim como Sindicato, Federa\u00e7\u00f5es e as entidades coirm\u00e3s, a luta \u00e9 pra manter os direitos j\u00e1 conquistados nas Conven\u00e7\u00f5es Coletivas. N\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil para os trabalhadores brasileiros que t\u00eam que matar um le\u00e3o por dia para garantir o m\u00ednimo de dignidade para a sua fam\u00edlia. N\u00e3o podemos cochilar. Agora \u00e9 hora de unir for\u00e7as.<\/p>\n<p>O governo Bolsonaro j\u00e1 tem pronto um estudo para embasar uma nova redu\u00e7\u00e3o dos direitos dos trabalhadores. O documento, criado pelo Grupo de Altos Estudos do Trabalho (GAET), foi entregue ao Conselho Nacional do Trabalho no final do ano passado. Nenhum representante da classe trabalhadora participou do estudo.<\/p>\n<p>Companheiros, \u00e9 preciso ligar o alerta m\u00e1ximo. Quem sempre esteve e continua ao seu lado \u00e9 o seu Sindicato. A nossa categoria \u00e9 centen\u00e1ria. A profiss\u00e3o de frentista surgiu em 1912, quando empresas petrol\u00edferas come\u00e7aram a exportar para o Brasil gasolina e querosene em latas e tambores. Os poucos ve\u00edculos em circula\u00e7\u00e3o na \u00e9poca, cerca de 2.400, todos importados, eram abastecidos por meio de funis. A nossa hist\u00f3ria de luta e resist\u00eancia tem que ser contada para nossos filhos, netos e para toda a sociedade.<\/p>\n<p>Vamos continuar lutando por melhores sal\u00e1rios para a categoria. Sal\u00e1rios que correspondam aos riscos aos quais os trabalhadores est\u00e3o expostos. N\u00e3o vamos permitir que o frentista seja respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o dos cilindros de GNV. Na corda bamba da vida, o frentista \u00e9 o artista que se arrisca, se equilibra e enfrenta os desafios na pista para melhor atender o consumidor. Por isso, nossos aplausos hoje s\u00e3o para voc\u00eas, trabalhadores guerreiros. Vamos lutar pela valoriza\u00e7\u00e3o profissional e por mais dignidade e respeito. Vamos \u00e0 luta companheiros!<\/p>\n<p>www.agenciasindical.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio de Janeiro \u00e9 pioneiro na distribui\u00e7\u00e3o de G\u00e1s Natural Veicular (GNV) no Pa\u00eds. A primeira bomba foi instalada no Estado em novembro de 1991. No in\u00edcio, o GNV era utilizado apenas de forma experimental, em \u00f4nibus. O Estado tamb\u00e9m \u00e9 o que possui a maior rede de distribui\u00e7\u00e3o e n\u00famero de carros convertidos. 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