{"id":28268,"date":"2022-08-12T16:02:44","date_gmt":"2022-08-12T19:02:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28268"},"modified":"2022-08-12T16:02:44","modified_gmt":"2022-08-12T19:02:44","slug":"alta-de-alimentos-e-mais-que-o-dobro-da-inflacao-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/08\/12\/alta-de-alimentos-e-mais-que-o-dobro-da-inflacao-em-2022\/","title":{"rendered":"Alta de alimentos \u00e9 mais que o dobro da infla\u00e7\u00e3o em 2022"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>Produtos aliment\u00edcios subiram quase 10% em sete meses, prejudicando mais pobres<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a o \u00e1udio:<\/strong><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-28268-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/10-08-22-ALTA-ALIMENTOS-RODRIGO-DURAO.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/10-08-22-ALTA-ALIMENTOS-RODRIGO-DURAO.mp3\">https:\/\/www.sinposba.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/10-08-22-ALTA-ALIMENTOS-RODRIGO-DURAO.mp3<\/a><\/audio>\n<p>Ir ao supermercado j\u00e1 est\u00e1 cerca de 10% mais caro hoje do que estava no in\u00edcio do ano. O pre\u00e7o dos alimentos e bebidas j\u00e1 subiu 9,83% nos primeiros sete meses de 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O percentual \u00e9 mais do que o dobro da infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7o ao Consumidor Amplo (IPCA): 4,77%.<\/p>\n<p>Os dados de julho do IPCA e do aumento dos alimentos foram divulgados na quarta-feira (10). No m\u00eas, o pa\u00eds registrou defla\u00e7\u00e3o de 0,68%, ou seja, uma queda de pre\u00e7os. Mas os alimentos subiram 1,3%.<\/p>\n<p>S\u00f3 o leite leite longa vida subiu 25,46% em julho, tendo j\u00e1 subido 10,72% no m\u00eas anterior. O pre\u00e7o do leite pressionou o custo de derivados: o queijo subiu 5,28% em julho; a manteiga, 5,75%; e o leite condensado, 6,66%.<\/p>\n<p>No ano, o mesmo leite j\u00e1 subiu 77,84%. Os derivados subiram 39,58%.<\/p>\n<p>Outro destaque do m\u00eas foram as frutas, com alta de 4,40%<\/p>\n<p>J\u00e1 a cebola aumentou 40%; a batata inglesa, 29,89%; o caf\u00e9, 15,24%; e o morango, 103,81%. Ou seja, em sete meses o pre\u00e7o do morango mais que dobrou.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Exporta\u00e7\u00e3o pressiona pre\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>Segundo pesquisa do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura &#8220;Luiz de Queiroz\u201d (Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), os pre\u00e7os dos alimentos v\u00eam aumentando desde 2021, em todo o mundo. Neste ano, com a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, a press\u00e3o inflacion\u00e1ria cresceu.<\/p>\n<p>O \u00cdndice de Pre\u00e7os dos Alimentos calculado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO-ONU) atingiu um recorde em 2022, superando altas hist\u00f3ricas registradas na d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Como o agroneg\u00f3cio brasileiro est\u00e1 hoje conectado com ao mercado mundial, quando os pre\u00e7os no exterior sobem, acabam aumentando tamb\u00e9m internamente j\u00e1 que o agricultor nacional pode vender sua produ\u00e7\u00e3o aqui ou exportar.<\/p>\n<p>De acordo com a Cepea, de janeiro a junho de 2022, o volume exportado pelo agroneg\u00f3cio nacional recuou 1% comparado\u00a0ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Os pre\u00e7os em d\u00f3lar, por\u00e9m, subiram 28%. Diante disso, mesmo vendendo menos, o lucro aumentou, somando US$ 79 bilh\u00f5es (mais de R$ 400 bilh\u00f5es) no primeiro semestre, um novo recorde,\u00a026% superior do que em 2021.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\"><strong>Pior para os pobres<\/strong><\/p>\n<p>A alta da comida piora as condi\u00e7\u00f5es de vida, principalmente, da popula\u00e7\u00e3o mais pobre. \u00c9 ela quem compromete maior parte de seu or\u00e7amento com alimentos e bebidas.<\/p>\n<p>O economista Marcio Pochmann, professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), disse que essa popula\u00e7\u00e3o vem sofrendo com a infla\u00e7\u00e3o j\u00e1 h\u00e1 algum tempo. Em 12 meses, por exemplo, os pre\u00e7os dos alimentos j\u00e1 subiu 14,72%.<\/p>\n<p>Segundo ele, a defla\u00e7\u00e3o registrada em julho foi causada basicamente pela queda dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis e da energia el\u00e9trica resultante do corte de impostos sobre esses produtos. Para ele, por\u00e9m, o \u00edndice \u00e9 \u201cartificial\u201d, criado por a\u00e7\u00f5es diretas do presidente Jair Bolsonaro (PL) visando sua reelei\u00e7\u00e3o. Pior: n\u00e3o contribui com quem mais precisa.<\/p>\n<p>\u201cProdutos vinculados a cesta b\u00e1sica e produtos vinculados a bens de consumo dur\u00e1vel continuam aumentando. A defla\u00e7\u00e3o \u00e9 uma medida artificial que decorre da decis\u00e3o do governo de retirar tributos sobre os combust\u00edveis. A infla\u00e7\u00e3o segue importante principalmente para quem precisa consumir alimentos\u201d, disse Pochmann.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br\/Vinicius Konchinski<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtos aliment\u00edcios subiram quase 10% em sete meses, prejudicando mais pobres Ou\u00e7a o \u00e1udio: Ir ao supermercado j\u00e1 est\u00e1 cerca de 10% mais caro hoje do que estava no in\u00edcio do ano. 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