{"id":28333,"date":"2022-08-17T10:09:20","date_gmt":"2022-08-17T13:09:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28333"},"modified":"2022-08-17T10:09:20","modified_gmt":"2022-08-17T13:09:20","slug":"consumidores-abandonam-produtos-no-caixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/08\/17\/consumidores-abandonam-produtos-no-caixa\/","title":{"rendered":"Consumidores abandonam produtos no caixa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Com os pre\u00e7os nas alturas, leite, \u00f3leo de soja e a\u00e7\u00facar est\u00e3o entre os produtos que lideram a lista dos que ficaram no carrinho dos supermercados. Entre janeiro e junho deste ano, 4,997 milh\u00f5es de itens foram abandonados, segundo pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A quantidade de produtos deixados de lado na \u201cboca do caixa\u201d, por excederem a possibilidade de compras de consumidores nos supermercados, aumentou significativamente entre janeiro e junho deste ano. Cinco milh\u00f5es (4,997 mil) de itens foram deixados pra tr\u00e1s. \u00c9 um volume 16,5% superior ao primeiro semestre do ano passado, ou 704,9 mil itens a mais abandonados para impedir que a nota fiscal n\u00e3o fique al\u00e9m do or\u00e7amento.<\/p>\n<p>Os dados para essas conclus\u00f5es foram obtidas pelo acompanhamento do movimento de caixas de 982 supermercados de m\u00e9dio e pequeno porte do pa\u00eds. A amostra inclui estabelecimentos que atendem a todas as faixas de renda e que juntos faturam R$ 5 bilh\u00f5es anuais.<\/p>\n<p>O estudo refor\u00e7a os indicadores de infla\u00e7\u00e3o, queda na renda, desemprego alto e persistent, aumento das fam\u00edlias sob a amea\u00e7a cotidiana da fome e tem nome e sobrenome, Guedes e Bolsonaro.<\/p>\n<p>\u201cUm crescimento de 16,5% na quantidade de itens abandonados \u00e9 alt\u00edssimo e reflete que muita gente deve estar tomando susto\u201d, afirma Juliano Camargo, CEO e fundador da Nextop. Apesar de n\u00e3o ter uma s\u00e9rie hist\u00f3rica longa desses dados, pela experi\u00eancia acumulada no setor, ele acredita que a quantidade de itens devolvidos na boca do caixa n\u00e3o teria aumentado, se a infla\u00e7\u00e3o de alimentos estivesse controlada.<\/p>\n<p>A pesquisa foi feita, a pedido do Estad\u00e3o, pela Nextop e publicada no domingo (14). O estudo reuniu itens cancelados, isoladamente e tamb\u00e9m cupons fiscais inteiros, com aqueles produtos que o consumidor consultou o pre\u00e7o no caixa e desistiu da compra.<\/p>\n<p>Os produtos que ficam para tr\u00e1s na boca do caixa atinge principalmente os pobres, mas tamb\u00e9m fam\u00edlias de maior renda, segundo Camargo, \u201crefletindo a infla\u00e7\u00e3o com itens b\u00e1sicos e sup\u00e9rfluos\u201d. Ele faz essa afirma\u00e7\u00e3o com base num ranking de produtos mais devolvidos no primeiro semestre deste de ano.<\/p>\n<p>Quem lidera a lista \u00e9 o refrigerante, seguido pelo leite, \u00f3leo de soja, cerveja e a\u00e7\u00facar. Dos dez itens que mais sobraram na boca do caixa, quatro s\u00e3o b\u00e1sicos \u2013 leite, \u00f3leo de soja, a\u00e7\u00facar e farinha de trigo \u2013 e seis n\u00e3o t\u00e3o essenciais \u2013 refrigerante, cerveja, molhos, biscoitos, hamb\u00farguer e bebida l\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Quatro produtos mais abandonados no caixa \u2013 leite, \u00f3leo, cerveja e biscoito \u2013 tamb\u00e9m constam entre os dez que registraram as maiores quedas nas quantidades vendidas no varejo de autosservi\u00e7o no primeiro semestre deste ano em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano passado, segundo um levantamento realizado tamb\u00e9m\u00a0a pedido do Estad\u00e3o, pela NielsenIQ, consultoria que monitora o desempenho dos produtos nos supermercados.<\/p>\n<p>A cerveja puxa a fila dos itens com maiores quedas de venda em volumes apurada pela consultoria com -15,6%, seguida pelo leite (-13,7%), cortes de frango (-11,6%), caf\u00e9 em p\u00f3 (-8,5%), legumes (-8,2%), \u00f3leo comest\u00edvel (-7%), queijos (-6,5%), biscoitos (-5,1%), industrializados de carne (-2,8%) e cortes bovinos (-2,7%).<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>TAMANHO DA CRISE<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, v\u00e1rios desses produtos est\u00e3o entre os que mais registram altas de pre\u00e7os nos \u00faltimos meses, como leite, caf\u00e9, \u00f3leo, carnes, biscoitos, por exemplo, segundo o IPCA, a medida oficial da infla\u00e7\u00e3o do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), o economista Claudio Felisoni de Angelo, tamb\u00e9m atribui esse aumento de volume de produtos devolvidos \u00e0 disparada da infla\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses e ressalta. \u201cO tamanho da pilha de produtos deixados no caixa pelo consumidor \u00e9 a medida concreta do tamanho da crise que vivenciamos hoje\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A freada brusca do consumidor na reta final das compras provoca um efeito em cascata na cadeia de abastecimento. O encalhe faz com que os supermercados comprem volumes menores das ind\u00fastrias e esfriem o ritmo de produ\u00e7\u00e3o e atividade. \u201cHoje o n\u00edvel de estoques dos supermercados \u00e9 o mais baixo dos \u00faltimos anos\u201d, diz Camargo da Nextop.<\/p>\n<p>Em julho, o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) registrou defla\u00e7\u00e3o de -0,68%, por causa dos corte de impostos nos combust\u00edveis e na eletricidade.<\/p>\n<p>No entanto, os pre\u00e7os da comida continuaram subindo e a infla\u00e7\u00e3o do grupo alimenta\u00e7\u00e3o acelerou, indo de um aumento 0,80% em junho para 1,30% em julho. Neste ano at\u00e9 julho, os alimentos subiram 9,83% e, em 12 meses, 14,72%, ante o IPCA de 4,77% e 10,07%, respectivamente, acumulado em igual per\u00edodo.<\/p>\n<p>www.hoadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com os pre\u00e7os nas alturas, leite, \u00f3leo de soja e a\u00e7\u00facar est\u00e3o entre os produtos que lideram a lista dos que ficaram no carrinho dos supermercados. 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