{"id":28576,"date":"2022-09-09T09:07:28","date_gmt":"2022-09-09T12:07:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28576"},"modified":"2022-09-09T09:07:28","modified_gmt":"2022-09-09T12:07:28","slug":"trabalhador-chamado-de-mineiro-peconhento-sera-indenizado-por-danos-morais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/09\/09\/trabalhador-chamado-de-mineiro-peconhento-sera-indenizado-por-danos-morais\/","title":{"rendered":"Trabalhador chamado de \u201cmineiro pe\u00e7onhento\u201d ser\u00e1 indenizado por danos morais"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais determinou o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5 mil ao trabalhador H\u00e9lio D. P. N, por frequentes tratamentos hostis e desrespeitosos de seu superior hier\u00e1rquico na empresa GE Power &amp; Water. Entre as ofensas, ele foi chamado de\u00a0\u201cmineiro animal pe\u00e7onhento\u201d<em>,<\/em>\u00a0durante reuni\u00e3o de trabalho via internet, causando constrangimento a si a todos os presentes. A decis\u00e3o \u00e9 dos desembargadores da Nona Turma do TRT-MG, que, por maioria de votos, mantiveram a senten\u00e7a proferida pelo ju\u00edzo da 4\u00aa Vara do Trabalho de Belo Horizonte.<\/strong><\/p>\n<p>Conforme o trabalhador, os problemas come\u00e7aram em julho de 2018, quando foi transferido para a obra do Complexo de Campo Largo, em Ourol\u00e2ndia, na Bahia, sob a supervis\u00e3o de um engenheiro que era o superior hier\u00e1rquico. O trabalhador contou que o tratamento grotesco se intensificou a partir de outubro de 2019. Em julho do ano seguinte, ele foi dispensado.<\/p>\n<p>\u201cOs percal\u00e7os eram enormes e di\u00e1rios. Falta de bom ambiente de trabalho, humilha\u00e7\u00f5es, esc\u00e1rnios, provoca\u00e7\u00f5es, coment\u00e1rios ofensivos e desairosos dirigidos por aquele senhor\u201d, disse o profissional, postulando a condena\u00e7\u00e3o da empresa ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. Em sua defesa, a empregadora negou todas as acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, testemunhas ouvidas confirmaram a vers\u00e3o do trabalhador. Segundo o depoente, o engenheiro se referiu ao profissional como \u201cmineiro, animal pe\u00e7onhento\u201d<em>\u00a0<\/em>durante uma reuni\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do Complexo de Campo Largo<em>.\u00a0<\/em>Disse ainda que presenciou esse mesmo tratamento em outras reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>A testemunha explicou que esses encontros eram\u00a0<em>on-line<\/em>, com cerca de 20 pessoas. O depoente disse acreditar que todos da reuni\u00e3o ouviram a refer\u00eancia feita pelo supervisor. Outra testemunha confirmou as ofensas. Informou que viu tamb\u00e9m o ex-empregado sendo chamado de\u00a0\u201cmineiro pe\u00e7onhento\u201d\u00a0na reuni\u00e3o. Disse ainda que, ap\u00f3s o encontro de trabalho, chegou a telefonar para o colega com o intuito de apoi\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Para o juiz convocado relator, Jess\u00e9 Cl\u00e1udio Franco de Alencar, ficou demonstrado que o trabalhador sofreu realmente tratamento vexat\u00f3rio e humilhante, em algumas ocasi\u00f5es, inclusive na frente de v\u00e1rios colegas de trabalho. Ele salientou que o fato de o ex-empregado n\u00e3o ter realizado den\u00fancia em canais da empregadora n\u00e3o significa anu\u00eancia t\u00e1cita.\u00a0\u201cOs fatos ocorreram de 2019 em diante, no \u00faltimo cargo dele na empresa, conforme se infere dos depoimentos das testemunhas, sendo dispensado em julho de 2020\u201d<em>,\u00a0<\/em>frisou.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a do Trabalho de Minas Gerais determinou o pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5 mil ao trabalhador H\u00e9lio D. P. N, por frequentes tratamentos hostis e desrespeitosos de seu superior hier\u00e1rquico na empresa GE Power &amp; Water. Entre as ofensas, ele foi chamado de\u00a0\u201cmineiro animal pe\u00e7onhento\u201d,\u00a0durante reuni\u00e3o de trabalho via internet, causando constrangimento a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28577,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[419],"class_list":["post-28576","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-assedio-moral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28576"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28576\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28578,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28576\/revisions\/28578"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28577"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}