{"id":28628,"date":"2022-09-12T14:29:36","date_gmt":"2022-09-12T17:29:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28628"},"modified":"2022-09-12T14:29:36","modified_gmt":"2022-09-12T17:29:36","slug":"numero-de-vitimas-do-trabalho-escravo-no-mundo-sobe-a-50-milhoes-segundo-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/09\/12\/numero-de-vitimas-do-trabalho-escravo-no-mundo-sobe-a-50-milhoes-segundo-oit\/","title":{"rendered":"N\u00famero de v\u00edtimas do trabalho escravo no mundo sobe a 50 milh\u00f5es, segundo OIT"},"content":{"rendered":"<p><strong>As crises do capitalismo sempre cobram um pre\u00e7o elevado \u00e0 classe trabalhadora. Os indicadores sociais da depress\u00e3o que veio no rastro da pandemia s\u00e3o mais um demonstrativo disto. Al\u00e9m da crescente precariza\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios registra-se um vergonhoso salto do trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, que atualmente \u00e9 imposto a 50 milh\u00f5es de trabalhadores e trabalhadoras no mundo, de acordo com levantamento da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta segunda (12) com informa\u00e7\u00f5es de todos os continentes<\/strong>.<\/p>\n<p>A institui\u00e7\u00e3o contatou uma progress\u00e3o geom\u00e9trica do n\u00famero de v\u00edtimas da escravid\u00e3o moderna nos \u00faltimos cinco anos, principalmente entre 2020 e 2021, em que os desdobramentos da pandemia foram mais acentuados. Cabe acrescentar que foi tamb\u00e9m entre trabalhadores e trabalhadoras que o novo coronav\u00edrus fez seu maior n\u00famero de v\u00edtimas fatais, principalmente no grande contingente daqueles que tiveram que continuar trabalhando presencialmente.<\/p>\n<p>O setor privado (o empres\u00e1rio capitalista) \u00e9 apontado como o grande respons\u00e1vel pelos crimes que ocorrem, sobretudo, nos ramos da constru\u00e7\u00e3o civil e da agricultura, sendo explorado por burgueses e latifundi\u00e1rios inescrupulosos em quase todos os pa\u00edses do mundo.<\/p>\n<p>A partir de 2016, mais 10 milh\u00f5es de pessoas passaram a ser v\u00edtimas do trabalho escravo. A avalia\u00e7\u00e3o da OIT \u00e9 de que a crise sanit\u00e1ria aprofundou a explora\u00e7\u00e3o. A entidade tamb\u00e9m estima que 3,3 milh\u00f5es de crian\u00e7as tamb\u00e9m sejam exploradas abusivamente, inclusive sexualmente. Elas s\u00e3o uma em cada oito pessoas v\u00edtimas de trabalho for\u00e7ado.<\/p>\n<p><strong>Situa\u00e7\u00e3o piorou dramaticamente<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento da OIT, divulgado pelo jornalista Jamil Chade em reportagem no\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/colunas\/jamil-chade\/2022\/09\/12\/50-milhoes-de-pessoas-sao-vitimas-da-escravidao-moderna-diz-oit.htm\">Uol<\/a>, indica que a \u201cescravid\u00e3o moderna\u201d ocorre em quase todos os pa\u00edses do mundo, inclusive nos de renda m\u00e9dia-alta. Mulheres e crian\u00e7as, mais vulner\u00e1veis, s\u00e3o alvos priorit\u00e1rios dos escravocratas contempor\u00e2neos. Embora o setor privado seja o maior respons\u00e1vel pelos crimes, 14% dos casos s\u00e3o relacionados a \u00f3rg\u00e3os e empresas estatais.<\/p>\n<p>Em geral, os imigrantes s\u00e3o as principais v\u00edtimas, em todos os continentes. Eles t\u00eam tr\u00eas vezes mais chance de serem explorados como escravos modernos do que outros segmentos da sociedade. No Brasil, bolivianos e paraguaios j\u00e1 foram resgatados mais de uma vez de trabalho an\u00e1logo ao escravo em empresas de confec\u00e7\u00f5es instaladas no bairro do Braz em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Impressionado com os dados, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, afirmou ser \u201cchocante ver que a situa\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o moderna n\u00e3o esteja melhorando\u201d. \u201cNada justifica isso\u201d, destacou. Na verdade \u00e9 mais um sinal da senilidade do capitalismo, combinado com o desemprego em massa, a precariza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, fome e outros dramas.<\/p>\n<p><strong>Casamentos for\u00e7ados<\/strong><\/p>\n<p>A reportagem tamb\u00e9m assinala que um dos fen\u00f4menos mais preocupantes constatados pela OIT \u00e9 o aumento dos casamentos for\u00e7ados. No ano passado, 22 milh\u00f5es de pessoas estavam nessa situa\u00e7\u00e3o. O total indica um aumento de 6,6 milh\u00f5es de v\u00edtimas de casamentos for\u00e7ados, entre 2016 e 2021.<\/p>\n<p>O n\u00famero, no entanto, segundo a pr\u00f3pria entidade, \u00e9 subestimado. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que o problema seja ainda maior. A \u00c1sia responde por 65% dos casos. A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 alarmante nos pa\u00edses \u00e1rabes, onde quase cinco pessoas de cada mil s\u00e3o v\u00edtimas de casamentos for\u00e7ados, e nas Am\u00e9ricas. Ao todo, 5 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o v\u00edtimas no continente, das quais 3,3 milh\u00f5es em trabalhos for\u00e7ados e o restante em casa.<\/p>\n<p>www.ctb.org..br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As crises do capitalismo sempre cobram um pre\u00e7o elevado \u00e0 classe trabalhadora. Os indicadores sociais da depress\u00e3o que veio no rastro da pandemia s\u00e3o mais um demonstrativo disto. 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