{"id":28634,"date":"2022-09-12T14:38:54","date_gmt":"2022-09-12T17:38:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28634"},"modified":"2022-09-12T14:38:54","modified_gmt":"2022-09-12T17:38:54","slug":"louca-doida-maluca-misoginia-domina-ofensas-a-candidatas-nessas-eleicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/09\/12\/louca-doida-maluca-misoginia-domina-ofensas-a-candidatas-nessas-eleicoes\/","title":{"rendered":"Louca, doida, maluca: misoginia domina ofensas a candidatas nessas elei\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Na primeira semana de campanha, 97 mulheres na disputa receberam quase 4,5 mil ataques e\/ou insultos pelo Twitter<\/strong><\/p>\n<p>Alus\u00f5es a loucura, histeria ou doen\u00e7as mentais s\u00e3o a principal forma encontrada pelos usu\u00e1rios do Twitter para se dirigir \u00e0s candidatas a cargos do Executivo e do Legislativo brasileiros nessa elei\u00e7\u00e3o. Na primeira semana de campanha, o MonitorA 2022 registrou 518 apari\u00e7\u00f5es de termos como louca, doida, maluca, desequilibrada, hist\u00e9rica e descontrolada relacionados \u00e0s candidatas nas redes sociais. Tamb\u00e9m entram na conta postagens que sugerem que elas \u201cse tratem\u201d, \u201cse mediquem\u201d ou \u201cse internem em uma institui\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica\u201d, entre outras refer\u00eancias semelhantes.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o preconceituosa a doen\u00e7as e dist\u00farbios mentais predominou nos tweets avaliados pelo projeto, que \u00e9 uma parceria entre AzMina, InternetLab e N\u00facleo Jornalismo e, nesta edi\u00e7\u00e3o, acompanha perfis de 175 candidatas a cargos eletivos. Para essa mat\u00e9ria, foram analisados manualmente mais de 10 mil tweets coletados entre 17 e 22 de agosto, contendo 4.468 ataques e\/ou insultos dirigidos a 97 candidatas.<\/p>\n<p>Os resultados da primeira semana de avalia\u00e7\u00f5es mostram que a hist\u00f3rica atribui\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos de loucura e histeria a mulheres que levantam a voz segue sendo uma das principais ferramentas de tentativas de controle sexista. Adjetivos como \u201cmaluca\u201d e \u201cdescontrolada\u201d e questionamentos como \u201cvoc\u00ea esqueceu de tomar seu remedinho hoje?\u201d aparecem para candidatas dos mais diferentes espectros pol\u00edticos.<\/p>\n<p>D\u00e1 pra notar que cr\u00edtica pol\u00edtica n\u00e3o aparece nas postagens. S\u00f3 a desqualifica\u00e7\u00e3o das mulheres, como destaca a psic\u00f3loga Giovana Durat, que pesquisou recentemente os impactos das quest\u00f5es de g\u00eanero na forma\u00e7\u00e3o das subjetividades das mulheres. \u201cA pessoa \u00e9 t\u00e3o \u201cindigna\u201d de estar ali que n\u00e3o se chega a pensar que o que deve ser questionado \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e n\u00e3o sanidade\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rios os efeitos deste tipo de coment\u00e1rio, segundo ela. \u201cCorroborar esse tipo de narrativa \u00e9 extremamente danoso por v\u00e1rios motivos. Primeiro, porque perpetua a ideia de que mulheres que se posicionam s\u00e3o desequilibradas, est\u00e3o \u201cdoidas\u201d. Segundo, porque contribui para o entendimento de que \u2018desvios de car\u00e1ter\u2019 s\u00e3o patologias ou doen\u00e7as mentais e que transtornos levam a formas de agress\u00e3o ao outro\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de refor\u00e7ar estere\u00f3tipos sexistas, tamb\u00e9m contribui com a manuten\u00e7\u00e3o da medicaliza\u00e7\u00e3o social. \u201cH\u00e1 um estigma muito grande sobre loucura, sobre adoecimento ps\u00edquico, sobre transtornos, e esse recurso [us\u00e1-los para atacar candidatas] demonstra desconhecimento e reflete muito o lugar que a loucura ocupou por muito tempo na sociedade\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da men\u00e7\u00e3o a doen\u00e7as mentais, termos como idiota, imbecil, analfabeta, despreparada, incompetente e fracassada tamb\u00e9m s\u00e3o empregados com a finalidade de desqualificar as candidatas. Associados a eles, recursos de silenciamento como \u201ccala a boca\u201d e \u201cfica calada\u201d sugerem a elas que n\u00e3o se manifestem. \u201cPosi\u00e7\u00f5es que fogem ou questionam a norma social s\u00e3o severamente punidas e isso \u00e9 viol\u00eancia de g\u00eanero: uma puni\u00e7\u00e3o a um desvio de um papel estabelecido socialmente. Por tr\u00e1s desses xingamentos e insultos h\u00e1 uma quest\u00e3o de poder\u201d, refor\u00e7a a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Um em cada tr\u00eas tweets traz ofensas \u00e0s candidatas<\/p>\n<p>O monitoramento de viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero analisou 10.346 postagens potencialmente ofensivas (confira ao final da mat\u00e9ria a metodologia de classifica\u00e7\u00e3o). Ao todo, 30,76% das publica\u00e7\u00f5es, ou seja, 3.182, tratam as candidatas com algum n\u00edvel de hostilidade. Em quase 900 delas, foram identificadas pelo menos duas ofensas.<\/p>\n<p>O discurso mis\u00f3gino \u00e9 o principal tipo de ofensa, incluindo narrativas que diminuem as candidatas ao questionar sua capacidade intelectual, insultar seus corpos e questionar sua moral. H\u00e1 ainda a presen\u00e7a de termos racistas, com preconceito \u00e9tnico ou regional.<\/p>\n<p>A desumaniza\u00e7\u00e3o, que associa as candidatas a animais \u2013 porca, jumenta, cobra \u2013 tamb\u00e9m \u00e9 um recurso comum entre os haters. Neste levantamento, o termo mais usado foi \u201cPeppa Pig\u201d, que aparece em 372 posts. A refer\u00eancia ao desenho animado \u00e9 usada em investidas contra a candidata \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o como deputada federal Joice Hasselmann (PSDB-SP), parlamentar mais citada em ataques nesta primeira semana de campanha.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea decide se referir a uma candidata usando substantivos utilizados para nomear animais, voc\u00ea nega o lugar de humano para aquele sujeito espec\u00edfico. Essa \u00e9 uma antiga t\u00e1tica para alimentar a ideia de que algumas pessoas n\u00e3o merecem nem ao menos serem assim consideradas. No caso das candidatas, vemos um movimento similar. Voc\u00ea nega que elas ocupem o espa\u00e7o da pol\u00edtica, reduzindo-as a um sujeito n\u00e3o-humano\u201d,\u00a0 explica Fernanda Martins, antrop\u00f3loga, diretora do InternetLab e uma das respons\u00e1veis pela pesquisa.<\/p>\n<p>Posts que inferiorizam ou promovem descr\u00e9dito intelectual das candidatas monitoradas s\u00e3o\u00a0 quase 17% dos ataques. \u201cAs ofensas morais e a inferioriza\u00e7\u00e3o das candidatas, por sua vez, cumprem o papel de refor\u00e7ar o suposto despreparo para que elas ocupem a pol\u00edtica institucional. \u201cLixo\u201d e \u201cporcaria\u201d s\u00e3o exemplos dessa tentativa de inferioriza\u00e7\u00e3o\u201d, complementa Martins.<\/p>\n<p>Mais do que agressivos, os detratores s\u00e3o criativos. Al\u00e9m dos tweets com ataques mis\u00f3ginos e desumanizadores, tamb\u00e9m h\u00e1 outras modalidades de ofensas voltadas diretamente ao corpo ou \u00e0 apar\u00eancia: s\u00e3o tweets gordof\u00f3bicos e etaristas, que usam termos como \u201cvelha\u201d, \u201cm\u00famia\u201d e \u201cgorda\u201d ou recomendam que a candidata \u201cv\u00e1 fazer uma bari\u00e1trica\u201d.<\/p>\n<p>Embora a plataforma tenha pol\u00edticas para impedir o ass\u00e9dio sexual, a reportagem encontrou 37 casos assim. Joice Hasselmann, Maria do Ros\u00e1rio (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Mayra Pinheiro (PL-CE) s\u00e3o as que concentram mais men\u00e7\u00f5es deste tipo.<\/p>\n<p>Em alguns casos, as ofensas de cunho sexual tamb\u00e9m reproduzem antigos ataques a v\u00edtimas de viol\u00eancia, como acontece com a deputada Maria do Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>Hostilidade \u00e0s mulheres \u00e9 proposital<\/p>\n<p>Embora nem todos os tweets considerados ofensivos possam ser taxados de violentos, 1.683 publica\u00e7\u00f5es cont\u00eam algum tipo de insulto, contribuindo para criar um ambiente hostil \u00e0s mulheres da pol\u00edtica. A gerente de projetos de Jornalismo de Dados d\u2019Azmina, Ana Carolina Ara\u00fajo, explica que diferenciar ofensas e insultos \u00e9 um ponto metodol\u00f3gico importante para preservar a liberdade de express\u00e3o. \u201cN\u00e3o queremos o fim das discuss\u00f5es nas plataformas, mas \u00e9 not\u00e1vel a maior animosidade guiada pelo g\u00eanero\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTodos os tipos de viol\u00eancia s\u00e3o um entrave \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da mulher, uma forma muito eficiente de excluir mulheres do jogo pol\u00edtico. Este \u00e9 inclusive um ponto onde as atuais parlamentares concordam: \u00e9 necess\u00e1rio um ambiente mais saud\u00e1vel para que as mulheres possam atuar politicamente\u201d, comenta a doutora em Ci\u00eancia Pol\u00edtica Cristiane Brum Bernardes. O pr\u00f3prio Observat\u00f3rio Nacional da Mulher na Pol\u00edtica, criado pelas parlamentares neste ano, \u00e9 uma iniciativa para combater a viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Nas redes sociais, o alto volume de publica\u00e7\u00f5es incluindo palavras como pat\u00e9tica, hip\u00f3crita e corrupta, por exemplo, ou textos que acusam as candidatas de defender bandidos e defender estupradores, tornam o campo mais desconfort\u00e1vel. N\u00e3o parece coincid\u00eancia que, mesmo quando est\u00e3o na pol\u00edtica, mulheres sejam atacadas atrav\u00e9s de sua rela\u00e7\u00e3o com os homens.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o recorrentes express\u00f5es como \u201ctome vergonha\u201d, \u201ccrie vergonha\u201d, \u201cvoc\u00ea n\u00e3o tem vergonha?\u201d e \u201ctenho vergonha de ter votado em voc\u00ea\u201d.\u00a0 Para Cristiane Brum Bernardes, esses ataques n\u00e3o reconhecem como leg\u00edtima a presen\u00e7a das mulheres na disputa pelos espa\u00e7os de poder. \u201cUm homem vai ser atacado por ser de determinado partido, por fazer algo ou n\u00e3o, concordar ou n\u00e3o com minha posi\u00e7\u00e3o. Mas, no caso das mulheres, \u00e9 um ataque contra a presen\u00e7a delas na pol\u00edtica, que diz \u2018voc\u00ea n\u00e3o deveria estar aqui fazendo isso\u2019. Isso nunca \u00e9 dito para um homem\u201d.<\/p>\n<p>Essas formas de se dirigir \u00e0s candidatas mostra que a necess\u00e1ria divis\u00e3o entre sua atua\u00e7\u00e3o p\u00fablica e sua vida privada n\u00e3o \u00e9 respeitada. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 usada como arma para diminuir e desencorajar. \u201cS\u00e3o adjetivos como \u2018mal comida\u2019, \u2018mal amada\u2019, sempre remetendo ao corpo, \u00e0 sexualidade, \u00e0s quest\u00f5es particulares das mulheres, \u00e9 um conte\u00fado muito diferente do que os homens recebem\u201d, detalha Brum.<\/p>\n<p>A professora refor\u00e7a ainda que, no caso dos coment\u00e1rios relacionados \u00e0 apar\u00eancia, mesmo quando s\u00e3o elogiosos, podem jogar contra a candidata. \u201cO que est\u00e1 sendo comunicado com este tipo de coment\u00e1rio \u00e9 que elas n\u00e3o t\u00eam conte\u00fado, que s\u00e3o apenas corpos bonitos para decorar o ambiente. O que legitima essa opini\u00e3o p\u00fablica sobre o corpo da mulher?\u201d.<\/p>\n<p>Quem \u00e9 a v\u00edtima?<\/p>\n<p>Uma olhada r\u00e1pida para o ranking de candidatas mais atacadas na primeira semana de campanha mostra ofensas distribu\u00eddas por todos os espectros pol\u00edticos e voltadas a pessoas de diferentes grupos \u00e9tnicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Joice Hasselmann (PSDB-SP) \u2013 de novo \u2013\u00a0 recebeu quase metade das ofensas mapeadas (2070). Ela \u00e9 alvo preferencial dos apoiadores do presidente e candidato Jair Bolsonaro (PL). Al\u00e9m dos termos gordof\u00f3bicos, desumanizadores e mis\u00f3ginos, tamb\u00e9m a perseguem por ter rompido com o antigo aliado. \u201cPeppa pig\u201d, \u201cporca\u201d, \u201ctra\u00edra\/traidora\u201d, \u201crid\u00edcula\u201d e \u201ctome vergonha\u201d ou \u201cvoc\u00ea \u00e9 uma vergonha\u201d s\u00e3o os termos mais encontrados, al\u00e9m de mais de 50 refer\u00eancias \u00e0 viol\u00eancia f\u00edsica sofrida pela deputada em 2021.<\/p>\n<p>Outra opositora do bolsonarismo, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que concorre ao Senado, \u00e9 a segunda mais ofendida (822 xingamentos). No caso da petista, a maioria das agress\u00f5es a relaciona \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e apoio ao ex-presidente e atual candidato Lu\u00eds In\u00e1cio Lula da Silva (PT-SP). As principais ofensas s\u00e3o \u201camante\u201d, \u201ctome vergonha\u201d e \u201cmentirosa\u201c. Aparecem ainda \u201crid\u00edcula\u201d, \u201cladra\u201d, \u201ccorrupta\u201d e acusa\u00e7\u00f5es de \u201cdefensora de criminosos\u201d. Alguns tweets re\u00fanem tantas agress\u00f5es, que fica expl\u00edcita a finalidade exclusiva de atacar e dificultar a presen\u00e7a da candidata na rede.<\/p>\n<p>A senadora Jana\u00edna Paschoal (PRTB-SP) ocupa o terceiro lugar na lista, e \u00e9 a mais atacada com ofensas carregadas de psicofobia e capacitismo. Termos como \u201cmimimi\u201d, \u201clouca\u201d, \u201cdoida\u201d e \u201cdescontrolada\u201d s\u00e3o mais usados contra ela e contra a deputada federal Maria do Ros\u00e1rio (PT), chamada adicionalmente de \u201cfeia\u201d e \u201cvelha\u201d.<\/p>\n<p>As tr\u00eas candidatas \u00e0 presid\u00eancia tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas, embora Vera L\u00facia (PSTU-PE) tenha menos men\u00e7\u00f5es. As senadoras Simone Tebet (MDB-MT) e Soraya Thronicke (Uni\u00e3o Brasil-MT) s\u00e3o alvos preferenciais dos bolsonaristas. No caso da emedebista, n\u00e3o faltam refer\u00eancias \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da parlamentar na CPI da Covid. J\u00e1 Thronicke \u00e9 acusada de se aproveitar do candidato para ganhar proje\u00e7\u00e3o, pois se elegeu pelo PSL, ent\u00e3o partido do ex-presidente, com o slogan \u201ca senadora do Bolsonaro\u201d.<\/p>\n<p>Entre as candidatas a uma cadeira na C\u00e2mara Federal, as mais atacadas s\u00e3o Mayra Pinheiro (PL-CE), conhecida por sua atua\u00e7\u00e3o na pandemia de Covid-19 defendendo o uso da hidroxicloroquina; a ativista pelos direitos dos povos ind\u00edgenas e j\u00e1 deputada S\u00f4nia Guajajara (PSOL-SP), a deputada preta Benedita da Silva (PT-RJ) e a candidata transg\u00eanero Duda Salabert (PDT-MG).<\/p>\n<p>A viol\u00eancia pol\u00edtica de g\u00eanero nas redes \u00e9 um aspecto central nestas elei\u00e7\u00f5es, onde se espera que tanto aplicativos de conversa\u00e7\u00e3o quanto sites de relacionamento sejam centrais para os debates pol\u00edticos. Ao mesmo tempo, ser\u00e1 a primeira que ocorre j\u00e1 sob a vig\u00eancia da Lei de Combate \u00e0 Viol\u00eancia Pol\u00edtica contra a Mulher (Lei 14.192\/2021), que oferece novas ferramentas para coibir as agress\u00f5es e estimular a participa\u00e7\u00e3o de mulheres na pol\u00edtica institucional. O resultado dessa combina\u00e7\u00e3o, conheceremos em breve.<\/p>\n<p>O MonitorA \u00e9 um observat\u00f3rio de viol\u00eancia pol\u00edtica online contra candidatas(os) a cargos eletivos. O projeto \u00e9 uma parceria entre a AzMina, o InternetLab e o N\u00facleo Jornalismo. A iniciativa \u00e9 financiada por\u00a0 Luminate e Reset. A metodologia pode ser consultada aqui e aqui.<\/p>\n<p>www.cut.org.br\/Lu Belin\/Portal Azmina<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na primeira semana de campanha, 97 mulheres na disputa receberam quase 4,5 mil ataques e\/ou insultos pelo Twitter Alus\u00f5es a loucura, histeria ou doen\u00e7as mentais s\u00e3o a principal forma encontrada pelos usu\u00e1rios do Twitter para se dirigir \u00e0s candidatas a cargos do Executivo e do Legislativo brasileiros nessa elei\u00e7\u00e3o. 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