{"id":28677,"date":"2022-09-16T10:02:43","date_gmt":"2022-09-16T13:02:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28677"},"modified":"2022-09-16T10:02:43","modified_gmt":"2022-09-16T13:02:43","slug":"para-85-da-populacao-muito-ricos-devem-pagar-mais-impostos-para-financiar-politicas-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/09\/16\/para-85-da-populacao-muito-ricos-devem-pagar-mais-impostos-para-financiar-politicas-sociais\/","title":{"rendered":"Para 85% da popula\u00e7\u00e3o, muito ricos devem pagar mais impostos para financiar pol\u00edticas sociais"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>Pesquisa Oxfam Brasil\/Datafolha indica que maioria apoia a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais<\/strong><\/p>\n<div class=\"text-content\">\n<p>Pesquisa realizada pela Oxfam Brasil e pelo Instituto Datafolha mostra que a maioria absoluta da popula\u00e7\u00e3o brasileira deseja uma reforma tribut\u00e1ria justa e solid\u00e1ria, que acabe com a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2020\/08\/reforma-tributaria-justa-precisa-fazer-os-que-ganham-menos-tambem-pagarem-menos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">regressividade<\/a>\u00a0do atual sistema fiscal e, sobretudo, reduza as desigualdades sociais. Segundo o estudo, 56% concordam com em eventual aumento dos impostos em geral para financiar pol\u00edticas sociais.<\/p>\n<p>No entanto, 85% defendem que o governo deve aumentar os impostos somente de pessoas muito ricas para investir em pol\u00edticas p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e moradia. Al\u00e9m disso, chega 94% os que concordam que os impostos devem beneficiar os mais pobres. A Oxfam Brasil publicou o levantamento, intitulado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oxfam.org.br\/um-retrato-das-desigualdades-brasileiras\/pesquisa-nos-e-as-desigualdades\/pesquisa-nos-e-as-desigualdades-2022\/\">N\u00f3s e as Desigualdades 2022<\/a>, nesta quinta-feira (15).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m segundo a pesquisa, \u00e9 quase un\u00e2nime a percep\u00e7\u00e3o de que o Estado deve garantir prote\u00e7\u00e3o social para os mais pobres. Assim, 96% acreditam que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o do governo garantir recursos para programas de transfer\u00eancia de renda e de assist\u00eancia social, principalmente para a parcela mais vulner\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3. E 95% defendem que programas como o Aux\u00edlio Brasil ou Bolsa Fam\u00edlia, devem atender a todas as pessoas que estejam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza.<\/p>\n<p>Para a diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, esses dados s\u00e3o \u201ca express\u00e3o de uma sociedade que est\u00e1 vivendo a deteriora\u00e7\u00e3o do quadro social e econ\u00f4mico do pa\u00eds\u201d. Ela destaca que atualmente mais de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/cidadania\/2022\/06\/fome-se-alastra-no-brasil-6-em-cada-10-familias-nao-tem-acesso-pleno-a-alimentos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">33 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o passando fome<\/a>\u00a0no pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cPara transformar esse cen\u00e1rio, a mensagem para governantes dos poderes Executivo e Legislativo no pa\u00eds \u00e9 ressonante e cristalina: o Estado brasileiro tem que se comprometer efetivamente com a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, da pobreza e da fome, por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas consistentes e bem financiadas. E os recursos devem ser obtidos por meio de uma maior tributa\u00e7\u00e3o sobre os mais ricos\u201d, afirma a Katia, na abertura do estudo.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Desigualdade, emprego e renda<\/p>\n<p>Ainda citando a pesquisa, 85% dos brasileiros creem que o progresso do Brasil est\u00e1 condicionado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de desigualdade entre pobres e ricos. E chega a 87% aqueles que concordam que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dos governos diminuir a diferen\u00e7a entre muito ricos e muito pobres<\/p>\n<p>No entanto, al\u00e9m das pol\u00edticas sociais, \u201cter emprego\u201d soma 48% entre as quatro primeiras prioridades apontadas pelos entrevistados para \u201cmelhorar de vida\u201d. Para 55%, \u201ccrescer no emprego\u201d tamb\u00e9m aparece no topo dessa lista.<\/p>\n<p>Quando perguntados, sobre o que consideram mais importante para diminuir a diferen\u00e7a entre os<br \/>\nmais ricos e os mais pobres no Brasil, numa escala de 0 a dez, os investimentos p\u00fablicos em sa\u00fade e em<br \/>\neduca\u00e7\u00e3o ocupam o topo da lista, com nota 9,6. O item \u201coferta de empregos\u201d tamb\u00e9m ficou com 9,6. Logo atr\u00e1s, aparece o \u201caumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d, com 9,5.<\/p>\n<p>Nesse sentido, contra a informalidade crescente no pa\u00eds, a Oxfam Brasil defende a oferta de trabalho formal e decente para todas e todos. Isso inclui a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/politica\/2022\/04\/ninguem-quer-volta-do-passado-queremos-construir-uma-relacao-de-trabalho-moderna-diz-lula\/\">revis\u00e3o da \u201creforma\u201d trabalhista<\/a>, com o objetivo de reverter o atual cen\u00e1rio de precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e retirada de direitos. O aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 um dos pilares para a redu\u00e7\u00e3o de desigualdades de renda, de acordo com o estudo.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Nas urnas<\/p>\n<p>Para tentar evitar a derrota nas elei\u00e7\u00f5es, o presidente Jair Bolsonaro (PL) conseguiu aprovar no Congresso Nacional o valor de R$ 600 no Aux\u00edlio Brasil. No entanto, o recurso ser\u00e1 distribu\u00eddo apenas at\u00e9 o fim do ano. Apesar de Bolsonaro dizer que pretende manter esse valor em caso de novo mandato, na proposta do Or\u00e7amento que o governo enviou ao Legislativo, a previs\u00e3o \u00e9 que o Aux\u00edlio Brasil seja de R$ 405 a partir do ano que vem.<\/p>\n<p>Por outro lado, o candidato da coliga\u00e7\u00e3o Brasil da Esperan\u00e7a \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT)\u00a0j\u00e1 firmou o compromisso inicial, caso ven\u00e7a as elei\u00e7\u00f5es, em manter o valor do benef\u00edcio nos atuais R$ 600. Al\u00e9m disso, dados da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM) mostram que 1,8 milh\u00e3o est\u00e3o na fila para receber o aux\u00edlio. O ex-presidente tamb\u00e9m promete atender a todas as fam\u00edlias inscritas no Cadastro \u00danico para Programas Sociais do governo federal (Cad\u00danico).<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u201c<a href=\"https:\/\/www.programajuntospelobrasil.com.br\/#propostas\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">colocar o pobre no Or\u00e7amento, e o rico no Imposto de Renda<\/a>\u201d \u00e9 um dos mantras da campanha de Lula. Bolsonaro, por outro lado,<a href=\"https:\/\/www.redebrasilatual.com.br\/economia\/2022\/05\/termina-prazo-irpf-defasagem\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u00a0nem sequer corrigiu a tabela do Imposto de Renda<\/a>\u00a0durante o seu governo. Seriam 34,1 milh\u00f5es de contribuintes, especialmente da classe m\u00e9dia baixa, que estariam isentos se valores fossem corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o, mas continuam sentindo o peso dos tributos.<\/p>\n<p>Com Bolsonaro, o sal\u00e1rio m\u00ednimo tamb\u00e9m ficou sem reajuste acima da infla\u00e7\u00e3o, durante todo o mandato. A pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo, que chegou a virar lei, foi institu\u00edda durante o governo Lula. O valor do sal\u00e1rio era reajustado pela infla\u00e7\u00e3o, mais a o equivalente ao crescimento do PIB de dois anteriores. Essa pol\u00edtica permitiu reajuste acumulado de 450% desde 2003, para uma infla\u00e7\u00e3o de aproximadamente 208%, com ganho real pr\u00f3ximo de 80%. Essa pol\u00edtica, no entanto, foi abandonada a partir de 2019.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br\/Tiago Pereira<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa Oxfam Brasil\/Datafolha indica que maioria apoia a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais Pesquisa realizada pela Oxfam Brasil e pelo Instituto Datafolha mostra que a maioria absoluta da popula\u00e7\u00e3o brasileira deseja uma reforma tribut\u00e1ria justa e solid\u00e1ria, que acabe com a\u00a0regressividade\u00a0do atual sistema fiscal e, sobretudo, reduza as desigualdades sociais. 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