{"id":28865,"date":"2022-09-28T09:56:28","date_gmt":"2022-09-28T12:56:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28865"},"modified":"2022-09-28T09:56:28","modified_gmt":"2022-09-28T12:56:28","slug":"69-da-mao-de-obra-vive-com-menos-de-2-minimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/09\/28\/69-da-mao-de-obra-vive-com-menos-de-2-minimos\/","title":{"rendered":"69% da m\u00e3o de obra vive com menos de 2 m\u00ednimos"},"content":{"rendered":"<p><strong>S\u00e3o 66,7 milh\u00f5es de brasileiros. A parcela dos que ganham at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo soma 35,5 milh\u00f5es, em meio \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, arrocho na renda e carestia<\/strong><\/p>\n<p>Informalidade e baixos sal\u00e1rios s\u00e3o as atuais marcas do mercado de trabalho brasileiro. Quase 70% dos trabalhadores do pa\u00eds recebem at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, ou 66,7 milh\u00f5es de brasileiros de um total de 98,8 milh\u00f5es de ocupados. Ao contr\u00e1rio do que diz Bolsonaro, de que a economia est\u00e1 \u201cbombando\u201d e est\u00e1 em \u201cplena recupera\u00e7\u00e3o\u201d, sob seu governo, a maioria dos trabalhadores passaram a exercer atividades prec\u00e1rias para sobreviver \u00e0 crise econ\u00f4mica agravada por ele.<\/p>\n<p>Do total de trabalhadores no pa\u00eds, a parcela dos que ganham at\u00e9 1 sal\u00e1rio m\u00ednimo (R$ 1.212) chega a 37%, ou 35,5 milh\u00f5es de trabalhadores. No primeiro ano de governo Bolsonaro eram 27 milh\u00f5es de trabalhadores que recebiam at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo, segundo reportagem do jornal O Globo, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad) de julho do IBGE e da LCA Consultores.<\/p>\n<p>As mentiras de Bolsonaro \u00e0s v\u00e9speras das elei\u00e7\u00f5es, divulgando dados de crescimento de emprego, ap\u00f3s seus quatro anos de economia estagnada, com cortes nos investimentos p\u00fablicos, arrocho salarial e negacionismo diante da pandemia, que tirou a vida de cerca de 700 mil pessoas, n\u00e3o d\u00e1 para esconder a triste realidade em que se encontram os trabalhadores. S\u00e3o 10 milh\u00f5es no desemprego, com o Brasil ocupando em 2022 o 5\u00ba lugar com a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o em um ranking de 40 pa\u00edses, segundo levantamento feito pela Austin Rating.<\/p>\n<p>O fato de a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, medida pela pesquisa do IBGE, ter recuado para 9,1% em julho deste ano, os n\u00fameros escondem que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 vivendo com muito pouco e cada vez mais pobre. Sem meios de conseguir trabalho formal, o universo de trabalhadores vivendo por conta pr\u00f3pria ou de \u201cbico\u201d explodiu durante os anos Bolsonaro, assim como explodiu a fome no pa\u00eds com 33 milh\u00f5es de brasileiros sem comida.<\/p>\n<p>Nas entrelinhas da Pnad, aparece um percentual de 39,8% da popula\u00e7\u00e3o ocupada exercendo atividades informais, ou seja, sem prote\u00e7\u00e3o social, remunera\u00e7\u00e3o fixa, sem estabilidade ou qualquer direito trabalhista \u2013 um recorde hist\u00f3rico. S\u00e3o 39,3 milh\u00f5es de brasileiros no trabalho prec\u00e1rio, sem carteira de trabalho. Vivendo de \u201cbico\u201d, por conta pr\u00f3pria, est\u00e3o 25,9 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>A consequ\u00eancia disso \u00e9 o aumento da inadimpl\u00eancia e da pobreza, j\u00e1 que al\u00e9m de baixos sal\u00e1rios, a infla\u00e7\u00e3o em disparada tamb\u00e9m \u00e9 uma realidade com a qual os brasileiros tiveram que voltar a viver nos \u00faltimos anos. S\u00e3o 67 milh\u00f5es de brasileiros que n\u00e3o conseguem pagar suas contas b\u00e1sicas do m\u00eas e est\u00e3o pendurados com os juros extorsivos do bancos.<\/p>\n<p>Para os quase 67 milh\u00f5es que vivem com at\u00e9 dois sal\u00e1rios e para os 35,5 milh\u00f5es que precisam sustentar as fam\u00edlias com at\u00e9 um m\u00ednimo, at\u00e9 comprar uma cesta b\u00e1sica se tornou dif\u00edcil. A carestia n\u00e3o d\u00e1 tr\u00e9gua, e os alimentos continuam subindo, corroendo o or\u00e7amento das fam\u00edlias e impedindo o acesso a milh\u00f5es a um prato de comida.<\/p>\n<p>De acordo com o Departamento Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese),\u00a0em agosto, a cesta b\u00e1sica de alimentos na capital paulista chegou a R$ 750,00, o que representa cerca de 67% do sal\u00e1rio base atual.<\/p>\n<p>www.horadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o 66,7 milh\u00f5es de brasileiros. A parcela dos que ganham at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo soma 35,5 milh\u00f5es, em meio \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, arrocho na renda e carestia Informalidade e baixos sal\u00e1rios s\u00e3o as atuais marcas do mercado de trabalho brasileiro. 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