{"id":28967,"date":"2022-10-05T09:18:35","date_gmt":"2022-10-05T12:18:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=28967"},"modified":"2022-10-05T09:18:35","modified_gmt":"2022-10-05T12:18:35","slug":"no-brasil-e-no-mundo-trabalhadores-estao-mais-felizes-com-o-trabalho-remoto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/10\/05\/no-brasil-e-no-mundo-trabalhadores-estao-mais-felizes-com-o-trabalho-remoto\/","title":{"rendered":"No Brasil e no mundo trabalhadores est\u00e3o mais felizes com o trabalho remoto"},"content":{"rendered":"<p><strong>Trabalhadores e empres\u00e1rios divergem sobre volta ao trabalho presencial. Maioria quer continuar em casa, outros dividir os dias e empres\u00e1rios querem o presencial, mas temem pedidos de demiss\u00e3o\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento de uma plataforma norte-americana, a Frameable, que analisou dados de diversas pesquisas, mostra que os trabalhadores e trabalhadoras preferem o trabalho remoto, sendo que a maioria quer o h\u00edbrido com dias ou horas divididas entre o presencial e em casa, de prefer\u00eancia com mais tempo de trabalho remoto.<\/p>\n<p>Embora esses dados sejam dos Estados Unidos e diferem do Brasil em que a maioria prefere mais tempo de trabalho remoto, o trabalhador brasileiro deve ficar atento ao que os empres\u00e1rios decidirem ao redor do mundo. Normalmente as decis\u00f5es de grandes empresas refletem em como suas multinacionais e transacionais v\u00e3o se comportar atrav\u00e9s do mundo.<\/p>\n<p>A maioria dos trabalhadores dos EUA trabalha em modelo h\u00edbrido, sendo que 35% podem realizar suas atividades em casa em per\u00edodo integral e 23% cumprem expediente em casa em meio per\u00edodo. Quando os empregadores oferecem algum grau de trabalho remoto, 87% dos funcion\u00e1rios trabalham remotamente pelo menos um dia por semana, o que significa que apenas 13% rejeitam a flexibilidade. A maioria (58%) fica em casa pelo menos tr\u00eas dias por semana. O levantamento da Frameable foi publicado pelo Valor Econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>No Brasil o fen\u00f4meno tamb\u00e9m \u00e9 sentido. Aqui a propor\u00e7\u00e3o de profissionais satisfeitos com o home office aumentou de 64% em 2020 para 73% em 2021. Al\u00e9m da satisfa\u00e7\u00e3o geral, 81% se consideraram na mesma medida ou mais produtivos em 2021. Em 2020 eram 73%. E a inten\u00e7\u00e3o de continuar em home-office ap\u00f3s a pandemia aumentou de 70% para 78% de um ano para o outro.<\/p>\n<p><strong>Mentalidade do empresariado<\/strong><\/p>\n<p>Nos EUA o receio das grandes empresas \u00e9 que a volta do trabalho presencial provoque uma onda de demiss\u00f5es caso o desejo do trabalhador n\u00e3o seja aceito. Pelo menos 50% dos trabalhadores dos EUA s\u00e3o desistentes silenciosos, o que \u00e9 causado por empregadores que n\u00e3o fornecem expectativas claras de trabalho e oportunidades de aprendizado e crescimento para sua equipe, al\u00e9m de n\u00e3o demonstrarem que se importam com seus funcion\u00e1rios, mostrou a pesquisa Gallup.<\/p>\n<p>No Brasil\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/2-9-milhoes-de-trabalhadores-pediram-demissao-de-janeiro-a-maio-deste-ano-2cb0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">2,9 milh\u00f5es de trabalhadores pediram demiss\u00e3o de janeiro a maio deste ano<\/a>, mas a\u00a0maioria dos pedidos volunt\u00e1rios de demiss\u00e3o \u00e9 de profissionais com mais tempo de estudo que atua na \u00e1rea de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui, por quest\u00f5es culturais, de acordo com a pesquisadora\u00a0Sylvia Hartmann da Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (FEA-.USP), \u201c o que impede empresas de adotar o home office \u00e9 a mentalidade de gestores e chefias que t\u00eam a necessidade de fazer uma gest\u00e3o mais voltada para o controle do trabalhador, ter todos ao mesmo tempo no mesmo lugar. Nos escrit\u00f3rios h\u00e1 uma ilus\u00e3o de que \u00e9 um trabalho em equipe, de que existe colabora\u00e7\u00e3o, de que a gest\u00e3o \u00e9 adequada. \u00c9 muito mais um controle\u201d, disse Hartmann em entrevista ao PortalCUT.<\/p>\n<p><strong>Futuro do trabalho remoto<\/strong><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os dados da Survey of Working Arrangements and Attitudes revelam que, ao olhar para o futuro, 31,7% dos funcion\u00e1rios dos EUA querem trabalhar em casa cinco dias por semana e 16% preferem jornadas em tempo integral no escrit\u00f3rio. No entanto, 27% dos empregadores planejam n\u00e3o oferecer flexibilidade no local de trabalho p\u00f3s-Covid e 22%.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, quando analisados fatores como o desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds, o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e a capacidade das empresas para oferecerem o home office, o Brasil tem cerca 25% de postos de trabalho com potencial para o formato n\u00e3o presencial de trabalho, mas apenas 10% est\u00e3o em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p><strong>Direitos dos trabalhadores brasileiros<\/strong><\/p>\n<p>Em agosto deste ano, o Congresso Nacional aprovou regras para o teletrabalho ou trabalho remoto, tem pelo menos tr\u00eas normas prejudiciais aos trabalhadores: duas que aumentam a jornada de trabalho, sem o pagamento de horas extras e a que tira o poder de negocia\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>Durante a pandemia algumas empresas chegaram a cortar benef\u00edcios como vale transporte e vale alimenta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.\u00a0 Mesmo antes da pandemia, o home office j\u00e1 era motivo de preocupa\u00e7\u00e3o para o movimento sindical. Por isso, em abril do ano passado, a CUT lan\u00e7ou guia de negocia\u00e7\u00e3o para garantir direitos neste formato de trabalho.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhadores e empres\u00e1rios divergem sobre volta ao trabalho presencial. 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