{"id":29454,"date":"2022-11-11T12:55:10","date_gmt":"2022-11-11T15:55:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=29454"},"modified":"2022-11-11T12:55:10","modified_gmt":"2022-11-11T15:55:10","slug":"trt-reconhece-vinculo-e-manda-uber-pagar-rescisao-e-indenizacao-a-trabalhador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/11\/11\/trt-reconhece-vinculo-e-manda-uber-pagar-rescisao-e-indenizacao-a-trabalhador\/","title":{"rendered":"TRT reconhece v\u00ednculo e manda Uber pagar rescis\u00e3o e indeniza\u00e7\u00e3o a trabalhador"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mais uma decis\u00e3o sobre a ainda controversa quest\u00e3o do Uber apontou v\u00ednculo empregat\u00edcio entre a empresa e um motorista. Desta vez, a 14\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRT-2), em S\u00e3o Paulo, decidiu por maioria que a dissolu\u00e7\u00e3o do contrato feita pela Uber equivale a uma demiss\u00e3o sem justa causa. O trabalhador havia perdido em primeira inst\u00e2ncia (Vara do Trabalho) e recorreu ao TRT. Cabe recurso.<\/strong><\/p>\n<p>Para o relator do caso no colegiado, desembargador Francisco Ferreira Jorge Neto, o caso mostrou pessoalidade (o motorista n\u00e3o poderia se fazer substituir) e onerosidade (pela exist\u00eancia de remunera\u00e7\u00e3o). Al\u00e9m disso, ele considerou a n\u00e3o-eventualidade, j\u00e1 que o trabalhador prestou servi\u00e7os, de forma cont\u00ednua, durante cinco anos. \u201cNesse aspecto, considerou tamb\u00e9m outras formas de controle de habitualidade, como a estipula\u00e7\u00e3o de metas a serem cumpridas sob pena de\u00a0desvinculamento da plataforma\u201c, diz ainda o TRT.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio, o juiz apontou tamb\u00e9m presen\u00e7a de uma rela\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7ao. Isso porque o motorista ficava sujeito a san\u00e7\u00f5es caso recusasse chamadas. \u201cPara o desembargados, merece aten\u00e7\u00e3o a estrutura\u00e7\u00e3o do algoritmo da Uber, que imp\u00f5e ao condutor a forma de execu\u00e7\u00e3o do trabalho.\u201d<\/p>\n<h2>Nova rela\u00e7\u00e3o de trabalho<\/h2>\n<p>\u201cO caso sob an\u00e1lise foge \u00e0 tradicional correla\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica empregador-empregado, de origem fabril, matiz da defini\u00e7\u00e3o jur\u00eddica do v\u00ednculo empregat\u00edcio, em especial no que se refere \u00e0 subordina\u00e7\u00e3o\u201d, analisa o relator. Segundo ele, s\u00e3o novas caracter\u00edsticas da rela\u00e7\u00e3o de trabalho: \u201cA cl\u00e1ssica subordina\u00e7\u00e3o por meio da dire\u00e7\u00e3o direta do empregador, representado por seus prepostos da cadeia hier\u00e1rquica, \u00e9 dissolvida\u201d.<\/p>\n<p>Dessa forma, com a decis\u00e3o, o motorista ter\u00e1 direito a verbas rescis\u00f3rias pr\u00f3prias da CLT. A Uber tamb\u00e9m ter\u00e1 que anotar o per\u00edodo de emprego na carteira profissional, al\u00e9m de pagar R$ 10 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do v\u00ednculo empregat\u00edcio no trabalho por aplicativo ainda n\u00e3o tem unanimidade na Justi\u00e7a.\u00a0O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por exemplo, j\u00e1 recebeu v\u00e1rias decis\u00f5es divergentes.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/fonte: Rede Brasil Atual<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma decis\u00e3o sobre a ainda controversa quest\u00e3o do Uber apontou v\u00ednculo empregat\u00edcio entre a empresa e um motorista. Desta vez, a 14\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRT-2), em S\u00e3o Paulo, decidiu por maioria que a dissolu\u00e7\u00e3o do contrato feita pela Uber equivale a uma demiss\u00e3o sem justa causa. 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