{"id":29463,"date":"2022-11-11T13:08:59","date_gmt":"2022-11-11T16:08:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=29463"},"modified":"2022-11-11T13:08:59","modified_gmt":"2022-11-11T16:08:59","slug":"inflacao-volta-a-subir-e-precos-da-batata-inglesa-tomate-e-cebola-disparam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/11\/11\/inflacao-volta-a-subir-e-precos-da-batata-inglesa-tomate-e-cebola-disparam\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o volta a subir e pre\u00e7os da batata inglesa, tomate e cebola disparam"},"content":{"rendered":"<p><strong>No Grupo Alimenta\u00e7\u00e3o, o que mais pesa para os trabalhadores que ganham menos, os campe\u00f5es de alta em outubro foram a batata inglesa (23,36%), o tomate (17,63%), a cebola (9,31%) e as frutas (3,56%)<\/strong><\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), a infla\u00e7\u00e3o oficial do Brasil, voltou a subir ap\u00f3s o per\u00edodo eleitoral, com alta de 0,59% em outubro. Com o resultado, a infla\u00e7\u00e3o acumulada no ano chega a 4,70%. J\u00e1 nos \u00faltimos 12 meses \u2013 de outubro do ano passado a outubro deste ano -, ficou em 6,47%.<\/p>\n<p>De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), os destaques do Grupo Alimenta\u00e7\u00e3o, o que mais impacta no bolso dos trabalhadores, s\u00e3o as altas da batata inglesa (23,36%), o tomate (17,63%), a cebola (9,31%) e as frutas (3,56%). Na sequ\u00eancia est\u00e3o\u00a0biscoito (1,34%), frango em peda\u00e7os (1,17%) e refei\u00e7\u00e3o (0,61%).<\/p>\n<p>No ano, o pre\u00e7o da batata acumula um alta de 48,07% e o da cebola, 78,92%. J\u00e1 o do tomate ainda tem baixa de 15,31%.<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas meses de defla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A alta em outubro acontece ap\u00f3s uma sequ\u00eancia de tr\u00eas meses seguidos de defla\u00e7\u00e3o: 0,68%, 0,36% e 0,29%, respectivamente, em julho, agosto e setembro, especialmente por causa da que nos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Mas, em nenhum desses meses, a alimenta\u00e7\u00e3o caiu o suficiente para melhorar o poder aquisitivo dos mais pobres que gastam quase todo o sal\u00e1rio com a compra de comida.<\/p>\n<p><strong>Veja as maiores altas nos grupos<\/strong><\/p>\n<p>Entre os nove grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados pelo IBGE, oito tiveram alta no m\u00eas. Apenas Comunica\u00e7\u00e3o teve queda, de 0,48%.<\/p>\n<p>O grupo Vestu\u00e1rio teve a maior alta (1,22%), mas a maior influ\u00eancia no \u00edndice geral veio de Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, com crescimento de 0,72%, seguido pelos grupos de Sa\u00fade e cuidados pessoais (1,16%) \u00a0e Transportes (0,58%).<\/p>\n<p>J\u00e1 entre os itens e subitens, os maiores impactos individuais no \u00edndice geral foram passagem a\u00e9rea, higiene pessoal e plano de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Entre as quedas, destaque para o leite longa vida (-6,32%), que j\u00e1 havia recuado 13,71% em setembro, e o \u00f3leo de soja (-2,85%), que marcou a quinta queda consecutiva. Na alimenta\u00e7\u00e3o fora do domic\u00edlio, que cresceu 0,49%, o lanche desacelerou e saiu de 0,74% em setembro para 0,30% em outubro, enquanto a refei\u00e7\u00e3o seguiu caminho inverso, de 0,34% em setembro para 0,61% em outubro.<\/p>\n<p>No Grupo Transporte, a gasolina (-1,56%), o \u00f3leo diesel (-2,19%) e o g\u00e1s veicular (-1,21%) seguem trajet\u00f3ria de queda, mas o etanol registrou alta de 1,34%.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve recuo nos pre\u00e7os dos transportes por aplicativo (-3,13%), que haviam subido 6,14% em setembro. O subitem \u00f4nibus urbano seguiu em queda, de 0,23%, refletindo a redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os das passagens aos domingos em Salvador (-2,99%), v\u00e1lida desde 11 de setembro.<\/p>\n<p>No grupo Vestu\u00e1rio, a influ\u00eancia em outubro foi da alta nos pre\u00e7os das roupas masculinas (1,70%) e das roupas femininas (1,19%). Nos \u00faltimos 12 meses, a varia\u00e7\u00e3o acumulada do setor foi de 18,48%, a maior entre os nove grupos que comp\u00f5em o IPCA.<\/p>\n<p>Na an\u00e1lise por regi\u00e3o, todas as \u00e1reas tiveram alta em outubro, com Recife (0,95%) marcando a maior varia\u00e7\u00e3o por conta das altas da energia el\u00e9trica (9,66%) e das passagens a\u00e9reas (47,37%). Por outro lado, o menor \u00edndice foi registrado em Curitiba (0,20%), influenciado pelos recuos nos pre\u00e7os da energia el\u00e9trica (-9,88%) e da gasolina (-2,40%).<\/p>\n<p><strong>INPC tem alta de 0,47% em outubro<\/strong><\/p>\n<p>O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,47% em outubro. No ano, o indicador acumula 4,81% e, nos \u00faltimos 12 meses, 6,46%.<\/p>\n<p>Os produtos aliment\u00edcios passaram de queda de 0,51% em setembro para alta de 0,60% em outubro, acompanhados dos pre\u00e7os dos produtos n\u00e3o-aliment\u00edcios, que passaram de recuo de 0,26% em setembro para alta 0,43% em outubro.<\/p>\n<p><strong>Mais sobre as pesquisas<\/strong><\/p>\n<p>O IPCA abrange as fam\u00edlias com rendimentos de 1 a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos, enquanto o INPC, as fam\u00edlias com rendimentos de 1 a 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, residentes nas regi\u00f5es metropolitanas de Bel\u00e9m, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vit\u00f3ria, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Curitiba, Porto Alegre, al\u00e9m do Distrito Federal e dos munic\u00edpios de Goi\u00e2nia, Campo Grande, Rio Branco, S\u00e3o Lu\u00eds e Aracaju.<\/p>\n<p>www.cut.org.br\/com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia IBGE.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Grupo Alimenta\u00e7\u00e3o, o que mais pesa para os trabalhadores que ganham menos, os campe\u00f5es de alta em outubro foram a batata inglesa (23,36%), o tomate (17,63%), a cebola (9,31%) e as frutas (3,56%) O \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), a infla\u00e7\u00e3o oficial do Brasil, voltou a subir ap\u00f3s o per\u00edodo eleitoral, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29464,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[73],"class_list":["post-29463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-inflacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29463"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29463\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29465,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29463\/revisions\/29465"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29464"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}