{"id":29725,"date":"2022-11-28T12:05:55","date_gmt":"2022-11-28T15:05:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=29725"},"modified":"2022-11-28T12:07:44","modified_gmt":"2022-11-28T15:07:44","slug":"motorista-e-indenizado-por-sofrer-ofensas-racistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/11\/28\/motorista-e-indenizado-por-sofrer-ofensas-racistas\/","title":{"rendered":"Motorista \u00e9 indenizado por sofrer ofensas racistas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um motorista v\u00edtima de racismo por parte de seu chefe em uma empresa de log\u00edstica ser\u00e1 indenizado em R$ 25 mil pelas ofensas sofridas. A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Karoline Sousa Alves Dias, que atua na 46\u00aa Vara do Trabalho de S\u00e3o Paulo.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com as provas colhidas, o trabalhador recebia tratamento degradante do superior hier\u00e1rquico, que fazia men\u00e7\u00e3o \u00e0 cor preta do profissional, inclusive associando-o a macacos. A empresa, por sua vez, limitou-se a dizer que desconhecia as ofensas de cunho racista.<\/p>\n<p>Segundo a magistrada, \u201ccumpre ao empregador zelar pela observ\u00e2ncia das normas regulamentares, legais e constitucionais que garantam aos trabalhadores um ambiente de trabalho adequado, n\u00e3o apenas quanto ao aspecto ergon\u00f4mico, mas tamb\u00e9m do ponto de vista social e psicol\u00f3gico. N\u00e3o agindo assim, o empregador adota conduta culposa, que pode ensejar sua responsabiliza\u00e7\u00e3o pela indeniza\u00e7\u00e3o dos danos que dela advenham\u201d.<\/p>\n<p>Para tomar a decis\u00e3o, a ju\u00edza levou em conta ainda o fato de que apenas 2% dos empregados da empresa s\u00e3o pessoas pretas, indicando a inexist\u00eancia de a\u00e7\u00f5es na companhia pela igualdade, revelando o racismo estrutural da companhia. Al\u00e9m disso, \u201cdemonstrou banalizar a discrimina\u00e7\u00e3o ao admitir, em seus quadros, o exerc\u00edcio de uma lideran\u00e7a criminosa, que subjuga, desqualifica e desumaniza o trabalhador, pela cor de sua pele\u201d.<\/p>\n<p>O autor pediu, ainda, horas extraordin\u00e1rias e reflexos, demanda tamb\u00e9m atendida. Embora realizasse servi\u00e7o externo, ficou comprovado que havia plena possibilidade de controle de jornada. A empresa dispunha do roteiro de trabalho, de rastreadores de ve\u00edculos, al\u00e9m de manter contato telef\u00f4nico com o trabalhador.<\/p>\n<p>Na senten\u00e7a, a ju\u00edza ressaltou que se a empresa n\u00e3o busca registrar o ponto dos funcion\u00e1rios, mesmo tendo essa possibilidade, deve assumir as consequ\u00eancias, pois \u201co controle de jornada n\u00e3o se trata de mera faculdade, mas de dever legal fundado em normas de higiene, sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho.<\/p>\n<p>Cabe recurso. Informa\u00e7\u00f5es da assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do TRT-2.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um motorista v\u00edtima de racismo por parte de seu chefe em uma empresa de log\u00edstica ser\u00e1 indenizado em R$ 25 mil pelas ofensas sofridas. A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Karoline Sousa Alves Dias, que atua na 46\u00aa Vara do Trabalho de S\u00e3o Paulo. 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