{"id":29753,"date":"2022-11-30T13:35:52","date_gmt":"2022-11-30T16:35:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=29753"},"modified":"2022-11-30T13:35:52","modified_gmt":"2022-11-30T16:35:52","slug":"juros-medios-cobrados-pelos-bancos-passa-de-42-e-metade-das-familias-ficou-endividada-em-setembro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/11\/30\/juros-medios-cobrados-pelos-bancos-passa-de-42-e-metade-das-familias-ficou-endividada-em-setembro\/","title":{"rendered":"Juros m\u00e9dios cobrados pelos bancos passa de 42% e metade das fam\u00edlias ficou endividada em setembro"},"content":{"rendered":"<p><strong>A taxa m\u00e9dia de juros das concess\u00f5es de cr\u00e9dito livre teve alta de 10 pontos porcentuais nos \u00faltimos 12 meses e chegou a 42,4% ao ano em outubro. No m\u00eas, o aumento foi de 1,7 ponto porcentual, segundo as Estat\u00edsticas Monet\u00e1rias e de Cr\u00e9dito divulgadas nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC).<\/strong><\/p>\n<p>Nas novas contrata\u00e7\u00f5es para empresas, o custo m\u00e9dio do cr\u00e9dito atingiu 23,5% ao ano, alta de 0,5 ponto percentual no m\u00eas e 4,6 pontos percentuais em 12 meses. Nas contrata\u00e7\u00f5es com as fam\u00edlias, o custo m\u00e9dio do cr\u00e9dito alcan\u00e7ou 56,6% ao ano, aumento de 2,6 pontos percentuais no m\u00eas e 13,4 pontos percentuais em 12 meses.<\/p>\n<p>No cr\u00e9dito livre, os bancos t\u00eam autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. J\u00e1 o cr\u00e9dito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, \u00e9 destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcr\u00e9dito.<\/p>\n<p>No caso do cr\u00e9dito direcionado, a taxa para pessoas f\u00edsicas ficou em 10,8% ao ano em outubro, varia\u00e7\u00e3o positiva de 0,1 ponto percentual no m\u00eas e alta de 3,1 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa subiu 0,4 ponto percentual no m\u00eas e caiu 1 ponto percentual em 12 meses, indo para 9,8% ao ano. Assim, a taxa m\u00e9dia no cr\u00e9dito direcionado chegou a 10,6% ao ano, alta de 0,2 ponto percentual no m\u00eas e de 2,1 pontos percentuais em 12 meses.<\/p>\n<p>A alta dos juros banc\u00e1rios m\u00e9dios ocorre em um momento em que a taxa b\u00e1sica de juros da economia, a Selic, est\u00e1 em seu maior n\u00edvel desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano, definida pelo Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom). Em mar\u00e7o do ano passado, o BC iniciou um ciclo de aperto monet\u00e1rio, em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>A Selic \u00e9 o principal instrumento usado pelo BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o. Em outubro, a infla\u00e7\u00e3o subiu 0,59%, ap\u00f3s tr\u00eas meses de defla\u00e7\u00e3o. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,7% no ano e 6,47% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Para novembro, o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que \u00e9 a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m teve aumento de 1,17%.<\/p>\n<p>A entidade avalia que a alta na Selic tem sido repassada para as taxas finais de diferentes modalidades de cr\u00e9dito e n\u00e3o descarta a possibilidade de novos aumentos caso a infla\u00e7\u00e3o n\u00e3o caia como o esperado. A eleva\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica ajuda a controlar a infla\u00e7\u00e3o porque causa reflexos nos pre\u00e7os, j\u00e1 que juros mais altos encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a, contendo a demanda aquecida.<\/p>\n<p><strong>Cart\u00e3o de cr\u00e9dito<br \/>\n<\/strong>Para pessoas f\u00edsicas, o destaque do m\u00eas foi para o cart\u00e3o de cr\u00e9dito, cujas taxas tiveram alta de 5,2 pontos percentuais no m\u00eas e 30,4 pontos percentuais em 12 meses, alcan\u00e7ando 95% ao ano.<\/p>\n<p>No cr\u00e9dito rotativo, que \u00e9 aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o e dura 30 dias, houve alta de 8,8 pontos percentuais em outubro e aumento de 57,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 399,5% ao ano. Ap\u00f3s os 30 dias, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida. Nesse caso do cart\u00e3o parcelado, os juros ca\u00edram 1,1 ponto percentual no m\u00eas e subiram 11,9 pontos percentuais em 12 meses, para 184,5% ao ano.<\/p>\n<p>No cheque especial, o aumento foi de 1,8 ponto percentual em outubro e de 4,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 132,5% ao ano. J\u00e1 o cr\u00e9dito consignado teve eleva\u00e7\u00e3o de 2,2 pontos percentuais no m\u00eas e 7,9 pontos percentuais em 12 meses (27,6%). E os juros do cr\u00e9dito pessoal n\u00e3o consignado subiram 1,9 pontos percentuais no m\u00eas de outubro e variaram 0,1 ponto percentual para baixo em 12 meses (83,5% ao ano).<\/p>\n<p><strong>Alta das contrata\u00e7\u00f5es<br \/>\n<\/strong>Mesmo com a manuten\u00e7\u00e3o dos juros em alta, em outubro, o estoque de todos os empr\u00e9stimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,214 trilh\u00f5es, com aumento de 1% em rela\u00e7\u00e3o a setembro. O resultado refletiu, a redu\u00e7\u00e3o de 0,1% no saldo das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito pactuadas com pessoas jur\u00eddicas (R$ 2,097 trilh\u00f5es) e o aumento de 1,8% no de pessoas f\u00edsicas (R$ 3,117 trilh\u00f5es).<\/p>\n<p>Nas compara\u00e7\u00f5es com iguais per\u00edodos do ano anterior, o incremento no volume de cr\u00e9dito evidenciou desacelera\u00e7\u00e3o ao passar de 16,4% em setembro para 15,8% em outubro. Por segmento de cr\u00e9dito, o BC observou arrefecimento tanto no crescimento interanual do volume de cr\u00e9dito para empresas, que passou de 11,5% para 10,4%, quanto no destinado \u00e0s fam\u00edlias, 20,1% para 19,7%, na mesma ordem.<\/p>\n<p>O saldo do cr\u00e9dito correspondeu a 54,9% do Produto Interno Bruto (PIB), que \u00e9 a soma de todos os bens e servi\u00e7os que o pa\u00eds produz.<\/p>\n<p>O cr\u00e9dito ampliado ao setor n\u00e3o financeiro, que \u00e9 o cr\u00e9dito dispon\u00edvel para empresas, fam\u00edlias e governos independentemente da fonte (banc\u00e1rio, mercado de t\u00edtulo ou d\u00edvida externa) alcan\u00e7ou R$ 14,568 trilh\u00f5es, crescendo 1,5% no m\u00eas e 10,8% em 12 meses.<\/p>\n<p><strong>Endividamento das fam\u00edlias<br \/>\n<\/strong>De acordo com o BC, a inadimpl\u00eancia (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido est\u00e1vel h\u00e1 bastante tempo, com pequenas oscila\u00e7\u00f5es, e registrou 3% em outubro. Nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito livre para pessoas f\u00edsicas, est\u00e1 em 5,9% e para pessoas jur\u00eddicas em 2%.<\/p>\n<p>O endividamento das fam\u00edlias, rela\u00e7\u00e3o entre o saldo das d\u00edvidas e a renda acumulada em 12 meses, ficou em 49,9 em setembro, n\u00edvel que reflete o aumento das concess\u00f5es de empr\u00e9stimos. Houve estabilidade no m\u00eas e alta de 2,4% em 12 meses. Com a exclus\u00e3o do financiamento imobili\u00e1rio, que pega um montante consider\u00e1vel da renda, ficou em 31,7% no m\u00eas de setembro.<\/p>\n<p>J\u00e1 o comprometimento da renda, rela\u00e7\u00e3o entre o valor m\u00e9dio para pagamento das d\u00edvidas e a renda m\u00e9dia apurada no per\u00edodo, ficou em 28,7% em setembro, crescimento de 1% no m\u00eas e 3,3% em 12 meses, recorde da s\u00e9rie iniciada em janeiro de 2005. Para esses \u00faltimos dados, h\u00e1 uma defasagem maior do m\u00eas de divulga\u00e7\u00e3o, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n<p>www.ctb.or.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa m\u00e9dia de juros das concess\u00f5es de cr\u00e9dito livre teve alta de 10 pontos porcentuais nos \u00faltimos 12 meses e chegou a 42,4% ao ano em outubro. No m\u00eas, o aumento foi de 1,7 ponto porcentual, segundo as Estat\u00edsticas Monet\u00e1rias e de Cr\u00e9dito divulgadas nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC). 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