{"id":29778,"date":"2022-12-02T14:00:07","date_gmt":"2022-12-02T17:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=29778"},"modified":"2022-12-02T14:00:07","modified_gmt":"2022-12-02T17:00:07","slug":"extrema-pobreza-cresce-quase-50-e-atinge-179-milhoes-de-brasileiros-em-2021-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/12\/02\/extrema-pobreza-cresce-quase-50-e-atinge-179-milhoes-de-brasileiros-em-2021-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Extrema pobreza cresce quase 50% e atinge 17,9 milh\u00f5es de brasileiros em 2021, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p class=\"description\"><strong>Marca recorde significa que mis\u00e9ria j\u00e1 atinge 8,4% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas vivendo em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza aumentou 48,2% em 2021 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Isso significa que 5,8 milh\u00f5es de pessoas passaram a viver com uma renda mensal per capita de at\u00e9 R$ 168 por m\u00eas.<\/p>\n<p>Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (2), mostram ainda que o n\u00famero de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza aumentou 22,7% no mesmo per\u00edodo, ou seja, mais 11,6 milh\u00f5es de brasileiros passaram a viver com R$ 486 mensais per capita.<\/p>\n<p>Com o aumento, o pa\u00eds passou a ter 62,5 milh\u00f5es de pessoas (29,4% da popula\u00e7\u00e3o) abaixo da linha da pobreza, incluindo 17,9 milh\u00f5es de pessoas na pobreza extrema (8,4%). Em outras palavras, aproximadamente um a cada tr\u00eas brasileiros era pobre em 2021.<\/p>\n<p>Foram os maiores n\u00fameros e os maiores percentuais de ambos os grupos, desde o in\u00edcio da s\u00e9rie, em 2012.<\/p>\n<p>Os dados do IBGE tamb\u00e9m mostram que a pobreza atinge desproporcionalmente crian\u00e7as e jovens. 46,2% das crian\u00e7as de at\u00e9 14 anos viviam abaixo da linha da pobreza em 2021, recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa, iniciada em 2012. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o percentual era de 33,2%, o triplo dos idosos (10,4%).<\/p>\n<p>A pobreza brasileira tamb\u00e9m tem cor e g\u00eanero. Cerca de 62,8% das pessoas que vivem em domic\u00edlios chefiados por mulheres sem c\u00f4njuge e com filhos menores de 14 anos estavam abaixo da linha de pobreza. Al\u00e9m disso, a propor\u00e7\u00e3o de negros (pretos e pardos) abaixo da linha de pobreza foi de 37,7%, pouco mais que o dobro da propor\u00e7\u00e3o de brancos (18,6%).<\/p>\n<p>Os dados sobre rendimento tamb\u00e9m mostram disparidades. O rendimento m\u00e9dio domiciliar per capita foi de R$ 1.353 em 2021, menor n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Na compara\u00e7\u00e3o com 2020, o valor caiu 6,9%.<\/p>\n<p>Ao longo da s\u00e9rie, pretos e pardos permanecem ganhando metade do rendimento dos brancos e em 2021 n\u00e3o foi diferente: respectivamente, R$ 949 contra R$ 1.866. Ambos os rendimentos recuaram frente a 2020, mas pretos e pardos (8,6%) perderam mais do que os brancos (6%).<\/p>\n<p>Os homens (R$1.393) receberam 5,9% a mais que as mulheres (R$1.315). A queda nos rendimentos tamb\u00e9m foi maior para elas: 7,5% contra 6,4% dos homens.<\/p>\n<p>&#8220;A recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho em 2021 n\u00e3o foi suficiente para reverter as perdas de 2020. Isso e a redu\u00e7\u00e3o dos valores do Aux\u00edlio-Emergencial, podem ajudar a explicar esse resultado&#8221;, explica Andr\u00e9 Sim\u00f5es, analista da pesquisa.<\/p>\n<p>Na m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, o rendimento do trabalho representava 75,3% do total de rendimentos, enquanto os Benef\u00edcios de programas sociais representavam 2,6%. No entanto, entre os que recebiam at\u00e9 um quarto de sal\u00e1rio-m\u00ednimo per capita, o rendimento do trabalho representava 53,8%, enquanto a parcela proveniente de programas sociais chegava a 34,7%.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o domic\u00edlios mais vulner\u00e1veis e com acesso limitado ao mercado de trabalho. Por isso, os programas sociais acabam tendo maior impacto&#8221;, afirma Sim\u00f5es.<\/p>\n<p>No recorte regional, Nordeste (48,7%) e Norte (44,9%) tinham as maiores propor\u00e7\u00f5es de pessoas pobres na sua popula\u00e7\u00e3o. O percentual cai para 20,6% no Sudeste e tamb\u00e9m no Centro-Oeste, e 14,2% no Sul.<\/p>\n<p>www.brasildefato.com.br\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marca recorde significa que mis\u00e9ria j\u00e1 atinge 8,4% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds O n\u00famero de pessoas vivendo em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza aumentou 48,2% em 2021 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Isso significa que 5,8 milh\u00f5es de pessoas passaram a viver com uma renda mensal per capita de at\u00e9 R$ 168 por m\u00eas. 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