{"id":29821,"date":"2022-12-07T12:09:40","date_gmt":"2022-12-07T15:09:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=29821"},"modified":"2022-12-07T12:09:40","modified_gmt":"2022-12-07T15:09:40","slug":"dispensa-discriminatoria-de-pessoa-que-vive-com-hiv-gera-indenizacao-em-r-50-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2022\/12\/07\/dispensa-discriminatoria-de-pessoa-que-vive-com-hiv-gera-indenizacao-em-r-50-mil\/","title":{"rendered":"Dispensa discriminat\u00f3ria de pessoa que vive com HIV gera indeniza\u00e7\u00e3o em R$ 50 mil"},"content":{"rendered":"<p><strong>Trabalhador que vive com HIV vai receber R$ 50 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. A decis\u00e3o da 8\u00aa Turma do TRT da 2\u00aa Regi\u00e3o reformou senten\u00e7a de 1\u00ba grau e reconheceu como discriminat\u00f3ria a dispensa ocorrida em dezembro de 2019.<\/strong><\/p>\n<p>Na oportunidade, o homem trabalhava em uma f\u00e1brica de tintas como terceirizado. Conforme o relator do ac\u00f3rd\u00e3o, desembargador Marcos C\u00e9sar Amador Alves, provas testemunhais e documentais confirmaram a conduta do empregador.<\/p>\n<h2>Evid\u00eancias<\/h2>\n<p>Entre as evid\u00eancias de que houve discrimina\u00e7\u00e3o est\u00e1 uma conversa por meio do aplicativo WhatsApp. Dessa forma, a firma teria obrigado outro empregado a realizar exame de HIV pelo simples fato de trabalhar ao lado do colega que vive com o v\u00edrus. O fato teria causado constrangimento aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Ainda ficou comprovado que a empregadora sabia da doen\u00e7a desde maio de 2019. No processo, a testemunha ouvida relatou que n\u00e3o estava presente na ocasi\u00e3o em que o trabalhador comunicou a situa\u00e7\u00e3o. No entanto, ouviu falar do fato por outros colaboradores que o motivo do desligamento foi o HIV.<\/p>\n<p>\u201cMuito embora a primeira reclamada sustente que \u2018a dispensa do reclamante se deu devido ao corte de verba\u2019 e que \u2018o reclamante e sua equipe foram cortados\u2019, o conjunto probat\u00f3rio acostado aos autos, somado \u00e0 presun\u00e7\u00e3o de discrimina\u00e7\u00e3o no ato da dispensa demonstram o contr\u00e1rio\u201d, afirmou o desembargador-relator.<\/p>\n<p>O magistrado fundamentou a decis\u00e3o nos termos da S\u00famula n\u00ba 443 do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A saber, presume-se discriminat\u00f3ria toda dispensa sem justa causa de empregado que possua algum tipo de enfermidade grave ou que seja pessoa vivendo com HIV, uma vez tomada ci\u00eancia desta enfermidade pela empresa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do dano moral, o empregado tamb\u00e9m vai receber o pagamento, em dobro, de 12 meses de remunera\u00e7\u00e3o. Assim como reflexos em aviso pr\u00e9vio, 13\u00ba sal\u00e1rio, f\u00e9rias acrescidas do ter\u00e7o constitucional e FGTS acrescido da multa de 40%.<\/p>\n<p>O processo corre em segredo de justi\u00e7a. Informa\u00e7\u00f5es do TRT-2.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhador que vive com HIV vai receber R$ 50 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais. A decis\u00e3o da 8\u00aa Turma do TRT da 2\u00aa Regi\u00e3o reformou senten\u00e7a de 1\u00ba grau e reconheceu como discriminat\u00f3ria a dispensa ocorrida em dezembro de 2019. 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