{"id":30187,"date":"2023-01-13T17:09:44","date_gmt":"2023-01-13T20:09:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=30187"},"modified":"2023-01-13T17:09:44","modified_gmt":"2023-01-13T20:09:44","slug":"cesta-basica-consumiu-mais-de-60-do-salario-minimo-no-governo-bolsonaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/01\/13\/cesta-basica-consumiu-mais-de-60-do-salario-minimo-no-governo-bolsonaro\/","title":{"rendered":"Cesta b\u00e1sica consumiu mais de 60% do sal\u00e1rio m\u00ednimo no governo Bolsonaro"},"content":{"rendered":"<p><strong>Pre\u00e7o dos produtos b\u00e1sicos na mesa do brasileiro dispararam. Em 2022, custo da cesta b\u00e1sica ultrapassou R$ 700 em S\u00e3o Paulo, Goi\u00e2nia, Bras\u00edlia, Campo Grande, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Florian\u00f3polis e Vit\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>O desastroso governo Bolsonaro atingiu em cheio as fam\u00edlias de mais baixa renda que viram explodir os pre\u00e7os dos alimentos com a renda achada pelo recorde no trabalho prec\u00e1rio, desemprego elevado e sal\u00e1rios sem reajuste acima da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao divulgar o resultado da pesquisa mensal do custo da cesta b\u00e1sica nas 17 capitais pesquisadas, o Departamento Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) aponta que o ano encerra com a cesta de alimentos consumindo mais da metade do sal\u00e1rio m\u00ednimo de R$ 1.212,00.<\/p>\n<p>\u201cQuando se compara o custo da cesta e o sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ou seja, ap\u00f3s o desconto referente \u00e0 Previd\u00eancia Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em dezembro de 2022, 60,22% do rendimento para adquirir os mesmos produtos que, em novembro, demandavam 59,47%. Em dezembro de 2021, a m\u00e9dia foi de 58,91%\u201d, aponta o Dieese.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-240067\" src=\"https:\/\/horadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Cesta-basica-Dieese.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 613px) 100vw, 613px\" srcset=\"https:\/\/horadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Cesta-basica-Dieese.jpg 613w, https:\/\/horadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/Cesta-basica-Dieese-300x277.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"613\" height=\"566\" \/><figcaption>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O ano e o mandato de Jair Bolsonaro se encerraram com a cesta b\u00e1sica custando mais de R$ 700 em boa parte do Brasil. O maior custo continuou sendo em S\u00e3o Paulo (R$ 791,29), depois em Florian\u00f3polis (R$ 769,19) e Porto Alegre (R$ 765,63). No Rio de Janeiro, a cesta custava R$ 752,74; em Campo Grande, R$ 744,21; e em Vit\u00f3ria e Bras\u00edlia, R$ 728,78.<\/p>\n<p>Entre as cidades do Norte e Nordeste, onde a composi\u00e7\u00e3o da cesta \u00e9 diferente das outras capitais, Aracaju (R$ 521,05), Jo\u00e3o Pessoa (R$ 561,84) e Recife (R$ 565,09) registraram os menores valores.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio de carestia, o Dieese calcula \u2013 seguindo como base o valor da cesta mais cara (S\u00e3o Paulo) \u2013 que, levando em considera\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o constitucional que estabelece que o sal\u00e1rio m\u00ednimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da fam\u00edlia dele com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia, o valor necess\u00e1rio para a manuten\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 6.647,63, ou 5,48 vezes o m\u00ednimo atual.<\/p>\n<p>Em 2022, segundo a entidade, que monitora mensalmente os pre\u00e7os nas principais capitais do pa\u00eds, 14 das 17 capitais tiveram aumento acumulado superior a dois d\u00edgitos. A maior alta para o conjunto de alimentos b\u00e1sicos foi em Goi\u00e2nia, de 17,89% em 2022 na compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior. Em seguida, apareceram Bras\u00edlia (17,25%), Campo Grande (16,03%) e Belo Horizonte (15,06%). (Veja tabela acima)<\/p>\n<p>Oito dos 13 produtos da cesta b\u00e1sica apresentaram alta de pre\u00e7o entre dezembro de 2021 e o mesmo m\u00eas de 2022, em todas as capitais: leite integral, p\u00e3o franc\u00eas, caf\u00e9 em p\u00f3, banana e manteiga, farinha de trigo e batata \u2013 ambas pesquisadas nas regi\u00f5es Centro-Sul \u2013 e farinha de mandioca, no Norte e no Nordeste. J\u00e1 o \u00f3leo de soja subiu em 16 cidades e o arroz em 15.<\/p>\n<p>\u201cOs aumentos de pre\u00e7os, em geral acima da m\u00e9dia da infla\u00e7\u00e3o, obrigaram as fam\u00edlias brasileiras, por mais um ano, a substituir alimentos habitualmente consumidos por outros mais baratos ou similares. A aus\u00eancia de pol\u00edticas \u2013 de estoques reguladores, de subs\u00eddios aos pre\u00e7os dos produtos ou mesmo a falta de investimento em agricultura familiar \u2013 fez com que a trajet\u00f3ria dos pre\u00e7os continuasse em alta\u201d, destaca o Dieese.<\/p>\n<p>Conforme anunciado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, o sal\u00e1rio m\u00ednimo fixado por Bolsonaro em R$ 1.302 a partir de 1\u00ba de janeiro deste ano passar\u00e1 a ser de R$ 1.320, o primeiro aumento acima da infla\u00e7\u00e3o em quatro anos.<\/p>\n<p>www.horadopovo.combr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pre\u00e7o dos produtos b\u00e1sicos na mesa do brasileiro dispararam. 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