{"id":30568,"date":"2023-01-30T17:58:42","date_gmt":"2023-01-30T20:58:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=30568"},"modified":"2023-01-30T17:58:42","modified_gmt":"2023-01-30T20:58:42","slug":"adilson-lamenta-recorde-de-trabalho-escravo-nao-ha-razao-para-em-pleno-seculo-21-a-gente-conviver-com-esse-tipo-de-degradacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/01\/30\/adilson-lamenta-recorde-de-trabalho-escravo-nao-ha-razao-para-em-pleno-seculo-21-a-gente-conviver-com-esse-tipo-de-degradacao\/","title":{"rendered":"Adilson lamenta recorde de trabalho escravo: \u2018N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para, em pleno s\u00e9culo 21, a gente conviver com esse tipo de degrada\u00e7\u00e3o\u2019"},"content":{"rendered":"<p><strong>O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Ara\u00fajo, lamentou o recorde no n\u00famero de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no Brasil. No ano passado, 2.575 pessoas foram resgatadas em condi\u00e7\u00f5es subumanas em suas atividades laborais, um maior n\u00famero nos \u00faltimos 10 anos.<\/strong><\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do dirigente da CTB,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/vermelho.org.br\/2023\/01\/28\/avanco-do-trabalho-analogo-ao-escravo-exige-medidas-que-enfrentem-o-capital\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">em entrevista ao site Vermelho<\/a><\/strong>, o aumento no volume \u00e9 fruto das perdas sociais sofridas pelo povo brasileiro entre 2016 e 2022, com os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. \u201cTudo aquilo que se construiu por mais de uma d\u00e9cada se transformou em letra morta. Todos aqueles espa\u00e7os de di\u00e1logo social, de trabalho efetivo, foram literalmente dissolvidos, seja pelo esvaziamento da fun\u00e7\u00e3o do trabalho da fiscaliza\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o do trabalho, seja pela falta do concurso p\u00fablico que n\u00e3o renovou a capacidade de responder ao crescimento da demanda, seja pelo esvaziamento do \u00f3rg\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Para Adilson, \u201cn\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o alguma para, em pleno s\u00e9culo 21, a gente conviver com esse tipo de trabalho degradante, desumano que tem ceifado vidas de jovens que, enganados pelo canto da sereia de que h\u00e1 uma boa oferta de emprego em dadas \u00e1reas, terminam sendo for\u00e7ados ao trabalho \u00e0 exaust\u00e3o, sem possibilidade alguma de desvincula\u00e7\u00e3o porque a n\u00e3o regula\u00e7\u00e3o desse trabalho e a forma de contrata\u00e7\u00e3o termina sendo uma bola de ferro nos p\u00e9s para que esse trabalhador seja submetido \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de patr\u00f5es que n\u00e3o t\u00eam nenhum n\u00edvel de sensibilidade\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, o presidente da CTB acredita que chegada de Lula \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica abre a possibilidade de enfrentamento \u00e0 chaga social. \u201cA gente vai precisar, com esse novo ciclo que se inaugura, resgatar primeiro a centralidade da agenda do trabalho decente e dar voz \u00e0 sociedade civil organizada. Se o Brasil hoje reivindica o seu leg\u00edtimo direito enquanto na\u00e7\u00e3o de n\u00e3o constar no mapa da fome, eu penso que do mesmo modo temos o grande desafio de tirar o pa\u00eds da lista suja do OIT [Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho]. Esses s\u00e3o pressupostos reivindicados pelas centrais sindicais e eu penso que n\u00f3s devemos seguir ambicionando esse prop\u00f3sito: promover as transforma\u00e7\u00f5es do nosso tempo por um trabalho digno, um sal\u00e1rio justo, com direito \u00e0 igualdade, liberdade, sa\u00fade e seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Desde maio de 1995, quando os grupos especiais de fiscaliza\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a atuar, houve 60.251 livramentos e R$ 127 milh\u00f5es pagos em sal\u00e1rios e valores devidos aos profissionais.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Ara\u00fajo, lamentou o recorde no n\u00famero de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no Brasil. No ano passado, 2.575 pessoas foram resgatadas em condi\u00e7\u00f5es subumanas em suas atividades laborais, um maior n\u00famero nos \u00faltimos 10 anos. 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