{"id":30713,"date":"2023-02-08T14:41:03","date_gmt":"2023-02-08T17:41:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=30713"},"modified":"2023-02-08T14:41:03","modified_gmt":"2023-02-08T17:41:03","slug":"justica-condena-empresa-a-pagar-r-50-mil-a-trabalhadora-vitima-de-assedio-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/02\/08\/justica-condena-empresa-a-pagar-r-50-mil-a-trabalhadora-vitima-de-assedio-sexual\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena empresa a pagar R$ 50 mil \u00e0 trabalhadora v\u00edtima de ass\u00e9dio sexual"},"content":{"rendered":"<p><strong>Para juiz de Guarulhos (SP), a trabalhadora comprovou o desinteresse do empregador em punir o assediador<\/strong><\/p>\n<p>A Justi\u00e7a do Trabalho condenou uma\u00a0empresa de Guarulhos, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, a pagar R$ 50 mil por danos morais a uma trabalhadora v\u00edtima de ass\u00e9dio sexual. A decis\u00e3o \u00e9 da 8\u00aa Vara do Trabalho do munic\u00edpio (primeira inst\u00e2ncia) e cabe recurso. O processo tramita em segredo de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRT-2), uma operadora de m\u00e1quinas sofria com importuna\u00e7\u00e3o sexual por parte do superior hier\u00e1rquico e a empresa nada fez para punir o assediador.<\/p>\n<p>\u201cA trabalhadora apresentou v\u00eddeos das ocorr\u00eancias e comprovou o desinteresse da organiza\u00e7\u00e3o em punir os frequentes casos de ass\u00e9dio\u201d, informa o TRT.<\/p>\n<p>Ela\u00a0relatou que o superior \u201cfazia investidas verbais e f\u00edsicas, chegando at\u00e9 mesmo a tocar nos seios e partes \u00edntimas dela&#8221;. N\u00e3o havia canais de den\u00fancias dispon\u00edveis na empresa, apenas uma \u201ccaixinha de sugest\u00f5es\u201d, vigiada por uma c\u00e2mara.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a encarregada do setor teria feito pouco caso quando a trabalhadora tentou expor o problema de ass\u00e9dio sexual.\u201cTentando contradizer a vers\u00e3o da mulher, as testemunhas patronais disseram que n\u00e3o receberam qualquer den\u00fancia e que nunca souberam do comportamento inadequado do homem\u201d, relata o TRT. Essas testemunhas falaram ainda na exist\u00eancia de um manual interno de conduta, que n\u00e3o foi apresentado. A empresa tamb\u00e9m alegou que havia uma rela\u00e7\u00e3o amorosa entre a trabalhadora e seu superior.<\/p>\n<p><strong>Promessas e amea\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>Para o juiz do trabalho Eduardo Santoro Stocco, os v\u00eddeos anexados ao processo comprovam algumas das situa\u00e7\u00f5es relatadas pela empregada. \u201cA autora narrou os fatos detalhada e consistentemente, citando inclusive datas e hor\u00e1rios, palavras proferidas, meios de aproxima\u00e7\u00e3o, promessas de vida f\u00e1cil em troca de retribui\u00e7\u00e3o sexual e amea\u00e7as.\u201d Al\u00e9m disso, observou, a empresa estaria agindo de forma contradit\u00f3ria, \u201cpois ao mesmo tempo em que nega ter conhecimento de qualquer dos fatos articulados, afirma, por meio de sua preposta, que o ofensor tinha um relacionamento com a reclamante\u201d.<\/p>\n<p>O magistrado tamb\u00e9m citou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de G\u00eanero do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ). O documento recomenda \u201clevar em considera\u00e7\u00e3o o contexto, a dificuldade de se obter provas, as desigualdades estruturais e o medo de eventuais testemunhas de sofrer retalia\u00e7\u00f5es dos superiores hier\u00e1rquicos\u201d.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para juiz de Guarulhos (SP), a trabalhadora comprovou o desinteresse do empregador em punir o assediador A Justi\u00e7a do Trabalho condenou uma\u00a0empresa de Guarulhos, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, a pagar R$ 50 mil por danos morais a uma trabalhadora v\u00edtima de ass\u00e9dio sexual. 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