{"id":30960,"date":"2023-03-03T21:25:42","date_gmt":"2023-03-04T00:25:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=30960"},"modified":"2023-03-03T21:25:42","modified_gmt":"2023-03-04T00:25:42","slug":"feminicidio-e-preciso-um-basta-nesta-tragedia-cotidiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/03\/03\/feminicidio-e-preciso-um-basta-nesta-tragedia-cotidiana\/","title":{"rendered":"Feminic\u00eddio: \u00c9 preciso um basta nesta trag\u00e9dia cotidiana"},"content":{"rendered":"<p><strong>Mais dois feminic\u00eddios ocorreram nesta quinta-feira (3\/3), no DF, totalizando oito casos este ano. Let\u00edcia Barbosa Mariano, 25 anos, foi espancada at\u00e9 a morte pelo namorado e Rayane Ferreira de Jesus, 18, foi estrangulada pelo companheiro.<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Em uma madrugada, o Distrito Federal registrou mais dois feminic\u00eddios, chegando ao total de oito, desde janeiro. Let\u00edcia Barbosa Mariano, 25 anos, e Rayane Ferreira de Jesus, 18, viviam em relacionamentos conturbados, foram agredidas fisicamente e registraram queixa na delegacia. Ambas foram mortas nesta quinta-feira (2\/3). Os assassinos, identificados como Guilherme Nascimento, 29, e Jobervan Junior Lopes, 21, respectivamente, acumulam antecedentes por violarem a Lei Maria da Penha. Os dois fugiram e foram presos horas depois pela Pol\u00edcia Civil (PCDF).<\/p>\n<p class=\"texto\">Let\u00edcia e Guilherme se conheceram h\u00e1 pouco mais de sete meses. Os dois haviam sido presos anteriormente e prestavam servi\u00e7o comunit\u00e1rio na Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o, quando iniciaram o relacionamento. Em pouco tempo de namoro, Guilherme n\u00e3o exitou em revelar a personalidade obsessiva e o ci\u00fame doentio. &#8220;Cerca de duas vezes na semana, a v\u00edtima ia para a casa dele (em Taguatinga Norte), mas logo come\u00e7aram os registros de agress\u00f5es&#8221;, afirmou o delegado-chefe da 17\u00aa Delegacia de Pol\u00edcia, Mauro Aguiar.<\/p>\n<p class=\"texto\">Durante a rela\u00e7\u00e3o, Let\u00edcia foi agredida ao menos nove vezes pelo namorado. Em uma delas, foi espancada e teve a m\u00e3o perfurada por uma faca em \u00c1guas Lindas de Goi\u00e1s, mas evitou denunciar o fato \u00e0 pol\u00edcia. De todas as agress\u00f5es, em apenas tr\u00eas ela buscou ajuda. De acordo com o delegado, havia uma depend\u00eancia emocional por parte da v\u00edtima para com o companheiro. &#8220;\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o lament\u00e1vel, porque as agress\u00f5es eram muito graves. Ele tinha uma crise de ci\u00fames obsessiva, o que, com certeza, n\u00e3o era amor&#8221;, frisou.<\/p>\n<h3>Crime brutal<\/h3>\n<p class=\"texto\">Na madrugada de ontem. o casal estava no apartamento dele, um im\u00f3vel pequeno, no Setor de Ind\u00fastria Gr\u00e1fica de Taguatinga Norte. Em depoimento, o agressor disse que assassinou a namorada por &#8220;tudo que ela havia feito a ele&#8221; (&#8230;) Houve uma discuss\u00e3o por ci\u00fames. Em outras situa\u00e7\u00f5es, o autor exigia olhar o celular da v\u00edtima e dava in\u00edcio a uma briga&#8221;, disse o delegado.<\/p>\n<p class=\"texto\">Let\u00edcia pediu medida protetiva contra\u00a0Guilherme, no ano passado. O pedido foi deferido pela Justi\u00e7a, mas isso n\u00e3o impediu novos epis\u00f3dios de viol\u00eancia. Em setembro de 2022, Guilherme foi at\u00e9 a rua da v\u00edtima, em Ceil\u00e2ndia Norte, e gritou, em frente \u00e0 casa dela: &#8220;Desgra\u00e7a, desgra\u00e7a. Eu quero ver o seu Instagram&#8221;. Logo em seguida, o homem teria puxado o cabelo da jovem e jogado uma bicicleta em dire\u00e7\u00e3o a ela.<\/p>\n<p class=\"texto\">Guilherme teria afirmado ainda que mataria Let\u00edcia porque a roupa dela estava muito curta. Nervoso, o agressor pressionou a namorada contra o muro de um com\u00e9rcio local e exigiu que ela colocasse a senha do Instagram. &#8220;P\u00f5e a senha do Instagram, sen\u00e3o eu te bato&#8221;, amea\u00e7ou, conforme o boletim de ocorr\u00eancia registrado na Delegacia Especial de Atendimento \u00e0 Mulher II (Ceil\u00e2ndia).<\/p>\n<p class=\"texto\">Antes do assassinato, o casal consumiu drogas e \u00e1lcool no apartamento dele. Segundo o investigador, Guilherme levou a mulher at\u00e9 o banheiro e deu in\u00edcio a uma sess\u00e3o de espancamento \u2014 com chutes e socos \u2014 e bateu a cabe\u00e7a da v\u00edtima contra uma estrutura do c\u00f4modo. Ele usou ainda uma chave extratora de remo\u00e7\u00e3o de chip de celular (assess\u00f3rio compar\u00e1vel a uma agulha) para furar o pesco\u00e7o da v\u00edtima v\u00e1rias vezes. Vizinhos de Guilherme notaram que havia algo de errado e acionaram a pol\u00edcia. De acordo com o delegado, Guilherme ligou para o pai e confessou o crime, mas quando as equipes chegaram ao endere\u00e7o, havia fugido.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em poucas horas, os policiais civis da 17\u00aa DP, ap\u00f3s dilig\u00eancias e coleta de depoimentos, conseguiram capturar Guilherme, em Ceil\u00e2ndia.\u00a0Ele estava escondido em uma su\u00edte do Hotel 1001 Noites. Na delegacia, confessou o crime e alegou que, quando sa\u00edsse da cadeia, mataria o suposto &#8220;ficante&#8221; de Let\u00edcia. Guilherme continua preso e foi indiciado por homic\u00eddio qualificado pelo feminic\u00eddio.<\/p>\n<h3>Covardia<\/h3>\n<p class=\"texto\">No Caub, Riacho Fundo 2, Rayane Ferreira de Jesus, 18, foi estrangulada pelo companheiro, Jobervan Junior Lopes, 21. Em seguida, o autor do crime fugiu com o filho do casal, de apenas um ano. A crian\u00e7a foi encontrada pela Pol\u00edcia Civil na casa do av\u00f4 paterno, horas ap\u00f3s o assassinato. Depois do crime, ele ligou para a tia avisando que tinha tirado a vida da jovem.<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com o delegado-adjunto da 29\u00aa DP (Riacho Fundo), L\u00facio Valente, depois do feminic\u00eddio, Jobervan foi flagrado por c\u00e2meras de seguran\u00e7a com a crian\u00e7a no colo. O assassino foi preso horas depois, na regi\u00e3o do P Sul, em Ceil\u00e2ndia. &#8220;Ele alegou (na delegacia) que ela o mandou ir embora de madrugada, e que iniciaram uma discuss\u00e3o. Nisso, ele a estrangulou&#8221;, revelou o delegado.<\/p>\n<p class=\"texto\">Jobervan n\u00e3o tinha ocupa\u00e7\u00e3o formal, \u00e9 usu\u00e1rio de drogas e tem v\u00e1rias passagens pela pol\u00edcia, incluindo uma den\u00fancia de viol\u00eancia contra mulher, que ocorreu em 2021, no Parano\u00e1. Na ocasi\u00e3o, ele amea\u00e7ou e agrediu uma ex-namorada, com quem manteve uma rela\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos. Ela se separou dele no in\u00edcio de novembro do ano passado, em decorr\u00eancia da agressividade do ex-companheiro. Jobervan a amea\u00e7ava constantemente, segundo a m\u00e3e da v\u00edtima, Marilene Ferreira, dizendo que ia levar o filho do casal.<\/p>\n<h3>Viol\u00eancia avan\u00e7a<\/h3>\n<p class=\"texto\">Al\u00e9m das duas v\u00edtimas mortas, houve tamb\u00e9m uma tentativa de feminic\u00eddio, na QN 15, do Riacho Fundo II. Dioney de Andrade Miguel Cruz, 32, tentou atropelar a ex-mulher, Valeriana Soares de Ara\u00fajo, 30, na madrugada de ontem. Segundo a v\u00edtima, o autor jogou o carro contra ela, imprensando-a contra o port\u00e3o da casa.\u00a0Valeriana foi levada pelo Corpo de Bombeiros (CBMDF) ao Hospital Regional de Ceil\u00e2ndia (HRC). Ela ter\u00e1 que passar por uma cirurgia por ter fraturado o f\u00eamur. O agressor foi localizado e preso em Luzi\u00e2nia (GO), pela equipe da 29\u00aa DP.<\/p>\n<p class=\"texto\">O n\u00famero de mulheres assassinadas em pouco mais de dois meses este ano assusta especialistas e a popula\u00e7\u00e3o em geral. Dados da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP-DF) mostram que, em 2022, entre janeiro e mar\u00e7o, foram contabilizados tr\u00eas feminic\u00eddios, o que significa um aumento de 150% nos casos, se comparado ao mesmo per\u00edodo de 2023. Os anos de 2020 e 2021 tamb\u00e9m ficam abaixo.<\/p>\n<p class=\"texto\">Mariana Nery, advogada especialista em direito da mulher e g\u00eanero, opina sobre as mudan\u00e7as consideradas necess\u00e1rias para reduzir o n\u00famero de feminic\u00eddios no DF. &#8220;\u00c9 a aplica\u00e7\u00e3o da lei. Se a pol\u00edcia, o Judici\u00e1rio e as pol\u00edticas p\u00fablicas de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 v\u00edtima, como a Casa da Mulher Brasileira, funcionassem, os n\u00fameros de feminic\u00eddio seriam bem menores. A v\u00edtima tem medo de denunciar por v\u00e1rios motivos. Desde depend\u00eancia financeira at\u00e9 medo de perder os filhos e de ser agredida ou morta&#8221;, analisa a especialista.<\/p>\n<h3>Tr\u00eas perguntas para Giselle Ferreira, secret\u00e1ria da Mulher<\/h3>\n<p class=\"texto\"><strong>O m\u00eas da mulher come\u00e7a com dois feminic\u00eddios e uma tentativa de feminic\u00eddio. Este ano, oito mulheres foram assassinadas em raz\u00e3o de g\u00eanero. Como vamos mudar esse cen\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Para n\u00f3s, mulheres, est\u00e1 machucando tanto! Ainda mais no m\u00eas das mulheres, quando falamos da import\u00e2ncia da valoriza\u00e7\u00e3o da mulher. Desde que chegamos na pasta, estamos trabalhando com a filosofia de que n\u00e3o aceitaremos nenhuma mulher a menos. Este ano, est\u00e1 at\u00edpico. N\u00e3o \u00e9 uma mulher. \u00c9 uma fam\u00edlia, uma m\u00e3e, os \u00f3rf\u00e3os. Vamos enfrentar de forma integrada e a for\u00e7a-tarefa criada pela governadora em exerc\u00edcio (Celina Le\u00e3o) \u00e9 para isso.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O que j\u00e1 caminhou desta\u00a0for\u00e7a-tarefa de enfrentamento\u00a0ao feminic\u00eddio?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>Estamos esperando o relat\u00f3rio final para adotar as medidas. Mas j\u00e1 temos a\u00e7\u00f5es frutos desse grupo. No carnaval, fizemos campanha maci\u00e7a de respeito ao pr\u00f3ximo e n\u00e3o tivemos nenhum registro de ass\u00e9dio sexual. Al\u00e9m disso, a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 capacitando os gestores dentro do projeto Lei Maria da Penha na Escola. Isso incentiva o cuidado em rede, para que o gestor oriente e apoie as fam\u00edlias sobre como e onde buscar ajuda. A gente precisa trabalhar esse tema com os jovens porque precisamos formar um novo cidad\u00e3o, que respeite o pr\u00f3ximo e a mulher. Tamb\u00e9m precisamos divulgar as v\u00e1rias formas de viol\u00eancia: a psicol\u00f3gica, a financeira, a sexual, a f\u00edsica. As pessoas precisam entender que um xingamento \u00e9 uma viol\u00eancia dom\u00e9stica; o empurr\u00e3o, pedir a senha do cart\u00e3o, reclamar da roupa s\u00e3o formas de viol\u00eancia dom\u00e9stica.<\/em><\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>De que forma o governo far\u00e1 essas informa\u00e7\u00f5es se tornarem de dom\u00ednio p\u00fablico?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\"><em>O GDF vai lan\u00e7ar, este m\u00eas, uma campanha institucional contra o feminic\u00eddio. A meta \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o de toda a sociedade, n\u00e3o s\u00f3 das mulheres, para a import\u00e2ncia da den\u00fancia. Sabemos de casos de mulheres que denunciaram e morreram. Mas quem pede ajuda est\u00e1 muito mais protegida, e as estat\u00edsticas nos mostram isso: foram 16 mil ocorr\u00eancias de viol\u00eancia dom\u00e9stica para 22 feminic\u00eddios, no ano passado. S\u00e3o dados alarmantes. Mas vamos enfrentar essa realidade na perspectiva de nenhuma mulher a menos.<\/em><\/p>\n<h3>Quem s\u00e3o as v\u00edtimas de feminic\u00eddio em 2023 no DF<\/h3>\n<p class=\"texto\"><strong>Fernanda Let\u00edcia da Silva<\/strong>, 27 anos<\/p>\n<p class=\"texto\">1\u00ba de janeiro, em Ceil\u00e2ndia<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Mirian Nunes<\/strong>, 26 anos<\/p>\n<p class=\"texto\">2 de janeiro, em Ceil\u00e2ndia<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Jeane Sena Santos<\/strong>, 42 anos<\/p>\n<p class=\"texto\">17 de janeiro, no Park Way<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Giovana Camilly Carvalho<\/strong>, 20 anos<\/p>\n<p class=\"texto\">18 de janeiro, em Ceil\u00e2ndia<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Izabel Guimar\u00e3es<\/strong>, 36 anps<\/p>\n<p class=\"texto\">4 de fevereiro, em Ceil\u00e2ndia<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Simone Sampaio<\/strong>, 40 anos<\/p>\n<p class=\"texto\">13 de fevereiro, no Gama<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Let\u00edcia Barbosa Mariano<\/strong>, 25 anos<\/p>\n<p class=\"texto\">2 de mar\u00e7o, em Taguatinga Norte<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Rayane Ferreira<\/strong>, 18 anos<\/p>\n<p class=\"texto\">2 de mar\u00e7o, no Riacho Fundo<\/p>\n<p class=\"texto\">\n<div class=\"responsive-img\"><picture><source media=\"(max-width: 767px)\" data-srcset=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2023\/01\/04\/360x240\/1_dsc_0545-27197983.jpg?20230302122451?20230302122451 360w\" \/><source media=\"(max-width: 1365px)\" data-srcset=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2023\/01\/04\/675x450\/1_dsc_0545-27197983.jpg?20230302122451?20230302122451 675w\" \/><source media=\"(min-width: 1366px)\" data-srcset=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2023\/01\/04\/820x547\/1_dsc_0545-27197983.jpg?20230302122451?20230302122451 820w\" \/><img decoding=\"async\" title=\" (cr\u00e9dito:  Mariana Lins )\" src=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2023\/01\/04\/675x450\/1_dsc_0545-27197983.jpg?20230302122451?20230302122451\" alt=\" (cr\u00e9dito:  Mariana Lins )\" data-src=\"https:\/\/midias.correiobraziliense.com.br\/_midias\/jpg\/2023\/01\/04\/675x450\/1_dsc_0545-27197983.jpg?20230302122451?20230302122451\" \/><\/picture>\n<div class=\"responsive-img-caption\"><small>cr\u00e9dito: Mariana Lins<\/small><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>www.correiobraziliense.com.br\/Darcianne Diogo, Adriana Bernardes, Pablo Giovanni, Ellen Travassos, *Ariadne Poles <em>*Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o de Malcia Afonso<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais dois feminic\u00eddios ocorreram nesta quinta-feira (3\/3), no DF, totalizando oito casos este ano. 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