{"id":31221,"date":"2023-03-27T16:59:49","date_gmt":"2023-03-27T19:59:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=31221"},"modified":"2023-03-27T16:59:49","modified_gmt":"2023-03-27T19:59:49","slug":"jovens-pagam-a-conta-da-crise-e-sofrem-mais-com-o-desemprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/03\/27\/jovens-pagam-a-conta-da-crise-e-sofrem-mais-com-o-desemprego\/","title":{"rendered":"Jovens pagam a conta da crise e sofrem mais com o desemprego"},"content":{"rendered":"<p><strong>De cada cinco trabalhadores que t\u00eam de 18 a 24 anos, um est\u00e1 sem emprego<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com o abrandamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, o desemprego segue elevado para os jovens. De cada cinco trabalhadores que t\u00eam de 18 a 24 anos, um est\u00e1 sem emprego. \u00c9 o que apontam dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio (Pnad) Cont\u00ednua compilados pela Tend\u00eancias Consultoria e divulgados nesta segunda-feira (27) no\u00a0<em>Valor Econ\u00f4mico<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cApesar dos ganhos em rela\u00e7\u00e3o ao choque da pandemia, o mercado de trabalho continua adverso para os jovens brasileiros. A \u00faltima d\u00e9cada mostra que a popula\u00e7\u00e3o de 18 a 24 anos vem diminuindo, mas o desemprego nessa faixa et\u00e1ria tem aumentado\u201d, resume o jornal.<\/p>\n<p>No conjunto dos trabalhadores, a taxa de desemprego passou de 7,4% em 2012 para 13,7% em 2020 (no auge da pandemia) e 9,3% em 2022. Nesses tr\u00eas anos de refer\u00eancia, a desocupa\u00e7\u00e3o entre os jovens foi maior: 14,8% em 2012, 28,6% em 2020 e 19,2% em 2022. , ainda acima da m\u00ednima hist\u00f3rica de 14,7% em 2013 e 2014.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s dos n\u00fameros h\u00e1 uma esp\u00e9cie de c\u00edrculo vicioso, sugere o economista Lucas Assis, da Tend\u00eancias. Seja pela inexperi\u00eancia, seja pela concorr\u00eancia, os jovens, em defasagem, est\u00e3o pagando a conta da crise. \u00a0\u201cPor causa de sua inerente inexperi\u00eancia laboral, eles enfrentam maior dificuldade de ingresso e estabilidade no mercado de trabalho, representando o grupo mais vulner\u00e1vel nos per\u00edodos de crise econ\u00f4mica\u201d, afirma Assis.<\/p>\n<p>Segundo o economista, \u201cgrande parte dos jovens ainda vivia o legado da recess\u00e3o de 2015 e 2016, quando o cont\u00e1gio econ\u00f4mico da Covid-19 deteriorou, de modo s\u00fabito e implac\u00e1vel, o mercado de trabalho dessa popula\u00e7\u00e3o\u201d. Com menos renda, os jovens ficaram mais expostos \u00e0 pobreza, \u00e0 exclus\u00e3o social e \u00e0 viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao\u00a0<em>Valor<\/em>, Vin\u00edcius Pinheiro, diretor do escrit\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) para o Brasil, explica que a juventude trabalhadora tende a ser mais afetada por ciclos de recess\u00e3o ou mesmo estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. \u201cOs mais jovens s\u00e3o os primeiros a ver suas horas de trabalho reduzidas ou serem demitidos\u201d, diz Pinheiro.<\/p>\n<p>\u201cMuitos trabalham em setores mais sujeitos \u00e0 informalidade, como agricultura, com\u00e9rcio e servi\u00e7os pessoais e dom\u00e9sticos. Muitos t\u00eam empregos de meio per\u00edodo, tempor\u00e1rios ou em plataformas digitais, que tendem a ser mal remunerados, ter jornadas irregulares, pouca seguran\u00e7a ou prote\u00e7\u00e3o social\u201d, acrescenta o diretor da OIT.<\/p>\n<p>www.vermelho.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De cada cinco trabalhadores que t\u00eam de 18 a 24 anos, um est\u00e1 sem emprego Mesmo com o abrandamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, o desemprego segue elevado para os jovens. 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