{"id":32051,"date":"2023-06-12T17:01:13","date_gmt":"2023-06-12T20:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=32051"},"modified":"2023-06-12T17:01:13","modified_gmt":"2023-06-12T20:01:13","slug":"quase-85-dos-brasileiros-tem-algum-tipo-de-preconceito-contra-as-mulheres-diz-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/06\/12\/quase-85-dos-brasileiros-tem-algum-tipo-de-preconceito-contra-as-mulheres-diz-onu\/","title":{"rendered":"Quase 85% dos brasileiros t\u00eam algum tipo de preconceito contra as mulheres, diz ONU"},"content":{"rendered":"<p><strong>Tanto homens como mulheres t\u00eam preconceitos no trabalho, na pol\u00edtica e at\u00e9 os que legitimam a viol\u00eancia f\u00edsica, mostra pesquisa da ONU. Secret\u00e1ria de Mulheres da CUT diz que resultado n\u00e3o surpreende<\/strong><\/p>\n<p>Uma pesquisa do Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), divulgado nesta segunda-feira (12), mostra que 84,5% dos brasileiros e brasileiras t\u00eam algum tipo de preconceito contra as mulheres, como a desconfian\u00e7a na capacidade de trabalho, na atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e at\u00e9 mesmo relativizam a viol\u00eancia f\u00edsica.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio do PNDU, apenas 15,5% dos brasileiros n\u00e3o t\u00eam preconceito contra mulheres. Em 2012, o \u00edndice era de 10,5%. Os pesquisadores ouviram a popula\u00e7\u00e3o de 80 pa\u00edses. Os \u00edndices do Brasil ficaram pr\u00f3ximos aos de pa\u00edses como a Guatemala, Bielor\u00fassia, Rom\u00eania, Eslov\u00e1quia, Trinidad, Tobago, M\u00e9xico e Chile.<\/p>\n<h4><strong>No Brasil os dados s\u00e3o os seguintes:<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Viol\u00eancia \u00edntima ou direito de ter filhos ou n\u00e3o<\/strong>: 75,56% dos homens t\u00eam esse preconceito no Brasil, e 75,79% das mulheres tamb\u00e9m t\u00eam;<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica e direitos<\/strong>: \u00a039,91% das pessoas acreditam que mulheres n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o boas pol\u00edticas como os homens ao desempenharem a fun\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m acreditam que as mulheres possuem menos direitos do que os homens e;<\/p>\n<p><strong>Educa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a09,59% dos entrevistados acreditam que a universidade \u00e9 mais importante para homem do que para a mulher.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria das Mulheres da CUT Nacional, Jun\u00e9ia Batista lamentou o resultado, mas disse n\u00e3o se surpreender, j\u00e1 que vivencia diariamente esses preconceitos por ser feminista e ativista do movimento sindical e pol\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201cIsto s\u00f3 confirma o meu a dia a dia dentro da luta do movimento sindical, formado por homens e mulheres. Mesmo com a CUT tendo uma pol\u00edtica de igualdade temos de dialogar entre n\u00f3s, mulheres, para que esse tipo de masculinidade n\u00e3o seja reproduzido entre n\u00f3s\u201d, afirma Jun\u00e9ia.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea pol\u00edtica a dirigente relembra o impeachment da ex-presidenta Dilma que sofreu um ato machista, e cita que ainda hoje as mulheres s\u00e3o minoria no Congresso Nacional e sofrem retalia\u00e7\u00f5es, principalmente as parlamentares do campo progressista.<\/p>\n<p>Juneia cita como exemplos as deputadas S\u00e2mia Bonfim (PSOL-SP), que teve o microfone cortado por diversas vezes, durante a Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) do MST; a deputada Tal\u00edria Petrone (PSOL-RJ), que segundo os bolsonaristas, teria ofendido o deputado Ricardo Salles (PL-SP), ao acusar o ex-ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro (PL), de ter falsificado mapas e o de ter v\u00ednculos com o garimpo e o com\u00e9rcio de madeira ilegal e, por fim, o Conselho de \u00c9tica vai investigar acusa\u00e7\u00e3o sobre a deputada Juliana Cardoso (PT-SP), que teria chamado os apoiadores do projeto de lei do marco temporal das terras ind\u00edgenas de \u201cassassinos do nosso povo ind\u00edgena\u201d, durante a sess\u00e3o de vota\u00e7\u00e3o da urg\u00eancia do projeto.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 lament\u00e1vel, mas a pauta das mulheres est\u00e1 em segundo plano, por que precisamos defender o governo Lula dos fortes ataques da extrema direita, que perdeu as elei\u00e7\u00f5es, mas que quer manter seus privil\u00e9gios\u201d, diz Jun\u00e9ia.<\/p>\n<p>Sobre o preconceito no mundo do trabalho, a dirigente CUTista afirma que embora as mulheres tenham tido mais oportunidades ao longo dos \u00faltimos anos, os cargos de dire\u00e7\u00e3o n\u00e3o encontram paridade.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 mesmo na Central Sindical Internacional (CSI), na qual a CUT \u00e9 filiada, e que tem paridade na dire\u00e7\u00e3o, a maioria das mulheres ocupa cargos de supl\u00eancia e um ou dois na titularidade e isso \u00e9 reflexo de um mundo machista\u201d, afirma a dirigente<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>Para a mulher chegar a ter os mesmos direitos de um homem levar\u00e1 pelo menos 350 anos<\/p>\n<footer>&#8211; Jun\u00e9ia Batista<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>Embora a grande maioria aceite a viol\u00eancia \u00edntima e de que as mulheres n\u00e3o podem decidir se ter\u00e3o filhos ou n\u00e3o, Juneia acredita que esse quadro pode mudar, e cita como exemplo a Argentina que come\u00e7ou o movimento \u201cnenhuma a menos\u201d ap\u00f3s a morte de uma mulher, v\u00edtima deste tipo de viol\u00eancia.<\/p>\n<p>\u201cCreio que a ONU Mulher pode trazer esse debate para al\u00e9m da Conven\u00e7\u00e3o 190 [Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho], que trata do ass\u00e9dio no trabalho. Temos de estar sempre de olho nos extremismos do mundo e empoderar as mulheres\u201d, conclui a secret\u00e1ria das Mulheres da CUT Nacional.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tanto homens como mulheres t\u00eam preconceitos no trabalho, na pol\u00edtica e at\u00e9 os que legitimam a viol\u00eancia f\u00edsica, mostra pesquisa da ONU. 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