{"id":32097,"date":"2023-06-16T15:39:01","date_gmt":"2023-06-16T18:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=32097"},"modified":"2023-06-16T15:39:01","modified_gmt":"2023-06-16T18:39:01","slug":"justica-declara-nulo-contrato-temporario-de-costureira-dispensada-gravida-na-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/06\/16\/justica-declara-nulo-contrato-temporario-de-costureira-dispensada-gravida-na-pandemia\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a declara nulo contrato tempor\u00e1rio de costureira dispensada gr\u00e1vida na pandemia"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Justi\u00e7a do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o considerou nulo o contrato tempor\u00e1rio de uma costureira dispensada gr\u00e1vida na pandemia e reconheceu o v\u00ednculo de emprego da mulher com a empresa tomadora. No caso, foram provados a dispensa discriminat\u00f3ria e o contrato sem prazo de vig\u00eancia, requisito de formaliza\u00e7\u00e3o previsto no artigo 9\u00ba da Lei 6.019\/74.<\/strong><\/p>\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Thereza Christina Nahas, da 2\u00aa Vara do Trabalho de Itapecerica da Serra-SP, que tamb\u00e9m condenou solidariamente as firmas a pagarem indeniza\u00e7\u00e3o pela estabilidade provis\u00f3ria, de R$ 22,5 mil, por danos morais de R$ 20,9 mil, al\u00e9m das verbas trabalhistas devidas. Nos autos, a costureira afirma que foi contratada em 6\/12\/2021 e desligada em 12\/1\/2022, logo ap\u00f3s passar mal durante o expediente, ocasi\u00e3o em que afirmou suspeitar a gravidez.<\/p>\n<p>De acordo com a magistrada, o contrato preenche quase todos os requisitos da lei, exceto pelo fato de n\u00e3o indicar o prazo de vig\u00eancia, que, segundo a regra, no caso de tempor\u00e1rio, tem dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 180 dias, prorrog\u00e1veis por mais 90. Como o documento \u00e9 \u201cgen\u00e9rico\u201d, a trabalhadora soube apenas quando a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os se iniciaria. \u201cO contrato a termo de qualquer natureza reclama que as partes contratuais saibam exatamente quando o per\u00edodo inicia e quando termina, condi\u00e7\u00e3o esta que ficou na esfera arbitr\u00e1ria de conhecimento apenas das empresas r\u00e9s, ou, ao menos da empresa contratante (1\u00aa r\u00e9)\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Na senten\u00e7a, a julgadora rebate argumento da defesa de que a rescis\u00e3o fora motivada por lei federal que impedia atividade presencial para gestantes n\u00e3o imunizadas contra a covid-19 (Lei 14.151\/2021 alterada pela Lei 14.311\/2022). De acordo com ela, a inten\u00e7\u00e3o legislativa foi de proteger a sa\u00fade da gestante e do feto, e cabia \u00e0 empresa continuar remunerando a costureira ou adaptar a fun\u00e7\u00e3o para que fosse realizada fora do ambiente empresarial.<\/p>\n<p>\u201cA solu\u00e7\u00e3o encontrada pelas r\u00e9s foi a mais cruel dentre as op\u00e7\u00f5es que poderiam tomar no contexto de um contrato que j\u00e1 \u00e9 prec\u00e1rio: optaram por simplesmente romper o contrato com a autora justamente porque estava em estado gestacional. Al\u00e9m disso, n\u00e3o se pode olvidar que o tempo final do contrato foi decidido pelas pr\u00f3prias empresas r\u00e9s, fundado num fato que nada tem a ver com o contato em si, mas sim com a condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica da trabalhadora, de modo que decidiram que a dura\u00e7\u00e3o seria de 50 dias.\u201d<\/p>\n<p>O processo est\u00e1 pendente de an\u00e1lise de recurso ordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Justi\u00e7a do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o considerou nulo o contrato tempor\u00e1rio de uma costureira dispensada gr\u00e1vida na pandemia e reconheceu o v\u00ednculo de emprego da mulher com a empresa tomadora. No caso, foram provados a dispensa discriminat\u00f3ria e o contrato sem prazo de vig\u00eancia, requisito de formaliza\u00e7\u00e3o previsto no artigo 9\u00ba da Lei 6.019\/74. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32098,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[1046,675],"class_list":["post-32097","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-contrato-temporario","tag-suspensao-de-contrato"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32097","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32097"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32097\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32099,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32097\/revisions\/32099"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32098"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32097"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32097"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32097"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}