{"id":32200,"date":"2023-06-26T17:30:15","date_gmt":"2023-06-26T20:30:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=32200"},"modified":"2023-06-26T17:30:41","modified_gmt":"2023-06-26T20:30:41","slug":"familias-chefiadas-por-pessoas-negras-sao-mais-atingidas-pela-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/06\/26\/familias-chefiadas-por-pessoas-negras-sao-mais-atingidas-pela-fome\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlias chefiadas por pessoas negras s\u00e3o mais atingidas pela fome"},"content":{"rendered":"<p class=\"col-10 offset-1 animated fadeInDown dealy-900 display-8 display-md-8 alt-font font-italic my-1 text-center\"><strong>Falta de comida \u00e9 ligada \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o racial, diz pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A fome \u00e9 um problema que atinge um quinto das fam\u00edlias chefiadas por pessoas autodeclaradas pardas e pretas no Brasil (20,6%). Esse percentual \u00e9 duas vezes maior quando comparado ao de fam\u00edlias comandadas por pessoas brancas (10,6%).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1540044&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1540044&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>Os dados, divulgados nesta segunda-feira (26), s\u00e3o referentes ao per\u00edodo entre novembro de 2021 e abril de 2022. Eles fazem parte do 2\u00ba Inqu\u00e9rito Nacional sobre Inseguran\u00e7a Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (II Vigisan).<\/p>\n<p>No total, 33,1 milh\u00f5es de pessoas foram impactadas pela fome no pa\u00eds. Aqueles que se enquadram em determinados recortes de ra\u00e7a e g\u00eanero est\u00e3o mais vulner\u00e1veis. Os lares chefiados por mulheres negras representam 22% dos que sofrem com o problema, quase o dobro em rela\u00e7\u00e3o aos liderados por mulheres brancas (13,5%).<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar e de fome no Brasil ganha maior nitidez agora. Precisamos urgentemente reconhecer a interse\u00e7\u00e3o entre o racismo e o sexismo na forma\u00e7\u00e3o estrutural da sociedade brasileira, implementar e qualificar as pol\u00edticas p\u00fablicas, tornando-as\u00a0promotoras da equidade e do acesso amplo, irrestrito e igualit\u00e1rio \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, diz a professora Sandra Chaves, coordenadora da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional (Penssan).<\/p>\n<p>O\u00a0Vigisan \u00e9 realizado pela Rede Penssan. Ele leva em conta dados registrados pelo Instituto Vox Populi, com apoio da A\u00e7\u00e3o da Cidadania,\u00a0<em>ActionAid<\/em>,\u00a0<em>Ford Foundation<\/em>, Funda\u00e7\u00e3o Friedrich Ebert Brasil, Ibirapitanga, Oxfam Brasil e Sesc S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Em dados gerais divulgados anteriormente, o estudo mostrou que quatro entre 10 fam\u00edlias tinham acesso pleno a alimentos, ou seja, em condi\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a alimentar. Por outro lado, 125,2 milh\u00f5es estavam na condi\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar &#8211; leve, moderada ou grave. Os n\u00edveis foram medidos pela Escala Brasileira de Inseguran\u00e7a Alimentar (Ebia), tamb\u00e9m usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<h2>Escolaridade, emprego e filhos<\/h2>\n<p>Os recortes de ra\u00e7a e g\u00eanero tamb\u00e9m ficaram evidentes quando foram analisados outros dados como escolaridade, situa\u00e7\u00e3o de emprego e renda e presen\u00e7a de crian\u00e7as na fam\u00edlia.<\/p>\n<p>No caso dos lares chefiados por pessoas com oito anos ou mais de estudo, a falta de alimentos foi maior quando uma mulher negra estava \u00e0 frente: 33%. Esse n\u00famero foi menor no caso de homens negros (21,3%), mulheres brancas (17,8%) e homens brancos (9,8%).<\/p>\n<p>Nas fam\u00edlias com problemas de desemprego ou trabalho informal, a fome atingiu metade daquelas chefiadas por pessoas negras. Quando se trataram de pessoas brancas, um ter\u00e7o dos lares foi impactado. A inseguran\u00e7a alimentar grave foi mais freq\u00fcente em domic\u00edlios comandados por mulheres negras (39,5%) e homens negros (34,3%).<\/p>\n<p>Nas situa\u00e7\u00f5es em que a pessoa respons\u00e1vel tinha emprego formal, e a renda mensal familiar era maior do que um sal\u00e1rio m\u00ednimo\u00a0<em>per capita\u00a0<\/em>(para cada indiv\u00edduo), a seguran\u00e7a alimentar estava presente em 80% dos lares chefiados por pessoas brancas e em 73% dos chefiados por pessoas negras.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de crian\u00e7as menores de 10 anos de idade nas fam\u00edlias tamb\u00e9m foi um fator importante. Nesse contexto, a seguran\u00e7a alimentar era uma realidade em apenas 21,3% dos lares chefiados por mulheres negras, menos da metade dos chefiados por homens brancos (52,5%) e quase metade dos chefiados por mulheres brancas (39,5%).<\/p>\n<p>www.agenciabrasil.ebc.com.br\/Rafael de Carvalho Cardoso<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falta de comida \u00e9 ligada \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o racial, diz pesquisa A fome \u00e9 um problema que atinge um quinto das fam\u00edlias chefiadas por pessoas autodeclaradas pardas e pretas no Brasil (20,6%). Esse percentual \u00e9 duas vezes maior quando comparado ao de fam\u00edlias comandadas por pessoas brancas (10,6%). 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