{"id":32427,"date":"2023-07-12T16:42:10","date_gmt":"2023-07-12T19:42:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=32427"},"modified":"2023-07-12T16:42:10","modified_gmt":"2023-07-12T19:42:10","slug":"inseguranca-alimentar-atingiu-70-milhoes-de-brasileiros-entre-2020-e-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/07\/12\/inseguranca-alimentar-atingiu-70-milhoes-de-brasileiros-entre-2020-e-2022\/","title":{"rendered":"Inseguran\u00e7a alimentar atingiu 70 milh\u00f5es de brasileiros entre 2020 e 2022"},"content":{"rendered":"<p><strong>Relat\u00f3rio da ONU destaca agravamento do problema ap\u00f3s pandemia<\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\">A subalimenta\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, n\u00edvel mais extremo provocado pela inseguran\u00e7a alimentar, atingia 4,7% da popula\u00e7\u00e3o do Brasil entre 2020 e 2022. Isso significa que, em n\u00fameros absolutos, 10,1 milh\u00f5es de pessoas\u00a0sofrem com a fome no pa\u00eds.\u00a0Os dados est\u00e3o no relat\u00f3rio global Estado da Seguran\u00e7a Alimentar e Nutri\u00e7\u00e3o no Mundo, divulgado nesta quarta-feira (12)\u00a0por cinco ag\u00eancias especializadas das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU).<\/p>\n<p align=\"justify\">Um em cada dez brasileiros (9,9%) passava por situa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a alimentar severa entre 2020 e 2022, mostra o estudo.\u00a0Al\u00e9m disso, quase um ter\u00e7o (32,8%) da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds est\u00e1 inclu\u00eddo nas categorias de inseguran\u00e7a alimentar severa ou moderada, o que equivale a 70,3 milh\u00f5es de brasileiros.\u00a0A situa\u00e7\u00e3o mostra um agravamento no acesso \u00e0 seguran\u00e7a alimentar no pa\u00eds. Os dados anteriores, de 2014 a 2016, indicavam percentual de 18,3%.<\/p>\n<p align=\"justify\">O estudo classifica a inseguran\u00e7a alimentar severa como um n\u00edvel de gravidade em que, em algum momento do ano, as pessoas ficam sem comida e passam fome, o que chega a acontecer, em casos mais extremos, por um dia inteiro ou mais. J\u00e1 a fome propriamente dita \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o duradoura, que causa sensa\u00e7\u00e3o desconfort\u00e1vel ou dolorosa pela energia insuficiente da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Por fim, a inseguran\u00e7a alimentar moderada \u00e9 aquela em que as pessoas enfrentam incertezas sobre sua capacidade de obter alimentos e s\u00e3o for\u00e7adas a reduzir, em alguns momentos do ano, a qualidade e a quantidade de alimentos que consomem, devido \u00e0 falta de dinheiro ou outros recursos.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dados nacionais fazem parte de um estudo global da\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agr\u00edcola (Fida), do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e do Programa Mundial de Alimentos (WFP).<\/p>\n<h4 class=\"western\" align=\"justify\">Agravamento<\/h4>\n<p align=\"justify\">As ag\u00eancias das Na\u00e7\u00f5es Unidas alertam que a fome \u00e9 um problema que se agravou no \u00faltimo per\u00edodo analisado, com aumento de 122 milh\u00f5es de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o. Ao todo, o mundo tem cerca de 735 milh\u00f5es de pessoas sofrendo com a fome, contingente que seria o terceiro pa\u00eds mais populoso do mundo, atr\u00e1s apenas de \u00cdndia e China, e que supera toda a popula\u00e7\u00e3o do continente europeu.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo o relat\u00f3rio, a piora na situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 pandemia de covid-19 e a repetidos choques e conflitos, incluindo a guerra na Ucr\u00e2nia. Com a tend\u00eancia indicada pelos dados, a ONU alerta que o Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel de acabar com a fome at\u00e9 2030 n\u00e3o ser\u00e1 alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p align=\"justify\">O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou que a recupera\u00e7\u00e3o da pandemia global foi desigual, e que a guerra na Ucr\u00e2nia afetou os alimentos nutritivos e as dietas saud\u00e1veis.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Este \u00e9 o &#8216;novo normal&#8217; em que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, os conflitos e a instabilidade econ\u00f4mica est\u00e3o empurrando os que est\u00e3o \u00e0 margem ainda mais longe da seguran\u00e7a. N\u00e3o podemos adotar uma abordagem de neg\u00f3cios como sempre&#8221;, declarou, segundo texto divulgado pela FAO.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para o presidente do Programa Mundial de Alimentos (WFP), Alvaro Lario, a meta de acabar com a fome pode ser atingida, mas requer que mais investimentos e vontade pol\u00edtica sejam direcionados para dar escala \u00e0s solu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existem.<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;Podemos erradicar a fome se fizermos dela uma prioridade global. Investimentos em pequenos agricultores e em sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, acesso a insumos e tecnologias e a financiamento para montar pequenos agroneg\u00f3cios podem fazer a diferen\u00e7a. Os pequenos produtores s\u00e3o parte da solu\u00e7\u00e3o. Com o suporte adequado, eles podem produzir mais alimentos, diversificar a produ\u00e7\u00e3o e abastecer os mercados urbanos e rurais \u00ad\u2013 alimentando \u00e1reas rurais e cidades com alimentos nutritivos e cultivados localmente.&#8221;<\/p>\n<h4 class=\"western\" align=\"justify\">Bilh\u00f5es de atingidos<\/h4>\n<p align=\"justify\">Apesar de a fome ser a situa\u00e7\u00e3o mais extrema indicada pelo relat\u00f3rio, a inseguran\u00e7a alimentar e os custos de manter uma dieta saud\u00e1vel s\u00e3o outros indicadores que preocupam os autores do estudo.<\/p>\n<p align=\"justify\">A inseguran\u00e7a alimentar moderada chegou a 2,4 bilh\u00f5es de pessoas no per\u00edodo de 2020 a 2022, enquanto os custos de uma dieta saud\u00e1vel eram inacess\u00edveis para 3,1 bilh\u00f5es de pessoas, causando problemas como 148 milh\u00f5es de crian\u00e7as menores de 5 anos com baixa estatura e 37 milh\u00f5es com excesso de peso.<\/p>\n<p align=\"justify\">O relat\u00f3rio mostra ainda o impacto desigual da pandemia e dos choques econ\u00f4micos globais. Nos pa\u00edses de baixa renda, a inseguran\u00e7a alimentar severa aumentou de 22,5% para 28%, enquanto nos pa\u00edses de renda alta, a varia\u00e7\u00e3o foi de 1,5% para 1,6%.<\/p>\n<p align=\"justify\">O continente africano \u00e9 o mais afetado pela fome e pela inseguran\u00e7a alimentar: uma em cada cinco pessoas que passa fome no mundo vive nos pa\u00edses da \u00c1frica. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave na \u00c1frica Oriental e na \u00c1frica Central, regi\u00f5es onde a fome chega a 28,4% da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">www.cut.org.br\/Vin\u00edcius Lisboa | Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio da ONU destaca agravamento do problema ap\u00f3s pandemia A subalimenta\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica, n\u00edvel mais extremo provocado pela inseguran\u00e7a alimentar, atingia 4,7% da popula\u00e7\u00e3o do Brasil entre 2020 e 2022. 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