{"id":33059,"date":"2023-08-23T18:16:37","date_gmt":"2023-08-23T21:16:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=33059"},"modified":"2023-08-23T18:17:05","modified_gmt":"2023-08-23T21:17:05","slug":"com-os-maiores-juros-do-planeta-metade-dos-brasileiros-nao-consegue-sair-da-serasa-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/08\/23\/com-os-maiores-juros-do-planeta-metade-dos-brasileiros-nao-consegue-sair-da-serasa-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Com os maiores juros do planeta, metade dos brasileiros n\u00e3o consegue sair da Serasa, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-heading\"><strong>Com taxa de 430% ao ano, o cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 apontado como o principal motivo da inadimpl\u00eancia, aponta Quaest<\/strong><\/p>\n<p>Com os juros mais elevados do planeta, metade dos brasileiros n\u00e3o conseguem sair do cadastro do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC) ou da Serasa, segundo dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (22).<\/p>\n<p>De acordo com pesquisa, 56% dos brasileiros j\u00e1 tiveram seus nomes negativados. Entre os mesmo pesquisados, 51% afirmaram que n\u00e3o conseguiram sair do cadastro negativo.<\/p>\n<p>O trabalho informa que a maior concentra\u00e7\u00e3o de pessoas que j\u00e1 foram negativados ganha at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos (58%) e de dois a cinco sal\u00e1rios (58%). O percentual de quem ganha acima de cinco sal\u00e1rios fica em uns percentuais abaixo (50%).<\/p>\n<p>Para a consultora financeira Renata Cavalheiro, h\u00e1 v\u00e1rios fatores para os n\u00fameros da inadimpl\u00eancia no Brasil. \u201cNos \u00faltimos anos tivemos uma alta na taxa b\u00e1sica de juros [Selic] e a escalada da infla\u00e7\u00e3o, consequentemente, o encarecimento de produtos, servi\u00e7os e do cr\u00e9dito\u201d, disse, em reportagem da Folha de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>\u201cFicaram mais caras para as fam\u00edlias as idas ao mercado e aumentou a necessidade da utiliza\u00e7\u00e3o de limites de cart\u00f5es de cr\u00e9dito, que, por sua vez, est\u00e3o com os juros mais altos, o que ocasionou uma queda assustadora no seu poder de compra e um c\u00edrculo vicioso\u201d, afirma a consultora.<\/p>\n<p>At\u00e9 julho, a Serasa registrou 71,41 milh\u00f5es de inadimplentes. Renata Cavalheiro diz que o valor m\u00e9dio das d\u00edvidas \u00e9 de R$ 4.000. \u201c\u00c0 primeira vista pode n\u00e3o parecer um valor alto, mas temos de lembrar que o sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 de R$ 1.320. Certamente essas fam\u00edlias ter\u00e3o dificuldades para honrar esses compromissos\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>O cart\u00e3o \u00e9 a maior causa de endividamento dos brasileiros, que vem recorrendo ao uso da modalidade de cr\u00e9dito para fazer frente \u00e0s despesas, inclusive de supermercados.<\/p>\n<p>O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao inv\u00e9s de colocar limite aos juros extorsivos que ultrapassam 430% ao ano, resolveu atacar o parcelamento sem juros no cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Em manifesto divulgado nesta quarta-feira (23), entidades do com\u00e9rcio, entre outros segmentos, afirmam que \u201co parcelamento sem juros \u00e9 a oportunidade de adquirir um produto ou servi\u00e7o em condi\u00e7\u00f5es que se encaixam melhor em seu or\u00e7amento, muitas vezes atendendo a necessidades urgentes\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, pessoas com ganhos de um a cinco sal\u00e1rios, ou mesmo acima disso, est\u00e3o comprometidas no mesmo n\u00edvel de d\u00edvidas. Os que ganham mais de cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos tem 37%, para os que ganham entre dois e cinco o percentual \u00e9 de 35% e, para os que ganham at\u00e9 dois sal\u00e1rios, 31%. Entre os que tem mais ganhos o endividamento \u00e9 maior.<\/p>\n<p>Outro recorte da pesquisa mostra que entre aqueles que ainda t\u00eam pend\u00eancias financeiras, 66% afirmaram ter muitas d\u00edvidas, 72% disseram enfrentar dificuldades para pag\u00e1-las.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>DESENROLA<\/strong><\/p>\n<p>O programa do governo federal para facilitar a sa\u00edda da negativa\u00e7\u00e3o j\u00e1 renegociou um total de 1,3 milh\u00e3o de d\u00edvidas correspondente a R$ 8,1 bilh\u00f5es, de acordo Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban). O programa Desenrola \u00e9 \u00fatil porque estimula uma comunica\u00e7\u00e3o direta e dirigida para solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para credores e devedores renegociarem as d\u00edvidas.<\/p>\n<p>A Quaest apontou que 37% das pessoas conseguiram quitar suas d\u00edvidas renegociando o valor com o banco. Outros 25% renegociaram para pagar com um prazo maior.<\/p>\n<p>A pesquisa sobre a situa\u00e7\u00e3o das pessoas negativadas e das condi\u00e7\u00f5es delas de quitarem ou renegociarem suas d\u00edvidas foi realizada presencialmente com 2.029 pessoas com 16 anos ou mais, de 10 a 14 de agosto.<\/p>\n<p>www.horadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com taxa de 430% ao ano, o cart\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e9 apontado como o principal motivo da inadimpl\u00eancia, aponta Quaest Com os juros mais elevados do planeta, metade dos brasileiros n\u00e3o conseguem sair do cadastro do Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC) ou da Serasa, segundo dados da pesquisa Quaest, divulgada nesta ter\u00e7a-feira (22). 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