{"id":33993,"date":"2023-10-25T15:50:41","date_gmt":"2023-10-25T18:50:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=33993"},"modified":"2023-10-25T15:50:41","modified_gmt":"2023-10-25T18:50:41","slug":"campanha-contra-o-odio-e-violencia-sofridos-por-mulheres-e-lancada-nesta-quarta-25","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/10\/25\/campanha-contra-o-odio-e-violencia-sofridos-por-mulheres-e-lancada-nesta-quarta-25\/","title":{"rendered":"Campanha contra o \u00f3dio e viol\u00eancia sofridos por mulheres \u00e9 lan\u00e7ada nesta quarta (25)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Campanha Brasil sem Misoginia, do Minist\u00e9rio das Mulheres, quer mobilizar a sociedade para o enfrentamento a todas as formas de viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o contra as mulheres<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros alarmantes de feminic\u00eddio no Brasil e as diversas formas de viol\u00eancias praticadas contra as mulheres, inclusive, no trabalho, levaram o Minist\u00e9rio das Mulheres a criar a campanha \u201cBrasil sem Misoginia\u201d, que ser\u00e1 lan\u00e7ada oficialmente, a partir das 15 horas, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Dados do F\u00f3rum de Seguran\u00e7a P\u00fablica mostram que em 2022, mais de 18 milh\u00f5es de mulheres foram v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica no Brasil. Nesse grupo, as mais agredidas por parceiros \u00edntimos s\u00e3o m\u00e3es. No primeiro semestre deste ano (janeiro a junho), o Monitor de Feminic\u00eddios no Brasil (MFB), registrou 862 feminic\u00eddios, sendo 599 consumados e 263 tentados.<\/p>\n<p>A viol\u00eancia contra as mulheres tamb\u00e9m se d\u00e1 no ambiente de trabalho, em que as mulheres ganham menos do que os homens, muitas vezes na mesma fun\u00e7\u00e3o.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/infografico\/2023\/infograficosMulheres2023.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dados do 3\u00ba trimestre de 2022<\/a>\u00a0da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua), do IBGE, revelam que o rendimento m\u00e9dio real mensal das mulheres ocupadas era de R$ 2.305 e dos homens R$ 2.909, o que corresponde a 21% a menos. Outra forma de viol\u00eancia no trabalho \u00e9 quando essas trabalhadoras se tornam m\u00e3es elas perdem o emprego, como mostrou um estudo da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas de 2017, de que metade das mulheres perde o emprego depois da licen\u00e7a maternidade.<\/p>\n<p>A campanha do Minist\u00e9rio das Mulheres pretende fazer um chamado a todos os setores brasileiros \u2013 governos, empresas, sociedade civil, ONGs, times de futebol e torcidas organizadas, universidades, grupos religiosos, entre outros &#8211; com o objetivo de estimular o debate sobre o tema no pa\u00eds e a execu\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es diversas de enfrentamento \u00e0 misoginia.<\/p>\n<p>Se queremos acabar com a viol\u00eancia no Brasil, precisamos enfrentar o \u00f3dio\u201d, disse a ministra das Mulheres, Cida Gon\u00e7alves, em entrevista a emissoras de r\u00e1dio durante o programa Bom Dia, Ministro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma iniciativa que a gente come\u00e7ou a estudar e pensar logo no in\u00edcio, quando tomamos posse no governo. Existe uma demanda. Aumentou o n\u00famero de feminic\u00eddios, de viol\u00eancia sexual, de todas as formas de viol\u00eancia. A gente foi estudar qual a grande causa desse aumento t\u00e3o disperso e diverso efetivamente. Chegamos \u00e0 conclus\u00e3o de que \u00e9 a misoginia, \u00e9 o \u00f3dio contra as mulheres. \u00c9 isso que leva a todas as formas de viol\u00eancia\u201d, afirmou a ministra.<\/p>\n<p><strong>Canais mis\u00f3ginos<\/strong><\/p>\n<p>A iniciativa deve envolver diversos setores \u2013 governos, empresas, sociedade civil, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (ONGs), times de futebol, torcidas organizadas, universidades e grupos religiosos, entre outros. Segundo a ministra, mais de 100 empresas devem assinar um termo de ades\u00e3o ao Brasil sem Misoginia. \u201cOnde pudermos chegar, para que possamos ter uma sociedade que se mobilize, que n\u00e3o aceite e que n\u00e3o tolere o \u00f3dio contra as mulheres\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA gente espera que elas [as empresas] tomem uma atitude. Temos mais de 80 canais, no YouTube principalmente, que propagam todos os dias o \u00f3dio contra as mulheres \u2013 35 desses canais s\u00e3o monetizados. O que esperamos das empresas? Que n\u00e3o monetizem, que n\u00e3o paguem esses canais para continuar fazendo o \u00f3dio. O \u00f3dio n\u00e3o d\u00e1 para ser financiado.\u201d<\/p>\n<p>\u201cOutra coisa: essas empresas t\u00eam comunica\u00e7\u00e3o, t\u00eam propaganda, milhares de trabalhadores. \u00c9 importante que a empresa chegue e diga \u2018Essa empresa n\u00e3o aceita misoginia, n\u00e3o trabalha com \u00f3dio\u2019. Isso fortalece o governo para fazer pol\u00edticas p\u00fablicas, fortalece o Congresso para pensar leis e avan\u00e7ar nesse processo. A ideia \u00e9 a gente acordar o povo brasileiro, homens e mulheres, porque n\u00e3o \u00e9 uma iniciativa s\u00f3 para as mulheres, \u00e9 para os homens tamb\u00e9m&#8221;, completou.<\/p>\n<p>O evento ser\u00e1 \u00e0s 15h no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Ulysses Guimar\u00e3es, em Bras\u00edlia, e recebe o apoio da Secretaria de Estado da Mulher do Governo do Distrito Federal, da Caixa Econ\u00f4mica Federal e da ONU Mulheres.<\/p>\n<p>www.cut.org.br\/ Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Campanha Brasil sem Misoginia, do Minist\u00e9rio das Mulheres, quer mobilizar a sociedade para o enfrentamento a todas as formas de viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o contra as mulheres Os n\u00fameros alarmantes de feminic\u00eddio no Brasil e as diversas formas de viol\u00eancias praticadas contra as mulheres, inclusive, no trabalho, levaram o Minist\u00e9rio das Mulheres a criar a campanha [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":33994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[48,243],"class_list":["post-33993","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-mulheres","tag-violencia-contra-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33993"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33993\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33995,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33993\/revisions\/33995"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/33994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}