{"id":34262,"date":"2023-11-08T18:09:10","date_gmt":"2023-11-08T21:09:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=34262"},"modified":"2023-11-08T18:09:30","modified_gmt":"2023-11-08T21:09:30","slug":"preco-da-cesta-basica-em-outubro-cai-em-12-das-17-capitais-pesquisadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2023\/11\/08\/preco-da-cesta-basica-em-outubro-cai-em-12-das-17-capitais-pesquisadas\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o da cesta b\u00e1sica em outubro cai em 12 das 17 capitais pesquisadas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Levantamento mensal \u00e9 feito pelo Dieese. No acumulado de 2023, pre\u00e7o da cesta teve redu\u00e7\u00e3o em 16 capitais<\/strong><\/p>\n<p>Em outubro de 2023, o valor do conjunto dos alimentos que comp\u00f5em a cesta b\u00e1sica ficou menor em 12 das 17 capitais em que o Departamento Intersindical de Estat\u00edsticas e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) realiza a sua Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos. Os dados foram divulgados nesta ter\u00e7a-feira (7).<\/p>\n<p>As quedas mais significativas foram apuradas em m Natal (-2,82%), Recife (-2,30%) e Bras\u00edlia (-2,18%). As maiores altas foram registradas em Fortaleza (1,32%), Campo Grande (1,08%), Goi\u00e2nia (0,81%), S\u00e3o Paulo (0,46%) e Rio de Janeiro (0,17%).<\/p>\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com o m\u00eas de outubro do ano passado (2022), a maior queda foi apurada em Bras\u00edlia (-7,34%), seguida de Campo Grande (-6,91%) e Goi\u00e2nia (-5,88%).<\/p>\n<p>J\u00e1 no acumulado dos 10 meses de 2023, o custo da cesta b\u00e1sica diminuiu em 16 munic\u00edpios, com taxas entre -11,12%, em Bras\u00edlia, e -0,38%, em Natal. A alta foi registrada em Aracaju (0,17%).<\/p>\n<p><strong>Cesta X Sal\u00e1rio<\/strong><\/p>\n<p>Com base no valor da cesta mais cara do pa\u00eds, que em outubro foi a de Porto Alegre, e levando em considera\u00e7\u00e3o a determina\u00e7\u00e3o constitucional que estabelece que o sal\u00e1rio m\u00ednimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da fam\u00edlia (quatro pessoas) com alimenta\u00e7\u00e3o, moradia, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, vestu\u00e1rio, higiene, transporte, lazer e previd\u00eancia, o DIEESE estima que o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo deveria ser de R$ 6.210,11, ou seja, 4,6 vezes o valor do atual m\u00ednimo (R$ 1.320,00).<\/p>\n<p>Em setembro, o valor necess\u00e1rio era de R$ 6.280,93 e correspondeu a 4,76 vezes o valor do sal\u00e1rio. J\u00e1 no ano passado, tamb\u00e9m no m\u00eas de outubro, o m\u00ednimo necess\u00e1rio era de R$ 6.458,86, ou seja, 5,33 vezes o valor vigente na \u00e9poca, que era de R$ 1.212,00.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao sal\u00e1rio m\u00ednimo l\u00edquido, ap\u00f3s o desconto de 7,5% da Previd\u00eancia Social, o valor da Cesta B\u00e1sica corresponde hoje a 60,45% da renda. Em setembro, o percentual era de 60,18%. Em outubro de 2022, o percentual era de 67,99% da renda l\u00edquida.<\/p>\n<p>Os dados revelam que ainda de que de forma t\u00edmida, o poder de compra do trabalhador vem se recuperando ao longo dos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p><strong>Cesta X tempo de trabalho<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa do Dieese levantou que o\u00a0<strong>tempo m\u00e9dio mensal<\/strong>\u00a0necess\u00e1rio de trabalho para atingir o valor da cesta b\u00e1sica foi de 107 horas e 17 minutos, tempo menor que as 108 horas e dois minutos em setembro deste ano. Em 2022, o trabalhador precisa completar uma jornada de 119 horas e 37 minutos para alcan\u00e7ar o valor da cesta.<\/p>\n<p><strong>Pre\u00e7os dos alimentos<\/strong><\/p>\n<p>A seguir, os principais destaques da pesquisa em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os de produtos que apresentaram varia\u00e7\u00f5es na cesta b\u00e1sica:<\/p>\n<p>&#8211; Leite integral: pre\u00e7o ficou mais barato em 15 capitais, com quedas de 6,9 % a (Curitiba-PR) a 0,51% (Porto Alegre-RS)<\/p>\n<p>&#8211; Feij\u00e3o carioquinha: pre\u00e7o diminuiu em todas as cidades pesquisadas, com varia\u00e7\u00f5es entre 9,46% (Bel\u00e9m-PA) e 1,35% (Jo\u00e3o Pessoa-PB).<\/p>\n<p>&#8211; Feij\u00e3o preto: esta variedade apresentou eleva\u00e7\u00e3o de 0,46% em Curitiba-PR a 3,53% em Vit\u00f3ria-ES<\/p>\n<p>&#8211; Tomate: pre\u00e7o do quilo caiu em 12 capitais com varia\u00e7\u00f5es de 19,5% (Natal-RN) a 2,71% (Porto Alegre-RS)<\/p>\n<p>&#8211; Batata: eleva\u00e7\u00e3o em todas as capitais. A maior delas, 30,7% foi apurada em campo Grande-MS. Por\u00e9m, em 12 meses, houve queda em todas as cidades, com m\u00e9dia de 15,6% de redu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; Arroz agulhinha: produto mais caro em todas as capitais, em outubro. As altas mais importantes ocorreram em Florian\u00f3polis-SC (9,25%), Bras\u00edlia-DF (7,35%) e no Rio de Janeiro-RJ (6,72%)<\/p>\n<p>&#8211; P\u00e3o franc\u00eas: pre\u00e7o do quilo aumentou em 13 capitais, a maior delas em Jo\u00e3o Pessoa-PB (2,74%). A maior redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, entre setembro e outubro, ocorreu em Porto Alegre (-2,03%).<\/p>\n<p>&#8211; A\u00e7\u00facar: eleva\u00e7\u00e3o em 11 cidades. O quilo do produto subiu entre 0,54% (Bras\u00edlia-DF) e 5,41% (Belho Horizonte-MG)<\/p>\n<p><strong>A pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A Pesquisa Nacional da Cesta B\u00e1sica de Alimentos (PNCBA) \u00e9 um levantamento cont\u00ednuo dos pre\u00e7os de um conjunto de produtos aliment\u00edcios considerados essenciais. A PNCBA foi implantada em S\u00e3o Paulo em 1959, a partir dos pre\u00e7os coletados para o c\u00e1lculo do \u00cdndice de Custo de Vida (ICV) e, ao longo dos anos, foi ampliada para outras capitais. Hoje, \u00e9 realizada em 17 Unidades da Federa\u00e7\u00e3o e permite a compara\u00e7\u00e3o de custos dos principais alimentos b\u00e1sicos consumidos pelos brasileiros.<\/p>\n<p>Os itens b\u00e1sicos pesquisados foram definidos pelo Decreto Lei n\u00ba 399, de 30 de abril de 1938, que regulamentou o sal\u00e1rio m\u00ednimo no Brasil e est\u00e1 vigente at\u00e9 os dias atuais. O Decreto determinou que a cesta de alimentos fosse composta por 13 produtos aliment\u00edcios em quantidades suficientes para garantir, durante um m\u00eas, o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta. Os bens e quantidades estipuladas foram diferenciados por regi\u00e3o, de acordo com os h\u00e1bitos alimentares locais.<\/p>\n<p>O banco de dados da PNCBA apresenta os pre\u00e7os m\u00e9dios, o valor do conjunto dos produtos e a jornada de trabalho que um trabalhador precisa cumprir, em todas as capitais, para adquirir a cesta. Os dados permitem a todos os segmentos da sociedade conhecer, estudar e refletir sobre o valor da alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no pa\u00eds.<\/p>\n<p>www.cut.org.br\/Reda\u00e7\u00e3o CUT\/Dieese<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento mensal \u00e9 feito pelo Dieese. 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