{"id":35022,"date":"2024-01-03T17:50:32","date_gmt":"2024-01-03T20:50:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=35022"},"modified":"2024-01-03T17:50:32","modified_gmt":"2024-01-03T20:50:32","slug":"dieese-novo-minimo-incrementa-economia-em-r-70-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/01\/03\/dieese-novo-minimo-incrementa-economia-em-r-70-bilhoes\/","title":{"rendered":"Dieese: novo m\u00ednimo incrementa economia em R$ 70 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por meio de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dieese.org.br\/notatecnica\/2023\/notaTec281salarioMinimo.pdf\">nota t\u00e9cnica<\/a>, divulgada na \u00faltima quarta-feira (27), o Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos) avaliou o impacto do reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo na economia. A entidade estima que 59,3 milh\u00f5es de pessoas t\u00eam rendimento referenciado no sal\u00e1rio m\u00ednimo, o que vai resultar em incremento da renda anual no montante de R$ 69,9 bilh\u00f5es.<\/strong><\/p>\n<p>A partir de 1\u00ba de janeiro, o sal\u00e1rio m\u00ednimo oficial do Brasil vai ser de R$ 1.412. Considerando a infla\u00e7\u00e3o medida pelo INPC (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor) para o per\u00edodo de maio &#8211; m\u00eas em que houve o \u00faltimo reajuste &#8211; a dezembro de 2023, o ganho real chegou a 5,77%, conforme calculou o Dieese.<\/p>\n<p>O aumento nominal de R$ 1.320 para 1.412 \u00e9 de 6,97%, enquanto o INPC est\u00e1 estimado em 1,14%, de maio a dezembro.<\/p>\n<p><strong>Ganhos e perda<\/strong><br \/>\nSe usado como refer\u00eancia o m\u00eas de janeiro de 2023, quando o sal\u00e1rio m\u00ednimo era de R$ 1.302, o ganho real seria de 4,69%, em raz\u00e3o do reajuste (1,38%) abaixo da infla\u00e7\u00e3o ocorrido entre janeiro e maio. A varia\u00e7\u00e3o do INPC foi de 2,42% no quadrimestre janeiro-abril. Diante disso, houve perda real de 1,01% no reajuste realizado em maio deste ano.<\/p>\n<p>\u201cEntretanto, o reajuste fixado para janeiro de 2024 mais do que compensa essa perda ocasional, resultando, como j\u00e1 dito, em ganho real de 5,77% em rela\u00e7\u00e3o a maio de 2023\u201d, avalia o Dieese na nota t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNo ano de 2002, o sal\u00e1rio m\u00ednimo ficou definido em R$ 200. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o, que trouxe aumento real em todos os anos de 2003 a 2016, o Dieese avalia que essa pol\u00edtica constitui 1 dos fatores mais importantes para o aumento da renda da popula\u00e7\u00e3o mais pobre e marca o sucesso da luta que promoveu grande acordo salarial na hist\u00f3ria do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA pol\u00edtica estabeleceu, ao mesmo tempo, uma regra est\u00e1vel, permanente e previs\u00edvel, promovendo a recupera\u00e7\u00e3o gradativa e diferida no tempo, com refer\u00eancia para os aumentos reais e est\u00edmulo ao crescimento da economia. A valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo induz \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do mercado consumidor interno e, em consequ\u00eancia, fortalece a economia brasileira\u201d, divulgou a entidade em nota t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>O Dieese avalia ainda que, ao elevar o piso nacional, a pol\u00edtica contribuiu para reduzir as desigualdades salariais entre homens e mulheres, negros e n\u00e3o negros, entre regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, teve impacto positivo sobre os reajustes dos pisos salariais das diversas categorias de trabalhadores e trabalhadoras.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2017, o reajuste ficou abaixo da infla\u00e7\u00e3o, acumulando perda real de 0,10% no per\u00edodo de 1 ano, com base no INPC. Em janeiro de 2018, a perda real acumulada foi de 0,25%.<\/p>\n<p><strong>Governo Bolsonaro<\/strong><br \/>\nEm 2019, o ganho real foi de 1,14%, ainda sob a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o adotada pelos governos Lula\/Dilma. Em 2020, a perda real foi de 0,36.<\/p>\n<p>Em 2021, o Dieese destaca que n\u00e3o houve incorpora\u00e7\u00e3o de qualquer ganho real, exceto por reflexo do pequeno arredondamento para o valor de R$ 1.100, que representou ganho de 0,01%.<\/p>\n<p>Para 2022, o ocorrido no ano anterior se repetiu, j\u00e1 que que o sal\u00e1rio m\u00ednimo teve ganho real de apenas 0,02%. J\u00e1 sob Lula, em janeiro de 2023, o aumento real foi de 1,41%.<\/p>\n<p><strong>Outros impactos<\/strong><br \/>\nPara cada R$ 1 de reajuste no sal\u00e1rio m\u00ednimo representar\u00e1 aumento de R$ 349,9 milh\u00f5es nas despesas do governo em 2024, diz Relat\u00f3rio de Riscos Fiscais da Uni\u00e3o publicado na \u00faltima sexta-feira, pelo Tesouro Nacional. O documento, que \u00e9 anual, tamb\u00e9m aponta para o peso da infla\u00e7\u00e3o medida pelo INPC, que afeta o reajuste da maioria dos benef\u00edcios.<\/p>\n<p>\u201cCada real de aumento no sal\u00e1rio m\u00ednimo gera um incremento, em 2024, de R$ 394,9 milh\u00f5es ao ano nas despesas do Governo Central e um aumento de R$ 6,3 milh\u00f5es na arrecada\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, resultando em redu\u00e7\u00e3o l\u00edquida de R$ 388,6 milh\u00f5es no resultado do Governo Central de 2024\u201d, est\u00e1 escrito no documento.<\/p>\n<p><strong>Indexador para contas p\u00fablicas<\/strong><br \/>\nEm rela\u00e7\u00e3o ao INPC, o relat\u00f3rio do Tesouro aponta que esse \u00e9 o indicador que afeta o reajuste de n\u00famero maior de benefici\u00e1rios e em 2024 isso deve gerar acr\u00e9scimo de R$ 1,007 bilh\u00e3o nas despesas do Governo Central e eleva\u00e7\u00e3o de R$ 8,4 milh\u00f5es na arrecada\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como resultado, haver\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o l\u00edquida de R$ 999 milh\u00f5es no resultado do Governo Central de 2024.<\/p>\n<p>O sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 indexador para as contas p\u00fablicas, porque a eleva\u00e7\u00e3o automaticamente aumenta os custos da Previd\u00eancia Social e de alguns benef\u00edcios assistenciais e trabalhistas.<\/p>\n<p>Para 2024, o aumento de R$ 1 no sal\u00e1rio m\u00ednimo ter\u00e1 impacto l\u00edquido de R$ 262,9 milh\u00f5es na despesa do INSS, de R$ 70,5 milh\u00f5es nos benef\u00edcios assistenciais, como o BPC (Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada), e de R$ 55,2 milh\u00f5es nos benef\u00edcios do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), como o seguro-desemprego e abono salarial.<\/p>\n<p>www.diap.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por meio de\u00a0nota t\u00e9cnica, divulgada na \u00faltima quarta-feira (27), o Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos) avaliou o impacto do reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo na economia. 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