{"id":35494,"date":"2024-02-05T17:47:46","date_gmt":"2024-02-05T20:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=35494"},"modified":"2024-02-05T17:47:46","modified_gmt":"2024-02-05T20:47:46","slug":"macdonalds-coca-cola-e-walmart-usam-trabalho-escravo-de-presos-norte-americanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/02\/05\/macdonalds-coca-cola-e-walmart-usam-trabalho-escravo-de-presos-norte-americanos\/","title":{"rendered":"MacDonald\u2019s, Coca-cola e Walmart usam trabalho escravo de presos norte-americanos"},"content":{"rendered":"<p><strong>Den\u00fancia consta de estudo da ag\u00eancia Associated Press<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho escravo, for\u00e7ado e n\u00e3o remunerado, em fazendas penitenci\u00e1rias dos Estados Unidos \u00e9 usado por empresas como McDonald\u2019s, Walmart e Coca-Cola, revelou investiga\u00e7\u00e3o da Associated Press.<\/p>\n<p>Os detentos, em sua maioria negros, s\u00e3o obrigados a trabalhar sob vigia constante e sem direitos ou condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas. Eles tamb\u00e9m n\u00e3o podem reclamar, sob risco de serem colocados em cela solit\u00e1ria e perder sua liberdade condicional. Quando h\u00e1 sal\u00e1rio, ele varia entre US$ 0,02 e US$ 0,40 por hora.<\/p>\n<p>Um dos casos investigado pela The Associated Press \u00e9 o da Penitenci\u00e1ria Estadual da Louisiana, tamb\u00e9m chamada de \u201cAngola\u201d por ter sido constru\u00edda em uma antiga fazenda que utilizava trabalho escravo.<\/p>\n<p>Calvin Thomas, que esteve por 17 anos neste pres\u00eddio, disse que \u201cvoc\u00ea n\u00e3o pode chamar isso de nenhuma outra coisa. \u00c9 apenas escravid\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe ele [guarda] atirar para o alto porque voc\u00ea ultrapassou essa linha, isso significa que voc\u00ea ser\u00e1 trancado e ter\u00e1 que pagar pela bala que ele disparou\u201d.<\/p>\n<p>Outro ex-detento em \u201cAngola\u201d, Willie Ingram, conta que viu pessoas trabalhando sob forte calor e sem acesso \u00e0 \u00e1gua. Em caso de protesto, os policiais penitenci\u00e1rios partiam para a viol\u00eancia contra os detentos.<\/p>\n<p>A Penitenci\u00e1ria Estadual da Louisiana hoje \u201cabriga cerca de 3.800 homens atr\u00e1s de seus muros de arame farpado, cerca de 65% deles negros\u201d, segundo a AP. Eles trabalham, inicialmente de gra\u00e7a, criando gado.<\/p>\n<p>\u201cCaminh\u00f5es sem identifica\u00e7\u00e3o, cheios de gado criado na pris\u00e3o, saem da Penitenci\u00e1ria Estadual da Louisiana, onde os homens s\u00e3o condenados a trabalhos for\u00e7ados e for\u00e7ados a trabalhar, por centavos por hora ou, \u00e0s vezes, por nada\u201d, identificou a reportagem da AP.<\/p>\n<p>As vacas s\u00e3o vendidas no mercado local e depois encaminhadas para um matadouro no Texas. A carne \u00e9 depois utilizada em redes como McDonald\u2019s, Walmart e Cargill.<\/p>\n<p>Outras penitenci\u00e1rias obrigam os detentos a produzir cereais e farinhas, que depois s\u00e3o utilizadas at\u00e9 pela Coca-Cola. Os produtos vindos do trabalho for\u00e7ado \u201cest\u00e3o nas prateleiras de praticamente todos os supermercados do pa\u00eds, incluindo Kroger, Target, Aldi e Whole Foods\u201d.<\/p>\n<p>\u201cOs gigantescos comerciantes de commodities que s\u00e3o essenciais para alimentar o mundo, como Cargill, Bunge, Louis Dreyfus, Archer Daniels Midland e Consolidated Grain and Barge \u2013 que juntas registram receitas anuais de mais de US$ 400 bilh\u00f5es \u2013 arrecadaram nos \u00faltimos anos milh\u00f5es de d\u00f3lares em soja, milho e trigo direto das pris\u00f5es, que competem com os agricultores locais\u201d, assinalou a AP.<\/p>\n<p>\u201cAs maiores opera\u00e7\u00f5es [de fazendas penitenci\u00e1rias] continuam no sul e as colheitas s\u00e3o feitas em uma s\u00e9rie de antigas fazendas escravistas, incluindo no Arkansas, Texas e na not\u00f3ria Fazenda Parchman, no Mississipi. Esses estados, juntamente com Fl\u00f3rida, Alabama, Carolina do Sul e Ge\u00f3rgia, n\u00e3o pagam nada pela maioria dos tipos de trabalho\u201d, assinala o jornal.<\/p>\n<p>A Fazenda Parchman \u00e9 famosa por ser citada em um blues de 1937, composta por Bukka White, que relata o trabalho for\u00e7ado na Penitenci\u00e1ria Estadual do Mississipi.<\/p>\n<p>www.horadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Den\u00fancia consta de estudo da ag\u00eancia Associated Press O trabalho escravo, for\u00e7ado e n\u00e3o remunerado, em fazendas penitenci\u00e1rias dos Estados Unidos \u00e9 usado por empresas como McDonald\u2019s, Walmart e Coca-Cola, revelou investiga\u00e7\u00e3o da Associated Press. Os detentos, em sua maioria negros, s\u00e3o obrigados a trabalhar sob vigia constante e sem direitos ou condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas. 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