{"id":35821,"date":"2024-03-06T18:05:06","date_gmt":"2024-03-06T21:05:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=35821"},"modified":"2024-03-06T18:05:06","modified_gmt":"2024-03-06T21:05:06","slug":"desigualdade-salarial-entre-generos-diminui-mas-avanco-esta-longe-do-ideal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/03\/06\/desigualdade-salarial-entre-generos-diminui-mas-avanco-esta-longe-do-ideal\/","title":{"rendered":"Desigualdade salarial entre g\u00eaneros diminui, mas avan\u00e7o est\u00e1 longe do ideal"},"content":{"rendered":"<p><strong>A diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres diminuiu nos \u00faltimos dez anos. \u00c9 o que mostra o levantamento Mulheres no Mercado de Trabalho, realizado pela CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria), com base nos dados da PNAD Cont\u00ednua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/strong><\/p>\n<p>A paridade de g\u00eanero \u00e9 medida em uma escala de 0 a 100. Quanto mais pr\u00f3ximo de 100, maior a equidade entre homens e mulheres. No per\u00edodo analisado, o \u00edndice teve uma evolu\u00e7\u00e3o de 6,7 pontos \u2013 de 72, em 2014, para 78,7 em 2023.<\/p>\n<p>Para Celina Ar\u00eaas, secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), qualquer avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s disparidades de g\u00eanero no mercado de trabalho \u00e9 importante. Mas ela pondera: \u201cO resultado da pesquisa n\u00e3o nos satisfaz\u201d. Para ela, a equidade de g\u00eanero, com sal\u00e1rio igual para exerc\u00edcio da mesma fun\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial. \u201cInfelizmente isso n\u00e3o \u00e9 realidade em nenhuma categoria\u201d, analisou Celina.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do \u00edndice de paridade, o levantamento mostra que as mulheres est\u00e3o \u00e0 frente de mais cargos de lideran\u00e7a (35,7% em 2014 e 39,1%, em 2023) e t\u00eam em m\u00e9dia mais escolaridade (12 anos de estudo, contra 10,7 dos homens). O \u00edndice de empregabilidade tamb\u00e9m apresentou crescimento, passando de 62,6 para 66,6 no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que se cumpra a lei para que possamos avan\u00e7ar mais rapidamente\u201d, afirma Celina. Ela faz refer\u00eancia \u00e0 Lei 14.611 de 2023, que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres.<\/p>\n<p>O Plano Nacional de Igualdade Salarial e Laboral entre Mulheres e Homens, que regulamenta a lei, foi aprovado no dia 20 de fevereiro no GTI (Grupo de Trabalho Interministerial) que estuda a redu\u00e7\u00e3o das distor\u00e7\u00f5es salariais de g\u00eanero no Brasil. Segundo Celina, as empresas t\u00eam at\u00e9 o dia 8 de mar\u00e7o para apresentar ao Minist\u00e9rio do Trabalho o levantamento de sal\u00e1rios e justificativas necess\u00e1rias para poss\u00edveis disparidades.<\/p>\n<p><strong>Trabalho dom\u00e9stico<\/strong><\/p>\n<p>A PNAD Cont\u00ednua tamb\u00e9m traz dados relativos \u00e0 jornada de trabalho reprodutiva, que envolve atividades dom\u00e9sticas e de cuidado. O tempo gasto nessas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 maior entre as mulheres \u2013 mesmo que ativas no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>No caso das mulheres ocupadas, elas exercem 6,8 horas a mais de trabalho dom\u00e9stico do que os homens por semana (17,8 para mulheres e 11 para homens). Entre os desocupados, a diferen\u00e7a sobe para 11,1 horas por semana (24,5 para mulheres e 13,4 para homens).<\/p>\n<p>Para Val\u00e9ria Morato, presidenta da CTB Minas, o trabalho dom\u00e9stico ainda \u00e9 uma atribui\u00e7\u00e3o das mulheres, quando deveria ser dividido entre os respons\u00e1veis pela fam\u00edlia. \u201cAs mulheres acabam cumprindo uma jornada tripla, extremamente exaustiva. Mesmo trabalhando fora, s\u00e3o respons\u00e1veis pelo cuidado com a casa e com filhos e idosos\u201d, disse.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 trabalho n\u00e3o remunerado, s\u00e3o dezenas de horas trabalhadas por m\u00eas que n\u00e3o contam nem para a aposentadoria dessas mulheres\u201d. A sindicalista afirma que a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas cultural, mas de aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas: \u201cO trabalho da mulher acaba por substituir uma fun\u00e7\u00e3o que deveria ser do Estado, causando ainda mais sobrecarga a um grupo que j\u00e1 n\u00e3o tem a plenitude dos seus direitos garantidos\u201d, finalizou Val\u00e9ria.<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/Andressa Schpallir<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres diminuiu nos \u00faltimos dez anos. \u00c9 o que mostra o levantamento Mulheres no Mercado de Trabalho, realizado pela CNI (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria), com base nos dados da PNAD Cont\u00ednua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica). 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