{"id":36634,"date":"2024-05-13T17:28:18","date_gmt":"2024-05-13T20:28:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=36634"},"modified":"2024-05-13T17:30:23","modified_gmt":"2024-05-13T20:30:23","slug":"sindicalistas-cobram-medidas-para-proteger-os-trabalhadores-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/05\/13\/sindicalistas-cobram-medidas-para-proteger-os-trabalhadores-no-rs\/","title":{"rendered":"Sindicalistas cobram medidas para proteger os trabalhadores no RS"},"content":{"rendered":"<p><strong>Governador Eduardo Leite afirmou que o custo da reconstru\u00e7\u00e3o do estado ser\u00e1 de ao menos R$ 19 bilh\u00f5es. Dada a crescente fragilidade do estado, governo Lula ter\u00e1 papel central no p\u00f3s-enchente<\/strong><\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul est\u00e1 \u00e0s voltas com a trag\u00e9dia mais sombria de sua hist\u00f3ria. As cheias que assolam o estado desde o final de abril j\u00e1 devastam a economia ga\u00facha, especialmente a agropecu\u00e1ria. Os impactos de curto e m\u00e9dio prazo v\u00e3o da infla\u00e7\u00e3o \u00e0 recess\u00e3o, passando por desemprego e aumento da mis\u00e9ria.<\/p>\n<p>Conforme a Fiergs (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio Grande do Sul), 80% da atividade econ\u00f4mica no estado foi atingida. A Fecom\u00e9rcio-RS (Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens e de Servi\u00e7os do Estado do Rio Grande do Sul) projeta danos patrimoniais \u00e0s fam\u00edlias de at\u00e9 R$ 2,3 bilh\u00f5es. Todos os n\u00fameros tendem a piorar nas pr\u00f3ximas semanas.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio de Miranda, um dos l\u00edderes dos trabalhadores rurais no estado e atual secret\u00e1rio nacional de Finan\u00e7as da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), define os preju\u00edzos como \u201cimensos e incalcul\u00e1veis\u201d. Como alguns rios devem demorar mais de um m\u00eas para retornar a seus n\u00edveis hist\u00f3ricos, a volta \u00e0 normalidade est\u00e1 distante. \u201cNa medida em que as \u00e1guas forem baixando, teremos melhores condi\u00e7\u00f5es de avaliar os preju\u00edzos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u00c9 certo, por\u00e9m, que a crise foi generalizada. \u201cA trag\u00e9dia vai afetar todos os segmentos da sociedade \u2013 do grande ao pequeno e m\u00e9dio empres\u00e1rio, dos grandes, pequenos e m\u00e9dios agricultores. Os trabalhadores, de modo geral, sejam eles rurais ou urbanos, ser\u00e3o muito prejudicados, porque muitos ficar\u00e3o sem emprego\u201d, declara o sindicalista.<\/p>\n<p>Ex-dirigente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e da Contag (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), o sindicalista diz que as perdas ir\u00e3o al\u00e9m do emprego. \u201cNo caso espec\u00edfico da agricultura familiar, s\u00e3o centenas e centenas \u2013 talvez milhares \u2013 de agricultores que perderam as suas casas, perderam toda a infraestrutura e instala\u00e7\u00f5es, perderam animais, perderam produ\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Os trabalhadores da ind\u00fastria tampouco est\u00e3o imunes a riscos. Nesta semana, viralizou um v\u00eddeo do presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos de Caxias do Sul (RS), Assis Melo, que denunciava manobras dos empres\u00e1rios locais para retirar direitos e piorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho. A data-base da categoria \u2013 que est\u00e1 em campanha salarial \u2013 \u00e9 1\u00ba de junho.<\/p>\n<p>\u201cA solidariedade \u00e9 a nossa bandeira. Mas nos estranha a atitude patronal de, mais uma vez, tentar impor aos trabalhadores mais sacrif\u00edcios\u201d, declarou Assis no v\u00eddeo. \u201c\u00c9 uma tentativa de surrupiar direitos dos trabalhadores. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 acordo nisso.\u201d<\/p>\n<p>A serra ga\u00facha foi uma das regi\u00f5es mais afetadas na enchente. Desde os primeiros dias, a entidade liderada por Assis apoiou a\u00e7\u00f5es de solidariedade e apoio, sendo um ponto de coleta de doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cV\u00e1rias cidades do nosso estado praticamente foram dizimadas, assim como empresas e hospitais. Com isso se perde emprego e, \u00e0s vezes, se perde a perspectiva\u201d, declarou Assis ao\u00a0<strong>Vermelho<\/strong>. \u201cSer\u00e1 uma luta de reconstru\u00e7\u00e3o do estado em todas as frentes. A solidariedade precisa ser continuada, em todos os cantos do nosso estado e \u2013 por que n\u00e3o dizer? \u2013 do nosso pa\u00eds, para poder restaurar o m\u00ednimo de dignidade\u201d.<\/p>\n<p>O sindicalista tamb\u00e9m preside a Fitmetal (Federa\u00e7\u00e3o Interestadual de Metal\u00fargicos e Metal\u00fargicas do Brasil). A seu ver, diante da iminente explos\u00e3o do desemprego no Rio Grande Sul, os governos federal e estadual, articulados com as prefeituras, precisam planejar, rapidamente, \u201ca\u00e7\u00f5es emergenciais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o necess\u00e1rias medidas de frentes de trabalho, contratos emergenciais tamb\u00e9m, para que as pessoas possam ter o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es de continuar vivendo pelos pr\u00f3ximos anos. Isso requer do Poder P\u00fablico uma atitude bastante ousada e dedicada para buscar solu\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Da mesma maneira, Assis defende novos modelos de planejamento urbano, j\u00e1 que a trag\u00e9dia foi especialmente agravada pelo descaso e pela neglig\u00eancia tanto de governos quanto da iniciativa privada. \u201c\u00c9 preciso repensar as cidades e as quest\u00f5es clim\u00e1ticas. Em meio a toda a trag\u00e9dia, \u00e9 preciso enxergar futuro e melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para o nosso povo.\u201d<\/p>\n<p>Sua opini\u00e3o \u00e9 compartilhada por S\u00e9rgio de Miranda. \u201cA Fetag e a Contag, que representam a agricultura familiar, j\u00e1 est\u00e3o tratando junto ao governo federal e ao governo estadual para que medidas sejam tomadas\u201d, aponta. \u201cAlgumas j\u00e1 foram anunciadas, como a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de pagamento das d\u00edvidas e um plano de empr\u00e9stimo emergencial.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, \u201co grande desafio agora \u00e9 reconstruir e recuperar o que foi perdido, garantir condi\u00e7\u00f5es para aqueles que ficarem sem colheita, sem receita, sem casa. Eles precisam se manter, se sustentar\u201d. J\u00e1 os passos seguintes t\u00eam de levar em conta preocupa\u00e7\u00f5es como a constru\u00e7\u00e3o de casas e a recupera\u00e7\u00e3o de solos \u201cque foram completamente degradados\u201d.<\/p>\n<p>Dada a crescente fragilidade do estado, o governo Lula ter\u00e1 papel central no p\u00f3s-enchente. Embora seja uma das regi\u00f5es mais ricas do Pa\u00eds, o Rio Grande do Sul j\u00e1 estava prestes a colapsar antes mesmo da trag\u00e9dia. A d\u00edvida do estado com a Uni\u00e3o, estimada em R$ 100 bilh\u00f5es, corresponde a quase 200% de sua receita corrente l\u00edquida. A economia ga\u00facha \u00e9 respons\u00e1vel por 6,5% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, mas responde igualmente por 14% das d\u00edvidas estaduais com a Uni\u00e3o \u2013 o maior patamar entre todas as unidades federativas.<\/p>\n<p>Na quinta-feira (9), o governador Eduardo Leite (PSDB-RS) afirmou que o custo da reconstru\u00e7\u00e3o do estado ser\u00e1 de ao menos R$ 19 bilh\u00f5es. O setor mais atingido foi o habitacional. Al\u00e9m das 143 pessoas mortas, 125 desaparecidas e 806 feridas, a Defesa Civil estadual contabiliza, at\u00e9 este domingo (10), 537,3 mil desalojados e 81,1 mil desabrigados.<\/p>\n<p>www.vermelho.org.br\/Andr\u00e9 Cintra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governador Eduardo Leite afirmou que o custo da reconstru\u00e7\u00e3o do estado ser\u00e1 de ao menos R$ 19 bilh\u00f5es. Dada a crescente fragilidade do estado, governo Lula ter\u00e1 papel central no p\u00f3s-enchente O Rio Grande do Sul est\u00e1 \u00e0s voltas com a trag\u00e9dia mais sombria de sua hist\u00f3ria. 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