{"id":36881,"date":"2024-06-03T17:06:09","date_gmt":"2024-06-03T20:06:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=36881"},"modified":"2024-06-03T17:06:09","modified_gmt":"2024-06-03T20:06:09","slug":"54-milhoes-de-jovens-nao-estudam-nao-trabalham-e-nem-procuram-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/06\/03\/54-milhoes-de-jovens-nao-estudam-nao-trabalham-e-nem-procuram-emprego\/","title":{"rendered":"5,4 milh\u00f5es de jovens n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham e nem procuram emprego"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-heading\"><strong>Os chamados \u201cnem-nem\u201d cresceram no primeiro trimestre deste ano, segundo estudos do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego.\u00a0Dados apontam que, entre os jovens ocupados de 14 a 24 anos, 6,3 milh\u00f5es (45%) est\u00e3o na informalidade<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, cerca de 8,6 milh\u00f5es de jovens nem estudavam e nem trabalhavam no primeiro trimestre de 2024, segundo um levantamento feito pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), divulgado nesta ter\u00e7a-feira (28). No primeiro trimestre de 2023, eram 4 milh\u00f5es de jovens que n\u00e3o estudavam, n\u00e3o trabalhavam\u00a0e nem procuravam emprego.<\/p>\n<p>O resultado corresponde \u00e0 soma do n\u00famero de jovens de 14 a 24 anos que n\u00e3o estudam e nem trabalham, mas est\u00e3o \u00e0 procura de emprego (3,2 milh\u00f5es) com a parcela de jovens que n\u00e3o estudam, n\u00e3o trabalham e tampouco est\u00e3o \u00e0 procura de emprego \u2013 um contingente estimado em 5,4 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds.<\/p>\n<div id=\"horad-1166364815\" class=\"horad-conteudo\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>Os adolescentes e jovens correspondem a 17% da popula\u00e7\u00e3o brasileira, ou 34 milh\u00f5es de pessoas. Sendo que 39% est\u00e3o vivendo na regi\u00e3o Sudeste do pa\u00eds \u2013 metade em SP. Outros 25% est\u00e3o no Nordeste; 13% no Sul; 13% no Centro Oeste e 10% no Norte.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, s\u00e3o 14 milh\u00f5es de jovens exercendo algum tipo de ocupa\u00e7\u00e3o: 12% dos adolescentes de 15 a 17 anos estuda e trabalha e 2% s\u00f3 trabalha; 15% dos jovens de 18 a 24 anos estuda e trabalha e 41% s\u00f3 trabalha.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-295766\" src=\"https:\/\/horadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/MTE.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 645px) 100vw, 645px\" srcset=\"https:\/\/horadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/MTE.jpg 645w, https:\/\/horadopovo.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/MTE-300x186.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"645\" height=\"400\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Considerando as ocupa\u00e7\u00f5es, o estudo aponta que 12% dos jovens ocupados, ou 2 milh\u00f5es de pessoas, tinham ocupa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, nas atividades culturais ou da inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00f5es, com menor informalidade (37%).<\/p>\n<p>\u201cA informalidade no mercado de trabalho alcan\u00e7a 40% dos ocupados, mas 45% (6,3 milh\u00f5es) para o grupo de 14 a 24 anos\u201d, diz um trecho do documento.<\/p>\n<p>S\u00e3o 6,3 milh\u00f5es de jovens exercendo atividade de trabalho sem direitos trabalhistas \u2013 que, na sua maioria, constituem empregos de baixa qualidade, prec\u00e1rios e de jornadas excessivas, com remunera\u00e7\u00f5es miser\u00e1veis.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, do total de jovens ocupados, apenas 12% ou cerca de 2 milh\u00f5es de jovens atuavam \u201cem ocupa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, nas atividades culturais ou da inform\u00e1tica e comunica\u00e7\u00f5es), com menor informalidade (37%)\u201d, diz o documento.<\/p>\n<p>O estudo foi apresentado pela subsecret\u00e1ria de Estat\u00edsticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, no evento de \u201cEmpregabilidade Jovem\u201d do Centro de Integra\u00e7\u00e3o Empresa-Escola (CIEE), em S\u00e3o Paulo (SP).<\/p>\n<p>\u201cLidamos com uma informalidade muito grande no mercado brasileiro. Trabalhados como controle e abastecimento de estoque, escritur\u00e1rio geral, repositor, caixa, recepcionista, s\u00e3o fun\u00e7\u00f5es informais que pesam praticamente em 90% das ocupa\u00e7\u00f5es dos jovens\u201d, disse Montagner.<\/p>\n<p>A\u00a0subsecretaria destacou, ainda, que o crescimento do contingente de jovens \u201cnem-nem\u201d se deu por v\u00e1rios fatores, que atingem, principalmente, as mulheres, que representam 60% do total desse p\u00fablico, e negros (68%).<\/p>\n<p>\u201cPara quem n\u00e3o estuda, n\u00e3o trabalha, n\u00e3o procura um trabalho, ou seja, est\u00e1 enclausurado dentro de casa, precisamos dar visibiliza\u00e7\u00e3o para projetos que v\u00e3o al\u00e9m daquilo que \u00e9 poss\u00edvel, projetos que olhem para o futuro\u201d, completou.<\/p>\n<p>www.horadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os chamados \u201cnem-nem\u201d cresceram no primeiro trimestre deste ano, segundo estudos do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego.\u00a0Dados apontam que, entre os jovens ocupados de 14 a 24 anos, 6,3 milh\u00f5es (45%) est\u00e3o na informalidade No Brasil, cerca de 8,6 milh\u00f5es de jovens nem estudavam e nem trabalhavam no primeiro trimestre de 2024, segundo um levantamento [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36882,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[1208],"class_list":["post-36881","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-jovens-nem-nem"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36881","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36881"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36881\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36883,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36881\/revisions\/36883"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36881"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36881"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36881"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}