{"id":36964,"date":"2024-06-10T16:30:19","date_gmt":"2024-06-10T19:30:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=36964"},"modified":"2024-06-10T16:30:19","modified_gmt":"2024-06-10T19:30:19","slug":"no-labirinto-resgatado-tres-vezes-da-escravidao-atua-para-evitar-novas-vitimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/06\/10\/no-labirinto-resgatado-tres-vezes-da-escravidao-atua-para-evitar-novas-vitimas\/","title":{"rendered":"No Labirinto: resgatado tr\u00eas vezes da escravid\u00e3o atua para evitar novas v\u00edtimas"},"content":{"rendered":"<p><strong>O quinto epis\u00f3dio do podcast No Labirinto conta a hist\u00f3ria de um trabalhador rural que, ap\u00f3s ser resgatado tr\u00eas vezes por fiscais do governo federal, virou agente comunit\u00e1rio no Maranh\u00e3o para evitar que outras pessoas se tornassem v\u00edtimas desse crime<\/strong><\/p>\n<p><strong>O MARANHENSE<\/strong>\u00a0Marinaldo Soares Santos, 51, n\u00e3o sabia que estava sendo escravizado quando fiscais do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) realizaram uma opera\u00e7\u00e3o de resgate em uma fazenda no munic\u00edpio de Santa Luzia (MA), em 2007.<\/p>\n<p>Ele e os colegas enfrentavam jornadas exaustivas, bebiam \u00e1gua suja com fezes de animais, comiam apenas farinha e feij\u00e3o uma vez ao dia, e n\u00e3o recebiam sal\u00e1rio. Al\u00e9m disso, eram mantidos sob vigil\u00e2ncia constante e amea\u00e7ados pelo encarregado da fazenda. \u201cO cara disse que se algu\u00e9m denunciasse, n\u00e3o ia sair ningu\u00e9m vivo dali\u201d, relembra Santos.<\/p>\n<p>Mas essa n\u00e3o foi a \u00fanica passagem de Santos pelo ciclo do trabalho escravo. Em 2009, no sul do Par\u00e1, e em 2010, tamb\u00e9m no Maranh\u00e3o, Santos seria novamente encontrado em condi\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o e resgatado por fiscais do governo federal.<\/p>\n<p>O quinto epis\u00f3dio de No Labirinto \u2013 produ\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Batente, a central de podcast da\u00a0<strong>Rep\u00f3rter Brasil<\/strong>\u00a0\u2013 investiga os motivos que levam trabalhadores a ca\u00edrem mais de uma vez no ciclo do trabalho escravo.<\/p>\n<p>\u201cEle sempre voltava na esperan\u00e7a de que n\u00e3o iria acontecer de novo, mas acontecia, n\u00e9?\u201d, conta Janiely, filha mais velha de Santos. Desde pequena, ela lidava com a aus\u00eancia do pai, que passava meses fora de casa, sem saber seu paradeiro, muito menos quando voltaria.<\/p>\n<p>O trabalho escravo ainda \u00e9 comum entre trabalhadores rurais. Mas raramente eles s\u00e3o resgatados mais de uma vez pelas autoridades competentes, como aconteceu com Santos.<\/p>\n<p>De acordo com o Observat\u00f3rio Digital do Trabalho Escravo no Brasil, apenas 1,73% dos 35.341 trabalhadores resgatados da escravid\u00e3o no pa\u00eds entre 2003 e 2017 foram mais de uma vez v\u00edtimas desse crime. Nesse per\u00edodo, 613 trabalhadores foram resgatados pelo menos duas vezes, 22 foram resgatados tr\u00eas vezes e quatro foram resgatados quatro vezes.<\/p>\n<p>\u201cA gente compreende o quanto esse crime lacera a pessoa, o ser humano, porque tira a sua humanidade e faz com que ele n\u00e3o se reconhe\u00e7a como um ser de direito\u201d, afirma Yonna Luma, do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humano Carmen Bascar\u00e1n, em A\u00e7ail\u00e2ndia (MA). A organiza\u00e7\u00e3o atua na assist\u00eancia a v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Desde o \u00faltimo resgate, quase 15 anos atr\u00e1s, Santos passou a atuar como lideran\u00e7a comunit\u00e1ria, conscientizando trabalhadores sobre seus direitos. \u201cNo Centro de Defesa, me formei agente da cidadania e tenho satisfa\u00e7\u00e3o em fazer parte desse grupo. Estou aqui, preparado para lutar para que ningu\u00e9m mais seja escravizado\u201d, afirma Santos.<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: No Labirinto #05 - Precisa\u0303o: resgatado da escravid\u00e3o tr\u00eas vezes age para evitar novas v\u00edtimas\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3sDiaN5UX5oPmx9aWfz2TA?si=6e22d736fe694219&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p>www.reporterbrasil.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O quinto epis\u00f3dio do podcast No Labirinto conta a hist\u00f3ria de um trabalhador rural que, ap\u00f3s ser resgatado tr\u00eas vezes por fiscais do governo federal, virou agente comunit\u00e1rio no Maranh\u00e3o para evitar que outras pessoas se tornassem v\u00edtimas desse crime O MARANHENSE\u00a0Marinaldo Soares Santos, 51, n\u00e3o sabia que estava sendo escravizado quando fiscais do Minist\u00e9rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":36965,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[183],"class_list":["post-36964","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-combate-ao-trabalho-escravo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36964","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36964"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36964\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":36966,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36964\/revisions\/36966"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36965"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36964"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36964"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36964"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}