{"id":37399,"date":"2024-07-17T17:49:58","date_gmt":"2024-07-17T20:49:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=37399"},"modified":"2024-07-17T17:49:58","modified_gmt":"2024-07-17T20:49:58","slug":"7-em-cada-10-trabalhadores-autonomos-preferem-ter-a-carteira-assinada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/07\/17\/7-em-cada-10-trabalhadores-autonomos-preferem-ter-a-carteira-assinada\/","title":{"rendered":"7 em cada 10 trabalhadores aut\u00f4nomos preferem ter a carteira assinada"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-heading\"><strong>De acordo com o IBGE, cerca de 40 milh\u00f5es de trabalhadores est\u00e3o no trabalho prec\u00e1rio, sem direitos trabalhistas<\/strong><\/p>\n<p>No primeiro trimestre deste ano, 67,7% dos trabalhadores aut\u00f4nomos do pa\u00eds queriam trabalhar com carteira assinada, \u00e9 o que aponta um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV).<\/p>\n<p>Isso significa que 7 em cada 10 trabalhadores por conta pr\u00f3pria desejam migrar para o trabalho formal, com garantia de prote\u00e7\u00e3o e direitos.<\/p>\n<div id=\"horad-873345831\" class=\"horad-conteudo\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>A carteira assinada \u00e9 almejada mesmo entre os formalizados com CNPJ (54,6%). Entre os informais, sem CNPJ, o percentual sobe para 72,1%.<\/p>\n<p>A pesquisa revela um movimento contr\u00e1rio aos que defendem que os trabalhadores n\u00e3o querem as leis trabalhistas (CLT), os chamados defensores da \u201cuberiza\u00e7\u00e3o\u201d, da pejotiza\u00e7\u00e3o \u2013 que prop\u00f5em, na pr\u00e1tica, o aumento das jornadas e redu\u00e7\u00f5es dos sal\u00e1rios via desresponsabiliza\u00e7\u00e3o dos patr\u00f5es frente aos direitos de seus empregados.<\/p>\n<p>O coordenador das Sondagens Empresariais e de Indicadores de Mercado de Trabalho do Ibre\/FGV, Rodolpho Tobler, explica que \u201cas pessoas que est\u00e3o mais na informalidade, muitas vezes, est\u00e3o l\u00e1 muito mais pela necessidade do que pela vontade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTem um grupo que est\u00e1 l\u00e1 porque quer flexibilidade, porque quer independ\u00eancia, porque acha que esse m\u00e9todo de trabalho \u00e9 mais favor\u00e1vel. Mas o que a gente v\u00ea \u00e9 que boa parte ainda est\u00e1 l\u00e1 mais por uma necessidade, porque precisava de alguma ocupa\u00e7\u00e3o, porque estava desempregado h\u00e1 algum tempo, e foi para esse tipo de trabalho porque era o que precisava naquele momento para ter alguma renda\u201d, declarou Tobler.<\/p>\n<p>Dados do IBGE apontam que desde o ano de 2023, o contingente de pessoas no pa\u00eds exercendo atividades de trabalho com carteira assinada vem crescendo. No total, no trimestre encerrado em maio foram registradas\u00a038,326 milh\u00f5es de pessoas no trabalho formal.<\/p>\n<p>Por outro lado, o n\u00edvel de informalidade do trabalho segue muito elevado no Brasil, 38,6% da popula\u00e7\u00e3o ocupada (101,3 milh\u00f5es). Ao todo, s\u00e3o 39,1 milh\u00f5es de trabalhadores informais no pa\u00eds, pessoas descal\u00e7as de direitos trabalhistas, que na sua maioria vivem dos chamados \u201cbicos\u201d, \u00a0com jornadas de trabalho e sal\u00e1rios miser\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cGeralmente\u201d, destacou ainda Rodolpho Tobler , \u201co trabalho formal com carteira tem uma renda maior, mas, al\u00e9m disso, tem um pouco mais de estabilidade. Voc\u00ea tem uma previsibilidade de renda. Porque os trabalhadores por conta pr\u00f3pria t\u00eam dificuldade de prever sua renda no pr\u00f3ximo m\u00eas e, mesmo quando preveem, \u00e0s vezes a renda varia muito. Ent\u00e3o tem realmente alguns fatores que o trabalho com carteira traz como uma possibilidade que atrai essas pessoas, especialmente aquelas que est\u00e3o no trabalho informal, com uma renda mais baixa\u201d, completou.<\/p>\n<p>No trimestre encerrado em maio, o n\u00famero de trabalhadores atuando por conta pr\u00f3pria chegou a 25,5 milh\u00f5es de pessoas. Os classificados como empregadores \u2013 com e \u00a0sem CNPJs \u2013\u00a0 s\u00e3o 4,2 milh\u00f5es de pessoas. J\u00e1 a categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada ficou em 13,7 milh\u00f5es de pessoas no mesmo per\u00edodo \u2013 um recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte da Sondagem do Mercado de Trabalho do Ibre\/FGV e divulgado pelo Estad\u00e3o em reportagem nesta segunda-feira (15).<\/p>\n<p>www.horadopovo.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com o IBGE, cerca de 40 milh\u00f5es de trabalhadores est\u00e3o no trabalho prec\u00e1rio, sem direitos trabalhistas No primeiro trimestre deste ano, 67,7% dos trabalhadores aut\u00f4nomos do pa\u00eds queriam trabalhar com carteira assinada, \u00e9 o que aponta um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV). 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