{"id":37516,"date":"2024-07-29T17:13:42","date_gmt":"2024-07-29T20:13:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=37516"},"modified":"2024-07-29T17:13:42","modified_gmt":"2024-07-29T20:13:42","slug":"uma-em-cada-11-pessoas-pode-ter-passado-fome-no-mundo-em-2023-aponta-fao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/07\/29\/uma-em-cada-11-pessoas-pode-ter-passado-fome-no-mundo-em-2023-aponta-fao\/","title":{"rendered":"Uma em cada 11 pessoas pode ter passado fome no mundo em 2023, aponta FAO"},"content":{"rendered":"<p><strong>Fome, inseguran\u00e7a alimentar e desnutri\u00e7\u00e3o continuam a aumentar e afetam desproporcionalmente as crian\u00e7as. Organiza\u00e7\u00e3o da ONU aponta que o mundo est\u00e1 longe do objetivo de erradicar a fome at\u00e9 2030<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo \u2013 Uma em cada 11 pessoas pode ter passado fome no mundo em 2023, segundo relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO), divulgado nesta quarta-feira (24). H\u00e1 uma preval\u00eancia global de subnutri\u00e7\u00e3o em n\u00edvel semelhante por tr\u00eas anos consecutivos depois de ter aumentado acentuadamente ap\u00f3s a pandemia de covid-19. O documento afirma que o mundo est\u00e1 longe de alcan\u00e7ar o objetivo de desenvolvimento sustent\u00e1vel (ODS-2) de erradicar a fome at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>\u201cEntre 713 e 757 milh\u00f5es de pessoas podem ter enfrentado a fome em 2023 \u2013 uma em cada 11 pessoas no mundo, e uma em cada cinco em \u00c1frica\u201d. S\u00e3o diferentes motivos que impactam os povos em maior vulnerabilidade, como conflitos, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, desacelera\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e as recess\u00f5es.<\/p>\n<p>No ano passado, a estimativa era que 28,9% da popula\u00e7\u00e3o mundial (ou 2,33 bilh\u00f5es de pessoas) estava em moderada ou grave inseguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>\u201cO aumento da fome \u00e9 maior nos pa\u00edses pobres afetados por mais do que um grande impulsionador. Isso porque o sistema agroalimentar nestes pa\u00edses n\u00e3o s\u00e3o resilientes a essas for\u00e7as externas\u201d. Um alerta \u00e9 que a fome, a inseguran\u00e7a alimentar e a desnutri\u00e7\u00e3o continuam a aumentar \u201ce afetam desproporcionalmente as crian\u00e7as\u201d. Outros p\u00fablicos mais vulner\u00e1veis t\u00eam sido as mulheres, os jovens e os povos ind\u00edgenas, de acordo com o documento.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdades de financiamento<\/h2>\n<p>A FAO avalia que um problema grave \u00e9 a falta de uma solu\u00e7\u00e3o comum em rela\u00e7\u00e3o ao financiamento para a seguran\u00e7a alimentar e nutricional. \u201cNo caso de financiamento para a seguran\u00e7a alimentar e nutricional, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel avaliar adequadamente os n\u00edveis existentes, muito menos monitorar progressos ou retrocessos (para cumprir as metas)\u201d.<\/p>\n<p>A entidade explica que existe uma necessidade urgente de avan\u00e7ar para uma a\u00e7\u00e3o comum para o financiamento da seguran\u00e7a alimentar. Uma an\u00e1lise de 10 pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda (que inclui o Brasil) mostra que os gastos p\u00fablicos com seguran\u00e7a alimentar e nutri\u00e7\u00e3o estavam crescendo antes da pandemia de covid-19.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da FAO, governos em alguns pa\u00edses de renda m\u00e9dia tamb\u00e9m parecem estar gastando relativamente mais parte do seu or\u00e7amento para resolver as principais causas da inseguran\u00e7a alimentar e da desnutri\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com pa\u00edses de baixa renda. A FAO argumenta que o relat\u00f3rio \u00e9 um apelo \u201cforte e urgente\u201d \u00e0 ajuda global e tamb\u00e9m \u00e0s a\u00e7\u00f5es nacionais para resolver este problema como parte da agenda global de a\u00e7\u00e3o dos objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel. \u201cH\u00e1 desigualdades no acesso ao financiamento para seguran\u00e7a alimentar e nutri\u00e7\u00e3o entre pa\u00edses e dentro dos pa\u00edses\u201d.<\/p>\n<p>O estudo identifica que cerca de 63% dos pa\u00edses com alta ou crescente fome, inseguran\u00e7a alimentar e desnutri\u00e7\u00e3o lutam para obter financiamento para a seguran\u00e7a alimentar e nutri\u00e7\u00e3o. \u201cA maioria destes pa\u00edses (82%) s\u00e3o afetados por um ou mais dos principais impulsionadores da fome (\u2026). E, por isso, \u00e9 importante aumentar o financiamento para pa\u00edses com n\u00edveis mais elevados de fome\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Parcerias contra a fome no mundo<\/h3>\n<p>O relat\u00f3rio argumenta que somente fontes oficiais e p\u00fablicas de financiamento n\u00e3o ser\u00e3o suficientes para preencher a lacuna de financiamento para acabar com a fome. \u201cAumentar o financiamento privado, atrav\u00e9s de parcerias p\u00fablico-privadas, tamb\u00e9m ser\u00e1 essencial para complementar os esfor\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>A FAO argumenta que n\u00e3o atender \u00e0 agenda de 2030 acarreta custos sociais, econ\u00f4micos e ambientais incomensur\u00e1veis. \u201cN\u00e3o h\u00e1 tempo a perder, j\u00e1 que o custo da ina\u00e7\u00e3o excede em muito o custo da a\u00e7\u00e3o\u201d. Os dados do relat\u00f3rio servir\u00e3o de base para discuss\u00f5es, segundo a FAO, na C\u00fapula do Futuro, em setembro deste ano, e na Confer\u00eancia Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento, no ano que vem.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Obesidade<\/h4>\n<p>Tend\u00eancias crescentes de obesidade de adultos e tamb\u00e9m de anemia entre mulheres de 15 a 49 anos s\u00e3o consideradas preocupantes, segundo a FAO.<\/p>\n<p>O documento mostra que a preval\u00eancia de obesidade entre adultos teve um aumento constante ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, de 12,1% (591 milh\u00f5es de pessoas, em 2012) para 15,8% (881 milh\u00f5es de pessoas, em 2022). \u201cA previs\u00e3o \u00e9 do n\u00famero aumentar para mais de 1,2 bilh\u00e3o at\u00e9 2030. Sobre a anemia de mulheres de 15 a 49 anos, aumentou de 28,5%, em 2012, para 29,9%, em 2019 e h\u00e1 uma proje\u00e7\u00e3o para atingir 32,3% at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>Por outro lado, o documento identificou que haveria menos crian\u00e7as afetadas pelo atraso no crescimento. Ali\u00e1s, o relat\u00f3rio aponta que o atraso no crescimento infantil pode ter diminu\u00eddo em um ter\u00e7o nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, o que mostraria uma mudan\u00e7a positiva global. Na avalia\u00e7\u00e3o da FAO, s\u00e3o mudan\u00e7as positivas, como o \u201cdireito \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o adequada e um padr\u00e3o de vida que garanta a dignidade, sa\u00fade e bem-estar de todas as pessoas, especialmente para gera\u00e7\u00f5es futuras\u201d.<\/p>\n<p>www.redebrasilatual.com.br\/<em>Reportagem de Luiz Claudio Ferreira da\u00a0Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fome, inseguran\u00e7a alimentar e desnutri\u00e7\u00e3o continuam a aumentar e afetam desproporcionalmente as crian\u00e7as. 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