{"id":37616,"date":"2024-08-02T18:07:16","date_gmt":"2024-08-02T21:07:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=37616"},"modified":"2024-08-02T18:07:16","modified_gmt":"2024-08-02T21:07:16","slug":"violencia-contra-frentistas-assusta-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/08\/02\/violencia-contra-frentistas-assusta-curitiba\/","title":{"rendered":"Viol\u00eancia contra frentistas assusta Curitiba!"},"content":{"rendered":"<p><strong>Na noite desta quarta-feira, por volta das 22h30, o jornalista Jo\u00e3o Franzin, da Ag\u00eancia Sindical, conseguiu falar com Lairson Sena, presidente do Sindicato dos Frentistas da Grande Curitiba (filiado \u00e0 UGT). A labuta carregada de ambos, com in\u00fameras tarefas, dificultava essa conversa. Mas ela aconteceu.<\/strong><\/p>\n<p>Franzin conta: \u201cFui tomar um caldo de mocot\u00f3 no Bixiga, e uma branquinha, o celular tocou, era Lairson. Sem bloco pra anotar, rabisquei em guardanapos. Espero, ajudado pela mem\u00f3ria, fazer um desenho cru da onda de viol\u00eancia que tem atingido e mesmo tirado a vida de trabalhadores pacatos.<\/p>\n<p><strong>O sindicalista Lairson fala:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Origem<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cEssa onda tem crescido desde 2018. Os agressores, em regra, s\u00e3o homens maduros, de boa condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. N\u00e3o h\u00e1 uma regi\u00e3o espec\u00edfica, mas a maioria dos ataques ocorre em bairros bons, valorizados, como no caso recente, quando mataram o companheiro Felipe, de 24 anos, no S\u00e3o Francisco, \u00e1rea central e valorizada da Capital\u201d.<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rio<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cAs agress\u00f5es acontecem mais durante a noite, quase sempre na madrugada, e n\u00e3o \u00e9 raro o agressor estar alcoolizado. Muitos ataques violentos foram precedidos de xingamentos, atos de racismo ou mesmo de xenofobia contra trabalhadores ou trabalhadoras\u201d.<\/p>\n<p><strong>Garrafada<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cH\u00e1 pouco tempo, um companheiro levou uma forte pancada com uma garrafa. Felizmente, ele sobreviveu. Teve outro caso famigerado, mostrado largamente pela m\u00eddia, da mulher que sacou uma faca e tentou atingir um trabalhador\u201d.<\/p>\n<p><strong>Pac\u00edfico<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cFrentista \u00e9 pacifico, comunicativo, sabe cultivar o fregu\u00eas. Em nossa profiss\u00e3o, o trabalhador fica passivo e s\u00f3 atua quando o ve\u00edculo para, a fim de abastecer, verificar o \u00f3leo, calibrar pneus\u2026 A abordagem pelo frentista \u00e9 exclusivamente profissional, embora muitos clientes sintam mais empatia por determinado empregado e prefira ser atendido por esse companheiro. A viol\u00eancia vem sempre de fora\u201d.<\/p>\n<p><strong>Patr\u00f5es<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cTemos nos reunido com entidades empresariais e \u00f3rg\u00e3os do governo. A Fecombust\u00edvel tamb\u00e9m se mostra perplexa. Afinal que empres\u00e1rio gostaria de ver o nome da sua empresa associado a sinistros, agress\u00f5es ou mesmo \u00e0 morte de trabalhadores?\u201d<\/p>\n<p><strong>Governo<\/strong>\u00a0\u2013 \u201c\u00d3rg\u00e3os do governo, entre eles a ANP, tentam entender o que vem ocorrendo, a fim de adotar provid\u00eancias, duras se precisar. Hoje mesmo, tivemos nova reuni\u00e3o com a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica do Paran\u00e1.\u201d<\/p>\n<p><strong>Imprensa<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cGra\u00e7as a Deus a imprensa tem repercutido \u00e0 altura os casos e sinistros. Os trabalhadores se sentem mais protegidos com o notici\u00e1rio, porque podem relatar seus dramas. Nosso Sindicato fala todo dia com a m\u00eddia. A divulga\u00e7\u00e3o dos casos e do modus operandi de cada agressor tamb\u00e9m orienta trabalhadores e d\u00e1 pistas a investiga\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><strong>Categoria<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cOs trabalhadores sentiram que o Sindicato \u00e9 arma fundamental. Exemplo disso \u00e9 a sindicaliza\u00e7\u00e3o. Temos 18 mil trabalhadores base e quase 14 mil s\u00e3o sindicalizados. O s\u00f3cio do Sindicato v\u00ea que existe ali uma rede de apoio, um Jur\u00eddico profissional atuante, uma dire\u00e7\u00e3o ativa em prol da categoria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Provid\u00eancias<\/strong>\u00a0\u2013 \u201c\u00c9 carro de som nos postos, entrega de informativos, sindicaliza\u00e7\u00e3o, Boletim de Ocorr\u00eancia, reuni\u00e3o com patronato e governantes. Tudo isso impede que os fatos lastim\u00e1veis caiam no esquecimento e estimulam rea\u00e7\u00e3o por parte da categoria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Unidade<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cTodas as entidades da nossa categoria voltam olhos pra Grande Curitiba. Dirigentes nos visitam, trazendo apoio e solidariedade para as dire\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m \u00e0s nossas bases. Isso nos fortalece e d\u00e3o \u00e2nimo de combater e derrotar essa onda de ataques\u201d.<\/p>\n<p><strong>MAIS<\/strong>\u00a0\u2013 Informe-se no seu Sindicato, sempre. N\u00e3o vacile. Ainda que a pessoa s\u00f3 insinue amea\u00e7a. Amanh\u00e3 a amea\u00e7a pode virar realidade. Uma realidade tr\u00e1gica, regada a dor, a sangue, a sofrimento.<\/p>\n<p>www.agenciasindical.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na noite desta quarta-feira, por volta das 22h30, o jornalista Jo\u00e3o Franzin, da Ag\u00eancia Sindical, conseguiu falar com Lairson Sena, presidente do Sindicato dos Frentistas da Grande Curitiba (filiado \u00e0 UGT). A labuta carregada de ambos, com in\u00fameras tarefas, dificultava essa conversa. Mas ela aconteceu. 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