{"id":37774,"date":"2024-08-14T18:20:33","date_gmt":"2024-08-14T21:20:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=37774"},"modified":"2024-08-14T18:20:33","modified_gmt":"2024-08-14T21:20:33","slug":"um-em-cada-cinco-jovens-brasileiros-nao-trabalha-nem-estuda-diz-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/08\/14\/um-em-cada-cinco-jovens-brasileiros-nao-trabalha-nem-estuda-diz-oit\/","title":{"rendered":"Um em cada cinco jovens brasileiros n\u00e3o trabalha nem estuda, diz OIT"},"content":{"rendered":"<p><strong>Conhecidos como \u201cnem-nem\u201d, jovens entre 15 e 24 anos sem oportunidades seguem como preocupa\u00e7\u00e3o mesmo que o desemprego seja o menor da d\u00e9cada<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil \u00e9 chamado de \u201cnem-nem\u201d os jovens que n\u00e3o estudam e n\u00e3o trabalham. Com idades entre 15 e 24 anos, ocupam uma parcela relevante da sociedade. E de acordo com o relat\u00f3rio\u00a0<em>Tend\u00eancias Globais de Emprego Juvenil 2024,\u00a0<\/em>da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), a taxa de jovens brasileiros \u201cnem-nem\u201d no ano passado foi de 20,6%, ou seja, um em cada cinco. Houve um leve recuo em compara\u00e7\u00e3o com 2022, quando a taxa ficou em 20,9%.<\/p>\n<p>O dado liga o sinal de alerta do governo, ainda que o pa\u00eds tenha apresentado as menores taxas de desemprego da \u00faltima d\u00e9cada e realizado grande movimentos para evitar a evas\u00e3o escolar, a exemplo do programa P\u00e9-de-Meia.<\/p>\n<p>O n\u00famero da OIT \u00e9 pior do que em compara\u00e7\u00e3o com economias menos din\u00e2micas que a brasileira no continente. No Chile os jovens dessa faixa et\u00e1ria que n\u00e3o estudam e n\u00e3o trabalham s\u00e3o 15,3%, na Argentina 15% e na Bol\u00edvia 9,5%, conforme trouxe a\u00a0<em>CNN<\/em>\u00a0com base em coletiva da OIT. O\u00a0<em>Valor<\/em>\u00a0destaca que na China essa taxa \u00e9 de 12,9%, enquanto na R\u00fassia \u00e9 12,2%, na \u00cdndia 25,9% e na \u00c1frica do Sul 31,7%.<\/p>\n<p>No ano passado, a m\u00e9dia mundial dos \u201cnem-nem\u201d era de 20,4%, o que representa 256 milh\u00f5es de jovens na faixa et\u00e1ria indicada. Desse valor, duas em cada tr\u00eas dos que n\u00e3o trabalham ou estudam eram mulheres. A taxa \u00e9 similar \u00e0 m\u00e9dia nacional, portanto o Brasil encontra-se exatamente no p\u00e9ssimo ritmo mundial em que n\u00e3o se oferece oportunidades aos jovens.<\/p>\n<p>Os resultados mundiais \u201cdaqueles que n\u00e3o estudam nem trabalham entre as mulheres jovens duplicou em compara\u00e7\u00e3o com a dos homens jovens, com 28,1% e 13,1%, respectivamente, em 2023\u201d, revela o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>Falta de trabalho decente<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio indica que as taxas crescentes de desemprego em todo o mundo durante a pandemia de COVID-19 apresentaram recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o per\u00edodo, no entanto, n\u00e3o de forma universal.<\/p>\n<p>Este fen\u00f4meno que ocorre em todo o mundo, conforme o estudo, provoca ansiedade nos jovens \u2013 que s\u00e3o considerados os mais instru\u00eddos da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cNenhum de n\u00f3s pode esperar um futuro est\u00e1vel quando milh\u00f5es de jovens ao redor do mundo n\u00e3o t\u00eam trabalho decente e, como resultado, est\u00e3o se sentindo inseguros e incapazes de construir uma vida melhor para si e suas fam\u00edlias. Sociedades pac\u00edficas dependem de tr\u00eas ingredientes principais: estabilidade, inclus\u00e3o e justi\u00e7a social; e o trabalho decente para os jovens est\u00e1 no cerne de todos os tr\u00eas\u201d, diz Gilbert F. Houngbo, diretor-geral da OIT.<\/p>\n<p>O documento da OIT defende como medidas que ocorra investimentos maiores para a cria\u00e7\u00e3o de empregos, em especial para jovens mulheres, al\u00e9m do fortalecimento de institui\u00e7\u00f5es que apoiam jovens em programas de treinamento para o mercado de trabalhos e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>www.vermelho.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecidos como \u201cnem-nem\u201d, jovens entre 15 e 24 anos sem oportunidades seguem como preocupa\u00e7\u00e3o mesmo que o desemprego seja o menor da d\u00e9cada No Brasil \u00e9 chamado de \u201cnem-nem\u201d os jovens que n\u00e3o estudam e n\u00e3o trabalham. Com idades entre 15 e 24 anos, ocupam uma parcela relevante da sociedade. 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