{"id":38311,"date":"2024-09-16T16:25:57","date_gmt":"2024-09-16T19:25:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=38311"},"modified":"2024-09-16T16:25:57","modified_gmt":"2024-09-16T19:25:57","slug":"custo-do-sonho-americano-a-morte-de-imigrantes-por-condicoes-extremas-de-trabalho-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2024\/09\/16\/custo-do-sonho-americano-a-morte-de-imigrantes-por-condicoes-extremas-de-trabalho-nos-eua\/","title":{"rendered":"Custo do \u2018sonho americano\u2019: a morte de imigrantes por condi\u00e7\u00f5es extremas de trabalho nos EUA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Trabalhadores e trabalhadoras imigrantes nas pot\u00eancias do chamado Ocidente, iludidos com a propaganda burguesa, n\u00e3o s\u00e3o v\u00edtimas apenas da xenofobia disseminada pela extrema direita, que os transformaram em bode expiat\u00f3rio da crise do capitalismo. S\u00e3o tamb\u00e9m impiedosamente explorados pelos patr\u00f5es, conforme revela a reportagem sobre o trabalho de imigrantes na agricultura dos Estados Unidos, definido como \u201can\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o contempor\u00e2nea\u201d, num ambiente em que o `sonho americano\u00b4 degenera em pesadelo. Mais de 6,3 milh\u00f5es de pessoas foram detidas ao entrarem ilegalmente nos EUA sob o governo Biden.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>A not\u00edcia reproduzida abaixo foi publicada originalmente pela BBC News:<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Hugo viu um amigo morrer em uma imensa planta\u00e7\u00e3o de batatas-doces em 2023. O corpo sem vida ficou deitado sobre um pneu de caminh\u00e3o, em uma das poucas \u00e1reas com sombra daquela escaldante fazenda na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cEles o for\u00e7aram a trabalhar\u201d, lembra Hugo. \u201cEle repetia para eles que estava se sentindo mal, que estava morrendo. E, uma hora depois, desmaiou.\u201d<\/p>\n<p>Hugo (nome fict\u00edcio) passou a maior parte do seu tempo nos Estados Unidos, trabalhando em fazendas como migrante. Nelas, os ganhos geralmente n\u00e3o ultrapassam o sal\u00e1rio m\u00ednimo e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho podem ser mortais.<\/p>\n<p>A BBC concordou em adotar um pseud\u00f4nimo para Hugo, devido \u00e0s suas preocupa\u00e7\u00f5es com poss\u00edveis repercuss\u00f5es da divulga\u00e7\u00e3o do incidente.<\/p>\n<p>Hugo saiu do M\u00e9xico em 2019, com um visto de trabalho nos Estados Unidos. Ele deixou para tr\u00e1s a esposa e dois filhos, em busca do \u201csonho americano\u201d, sem saber quando \u2013 ou se \u2013 iria retornar para sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Seu amigo que morreu na fazenda de batatas-doces se chamava Jos\u00e9 Arturo Gonz\u00e1lez Mendoza.<\/p>\n<p>Aquela foi a primeira viagem de Mendoza para os Estados Unidos em busca de trabalho. Ele morreu nas suas primeiras semanas na fazenda, em setembro de 2023.<\/p>\n<p>Mendoza tinha 29 anos e tamb\u00e9m havia deixado sua esposa e filhos no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s viemos aqui por necessidade\u201d, diz Hugo. \u201c\u00c9 o que nos faz vir para trabalhar. E voc\u00ea deixa para tr\u00e1s o que mais desejava, uma fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n<p>De agricultores e pecuaristas at\u00e9 ajudantes de cozinha e trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o civil, os migrantes costumam realizar trabalhos perigosos nos Estados Unidos. Nestes empregos, as mortes normalmente passam despercebidas pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Mas, no ano passado, a quest\u00e3o ganhou visibilidade, devido \u00e0s v\u00e1rias mortes que foram noticiadas e \u00e0 crise dos migrantes na fronteira, que potencializou a ret\u00f3rica anti-imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O calor era intenso no dia da morte de Mendoza. As temperaturas variavam em torno de 32\u00b0C.<\/p>\n<p>N\u00e3o havia \u00e1gua pot\u00e1vel em quantidade suficiente para os trabalhadores e a fazenda permitia apenas um intervalo de cinco minutos durante os turnos de longas horas.<\/p>\n<p>O \u00fanico lugar para escapar do calor era um \u00f4nibus sem ar condicionado, estacionado em um campo aberto.<\/p>\n<p>Os detalhes se encontram em um relat\u00f3rio preparado pelo Departamento do Trabalho da Carolina do Norte. A fazenda, chamada Barnes Farming Corporation, foi multada este ano devido \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es \u201cperigosas\u201d.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio confirmou a morte ocorrida na fazenda e mencionou que a chefia \u201cnunca\u201d chamou a assist\u00eancia m\u00e9dica, nem forneceu primeiros socorros.<\/p>\n<p>Nas horas que antecederam sua morte, Mendoza \u201cficou confuso, demonstrou dificuldade para andar, falar e respirar, at\u00e9 perder a consci\u00eancia\u201d, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Outro trabalhador da fazenda chegou a chamar os servi\u00e7os de emerg\u00eancia, segundo o relat\u00f3rio, mas Mendoza teve uma parada card\u00edaca e morreu antes da chegada da assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00e3o encaminhada \u00e0 BBC, representantes legais afirmaram que a fazenda leva \u201cmuito a s\u00e9rio\u201d a sa\u00fade e a seguran\u00e7a dos seus trabalhadores. Eles contestam as conclus\u00f5es das autoridades trabalhistas.<\/p>\n<p>\u201cMuitos dos membros da equipe retornam a Barnes h\u00e1 anos e voltaram novamente para esta esta\u00e7\u00e3o de cultivo, devido ao compromisso da fazenda com a sa\u00fade e a seguran\u00e7a\u201d, afirmam eles.<\/p>\n<p>Mas Hugo n\u00e3o retornou. Ele conta que, agora, trabalha para uma empresa de soldagem.<\/p>\n<p>\u201cCoisas ruins acontecem para muitos de n\u00f3s\u201d, ele conta. \u201cSei que tamb\u00e9m poderia acontecer comigo.\u201d<\/p>\n<p>O setor agr\u00edcola tamb\u00e9m tem o maior \u00edndice de mortes no ambiente de trabalho, segundo o Escrit\u00f3rio de Estat\u00edsticas Trabalhistas dos Estados Unidos. Ele \u00e9 seguido pelo transporte e pela constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n<p>E, no primeiro semestre do ano, diversas mortes seguidas vieram destacar alguns destes riscos.<\/p>\n<p>No final de mar\u00e7o, seis trabalhadores latino-americanos morreram em Baltimore, no Estado de Maryland, quando a ponte que eles estavam consertando durante a noite desabou.<\/p>\n<p>Semanas depois, um \u00f4nibus que levava trabalhadores agr\u00edcolas mexicanos para o campo sofreu um acidente na Fl\u00f3rida e oito pessoas morreram.<\/p>\n<p>Durante a conven\u00e7\u00e3o nacional do Partido Democrata, o governador de Maryland, Wes Moore, relembrou o incidente em Baltimore. Ele homenageou os trabalhadores que morreram \u201cconsertando buracos em uma ponte enquanto n\u00f3s dorm\u00edamos\u201d.<\/p>\n<p><strong>Trabalho de risco<\/strong><\/p>\n<p>Mendoza e Hugo tinham vistos H2A, que permitiam que eles trabalhassem temporariamente nos Estados Unidos, na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores estrangeiros com este tipo de visto vem aumentando.<\/p>\n<p>Entre 2017 e 2022, os portadores de visto H2A cresceram em 64,7% \u2013 o que representa cerca de 150 mil trabalhadores.<\/p>\n<p>Ao todo, cerca de 70% dos trabalhadores da agricultura nos Estados Unidos s\u00e3o estrangeiros. Deles, mais de tr\u00eas a cada quatro trabalhadores s\u00e3o de origem hisp\u00e2nica, segundo o Centro Nacional da Sa\u00fade dos Trabalhadores da Agricultura.<\/p>\n<p>\u201cA imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal fonte de m\u00e3o de obra para muitos empregos nos Estados Unidos\u201d, segundo a professora de economia Chloe East, da Universidade do Colorado em Denver, nos EUA. Ela \u00e9 especializada em pol\u00edticas de imigra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSabemos com certeza que trabalhadores estrangeiros est\u00e3o assumindo estes tipos de trabalhos perigosos que os norte-americanos n\u00e3o fazem\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Uma investiga\u00e7\u00e3o federal realizada nos Estados Unidos em 2020 entre os trabalhadores agr\u00edcolas com visto H2A nos Estados da Fl\u00f3rida, Texas e Ge\u00f3rgia descreveu as condi\u00e7\u00f5es de trabalho como sendo an\u00e1logas \u00e0 \u201cescravid\u00e3o contempor\u00e2nea\u201d.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o fez com que 24 pessoas fossem acusadas de tr\u00e1fico de pessoas, lavagem de dinheiro e outros crimes.<\/p>\n<p>\u201cO sonho americano \u00e9 uma atra\u00e7\u00e3o poderosa para pessoas desesperadas e desfavorecidas em todo o mundo\u201d, afirmou na \u00e9poca o procurador americano David Estes, em um comunicado \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>\u201cE, onde h\u00e1 necessidade, existe a gan\u00e2ncia daqueles ir\u00e3o tentar explor\u00e1-las.\u201d<\/p>\n<p>Especialistas afirmam que os migrantes que entram no pa\u00eds ilegalmente podem receber menos prote\u00e7\u00e3o quando s\u00e3o contratados para trabalhar. E quase a metade dos trabalhadores do setor agr\u00edcola n\u00e3o tem documentos, segundo o Centro de Estudos da Migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cOs trabalhadores imigrantes sem documentos est\u00e3o concentrados nos empregos mais perigosos, arriscados e indesejados dos Estados Unidos\u201d, segundo um artigo publicado na Revista Internacional de Migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos empregos mais perigosos do setor agropecu\u00e1rio s\u00e3o as fazendas de latic\u00ednios. Os riscos incluem a exposi\u00e7\u00e3o excessiva a subst\u00e2ncias nocivas ou m\u00e1quinas perigosas.<\/p>\n<p>Os fossos de esterco trazem o risco dos gases t\u00f3xicos mortais e de submers\u00e3o. Os pr\u00f3prios animais tamb\u00e9m podem causar amea\u00e7as.<\/p>\n<p>Olga, que se mudou do M\u00e9xico para os Estados Unidos quando era adolescente, n\u00e3o tem documentos de imigra\u00e7\u00e3o e trabalha em uma fazenda de latic\u00ednios no Estado de Vermont.<\/p>\n<p>Ela conta que viu sua irm\u00e3 ser pisoteada por uma vaca quase at\u00e9 a morte.<\/p>\n<p>\u201cA vaca pisou forte sobre minha irm\u00e3 e ela estava basicamente morrendo\u201d, lembra Olga. \u201cEla estava at\u00e9 com a l\u00edngua para fora da boca.\u201d<\/p>\n<p>Olga conta que sua irm\u00e3 quebrou um bra\u00e7o e duas costelas no incidente. Mas o chefe da fazenda exigiu que ela voltasse ao trabalho quase imediatamente.<\/p>\n<p>Ela precisou levar um atestado m\u00e9dico mostrando que sua irm\u00e3 n\u00e3o poderia trabalhar para que \u201co patr\u00e3o a deixasse sossegada\u201d, conta Olga.<\/p>\n<p>Sua irm\u00e3 n\u00e3o trabalha mais nas fazendas. Mas Olga continua. Ela tem 29 anos e conta que trabalha \u201c12 horas por dia, todos os dias\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 aumento de sal\u00e1rio\u201d, afirma. \u201cN\u00e3o h\u00e1 descanso e eles nem pagam voc\u00ea em dia. Eles pagam voc\u00ea quando eles querem.\u201d<\/p>\n<p>No in\u00edcio do ver\u00e3o do hemisf\u00e9rio norte, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos implementou novas regras destinadas a melhorar as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a dos trabalhadores tempor\u00e1rios das fazendas.<\/p>\n<p>Estas normas incluem a prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores que se organizam para defender seus direitos contra retalia\u00e7\u00f5es patronais e a proibi\u00e7\u00e3o da reten\u00e7\u00e3o dos passaportes e documentos de imigra\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Mas, assim que as autoridades tentaram coibir os abusos aos imigrantes, a ret\u00f3rica anti-imigra\u00e7\u00e3o, alimentada pelos debates pol\u00edticos sobre os n\u00edveis recorde de imigra\u00e7\u00f5es ilegais na fronteira entre os Estados Unidos e o M\u00e9xico, aumentou as dificuldades dos migrantes hisp\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Em diversas ocasi\u00f5es, Donald Trump se referiu \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o ilegal como uma \u201cinvas\u00e3o\u201d, chamando as pessoas que cruzam a fronteira de \u201canimais\u201d, \u201ctraficantes de drogas\u201d e \u201cestupradores\u201d.<\/p>\n<p>\u201cIsso me deixa triste\u201d, declarou Olga. \u201cEstamos sendo sempre atacados por sermos migrantes. Eles deveriam ver o que fazemos para sobreviver neste pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p>O aumento das restri\u00e7\u00f5es na fronteira, implementadas pelo presidente Joe Biden em junho, tamb\u00e9m pode agravar as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, segundo East.<\/p>\n<p>A professora destaca que as leis de imigra\u00e7\u00e3o mais rigorosas podem fazer com que os trabalhadores tenham medo de reivindicar protocolos de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cA maioria das pessoas fica em sil\u00eancio porque se assusta com todas as leis que est\u00e3o sendo aprovadas\u201d, afirma Hugo. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o pode se queixar.\u201d<\/p>\n<p>Ele conta que, recentemente, vem observando mais discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hugo lembra uma experi\u00eancia recente, em que o dono de uma loja se recusou a vender \u00e1gua para ele, porque ele tinha dificuldade para falar ingl\u00eas. \u201cAs pessoas nos tratam mal.\u201d<\/p>\n<p>www.ctb.org.br\/<span role=\"text\"><span class=\"bbc-1ypcc2\">Por Brandon Drenon e Bernd Debusmann Jr<\/span><\/span>\/Foto Getty Images<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhadores e trabalhadoras imigrantes nas pot\u00eancias do chamado Ocidente, iludidos com a propaganda burguesa, n\u00e3o s\u00e3o v\u00edtimas apenas da xenofobia disseminada pela extrema direita, que os transformaram em bode expiat\u00f3rio da crise do capitalismo. 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