{"id":3985,"date":"2019-01-03T17:11:28","date_gmt":"2019-01-03T19:11:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=3985"},"modified":"2019-01-03T17:13:12","modified_gmt":"2019-01-03T19:13:12","slug":"opiniao-salario-minimo-a-primeira-vitima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/01\/03\/opiniao-salario-minimo-a-primeira-vitima\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o &#8211; Sal\u00e1rio m\u00ednimo: a primeira v\u00edtima"},"content":{"rendered":"<p><b>Por Altamiro Borges<\/b><\/p>\n<p>Em um gesto com forte simbolismo, o primeiro ato do novo governo foi reduzir o reajuste do sal\u00e1rio de milh\u00f5es de trabalhadores, aposentados e pensionistas do Brasil. Segundo informa o site da revista Exame, uma refer\u00eancia da cloaca empresarial que apoiou a candidatura do fascista, \u201co presidente Jair Bolsonaro assinou nesta ter\u00e7a-feira (2), horas depois da sua posse, decreto onde fixou o sal\u00e1rio m\u00ednimo em R$ 998 para o ano de 2019, representando um aumento de 4,61% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado&#8230; O valor \u00e9 inferior aos R$ 1.006 calculados pelo antigo governo. A informa\u00e7\u00e3o foi publicada no Di\u00e1rio Oficial em edi\u00e7\u00e3o extra\u201d.<\/p>\n<p><a name=\"more\"><\/a>Ainda segundo a revista patronal, \u201ca redu\u00e7\u00e3o entre o valor finalmente decretado por Bolsonaro e aquele refletido nos or\u00e7amentos se deve \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o das estimativas de infla\u00e7\u00e3o. O reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 tradicionalmente decretado nos \u00faltimos dias de dezembro, mas o ex-presidente Michel Temer decidiu delegar o assunto ao seu sucessor, que optou por defini-lo horas depois de ser empossado\u201d. O corte de oito reais no valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo, que serve de refer\u00eancia para os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios e assistenciais de milh\u00f5es de brasileiros mais carentes, indica o que ser\u00e1 o futuro no governo do presidente dos rica\u00e7os, dos falsos moralistas e dos charlat\u00e3es religiosos. E o pior ainda est\u00e1 por acontecer, segundo previs\u00e3o da Folha desta quarta-feira (2):<\/p>\n<p>\u201cJair Bolsonaro tem at\u00e9 meados de abril deste ano para definir como vai lidar com a quest\u00e3o [do sal\u00e1rio m\u00ednimo], prazo para que o novo governo envie ao Congresso o projeto da LDO (Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias) para o ano seguinte&#8230; Como forma de aliviar as contas do governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, j\u00e1 explicitou, antes de tomar posse, sua inten\u00e7\u00e3o de travar a corre\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do sal\u00e1rio m\u00ednimo no pa\u00eds. Ele n\u00e3o deu mais detalhes sobre como seria a mudan\u00e7a. Secret\u00e1rio do Tesouro Nacional no governo Michel Temer e mantido no posto sob a presid\u00eancia de Bolsonaro, Mansueto Almeida tamb\u00e9m defendeu a ideia. Para ele, a revis\u00e3o da regra de recomposi\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo deveria ser uma das prioridades do governo\u201d.<\/p>\n<p>O corte do reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo causou perplexidade e revolta nas for\u00e7as pol\u00edticas e sociais. Para Luciana Santos, presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, \u201ccom a decis\u00e3o de Jair Bolsonaro em fixar o m\u00ednimo em R$ 998 e n\u00e3o em R$ 1.006, pelo 3\u00ba ano consecutivo o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 menor do que o previsto na lei or\u00e7ament\u00e1ria. Em 2017 e 2018, o governo Temer concedeu reajustes inferiores a infla\u00e7\u00e3o dos respectivos anos anteriores. Em 2017 o m\u00ednimo foi de R$ 937, com reajuste de 6,48%. No ano anterior, a infla\u00e7\u00e3o foi de 6,58%. Em 2018 foi de R$ 954, com reajuste de 1,81%, quando a infla\u00e7\u00e3o foi 2,07%. Essas pequenas diferen\u00e7as v\u00e3o se acumulando para corroer o sal\u00e1rio m\u00ednimo e sua valoriza\u00e7\u00e3o conquistada e efetivada a partir de 2005. Com esse sal\u00e1rio inferior o governo federal vai subtrair da renda das fam\u00edlias cerca de R$ 2,5 bilh\u00f5es, um dinheiro que ser\u00e1 retirado dos que recebem aposentadorias, pens\u00f5es, seguro desemprego, abono salarial e outros benef\u00edcios assistenciais vinculados ao sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201d.<\/p>\n<p>No mesmo rumo, Rodrigo Britto, presidente da CUT-Bras\u00edlia, divulgou nota em rep\u00fadio \u00e0 postura desrespeitosa do novo governo. \u201cA atitude de Bolsonaro mostra total desrespeito com a classe trabalhadora. Sinaliza que as leis e os acordos coletivos podem ser descartados e ignorados. Durante a campanha presidencial, Bolsonaro, em suas propostas, j\u00e1 apresentava seu compromisso com a desvaloriza\u00e7\u00e3o e precariza\u00e7\u00e3o do trabalho, com sua carteira verde e amarela, e a retirada de direitos, com sua afirma\u00e7\u00e3o que realizar\u00e1 a reforma da Previd\u00eancia sem di\u00e1logo com os representantes da classe trabalhadora, acabando com as aposentadorias e benef\u00edcios de milh\u00f5es de brasileiras e brasileiros\u201d.<\/p>\n<p>www.altamiroborges.blogspot.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Altamiro Borges Em um gesto com forte simbolismo, o primeiro ato do novo governo foi reduzir o reajuste do sal\u00e1rio de milh\u00f5es de trabalhadores, aposentados e pensionistas do Brasil. 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