{"id":4497,"date":"2019-01-31T16:41:58","date_gmt":"2019-01-31T18:41:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=4497"},"modified":"2019-01-31T16:41:58","modified_gmt":"2019-01-31T18:41:58","slug":"aposentadoria-ameacada-idade-minima-penaliza-profissoes-de-alto-risco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/01\/31\/aposentadoria-ameacada-idade-minima-penaliza-profissoes-de-alto-risco\/","title":{"rendered":"Aposentadoria amea\u00e7ada: idade m\u00ednima penaliza profiss\u00f5es de alto risco"},"content":{"rendered":"<p>Proposta de Bolsonaro vai dificultar ainda mais a vida dos trabalhadores que atuam em profiss\u00f5es que comprometem a sa\u00fade e s\u00e3o mais propensas a acidentes de trabalho, como pedreiro, metal\u00fargico e eletricit\u00e1rio<\/p>\n<p><strong>Escrito por: Rosely Rocha<\/strong><\/p>\n<p>Uma das propostas mais cru\u00e9is da reforma da Previd\u00eancia que deve ser apresentada pelo governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL\/RJ) \u00e9 a obrigatoriedade da idade m\u00ednima de 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, para a concess\u00e3o da aposentadoria.<\/p>\n<p>\u201cA proposta \u00e9 uma perversidade\u201d, diz o Secret\u00e1rio-Geral da CUT, S\u00e9rgio Nobre. Para ele, antes de pensar em adotar uma idade m\u00ednima para a aposentadoria, o pa\u00eds precisa criar empregos de qualidade e dar condi\u00e7\u00f5es para que a classe trabalhadora tenha sa\u00fade para chegar a essa idade trabalhando.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio lembra que, em muitas regi\u00f5es do pa\u00eds as pessoas morrem muito antes dos 65 anos. At\u00e9 mesmo na capital de\u00a0<strong>S\u00e3o Paulo<\/strong>, em regi\u00f5es afastadas do centro, a m\u00e9dia de idade n\u00e3o chega aos 60.\u00a0Em 2017, os moradores da Cidade Tiradentes, extremo leste de S\u00e3o Paulo, tinham em m\u00e9dia menos de 58 anos e seis meses ao morrer, como mostrou pesquisa sobre desigualdade feita pela\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/desigualdade-em-sao-paulo-mais-pobres-vivem-40-menos-do-que-os-ricos-c786\">Rede Nossa S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>E as que n\u00e3o morrem antes podem ter a qualidade de vida afetada se tiverem de trabalhar mais para se aposentar. Esse \u00e9 o caso de trabalhadores e trabalhadoras que exercem profiss\u00f5es de alto risco em \u00e1reas de manuseio de produtos\u00a0<strong>qu\u00edmicos;<\/strong>\u00a0repeti\u00e7\u00e3o de gestos, como os\u00a0<strong>banc\u00e1rios;<\/strong>\u00a0ou as que demandam esfor\u00e7o f\u00edsico, como \u00e9 o caso dos oper\u00e1rios da\u00a0<strong>constru\u00e7\u00e3o civil;\u00a0<\/strong>al\u00e9m da cadeia de\u00a0<strong>petr\u00f3leo<\/strong>, onde muitos s\u00e3o expostos a veneno; e\u00a0<strong>eletricit\u00e1rios<\/strong>, que podem levar choques e carregam equipamentos pesados.<\/p>\n<p>No caso dos eletricit\u00e1rios, n\u00e3o \u00e9 apenas o trabalhador do sistema que corre riscos com a imposi\u00e7\u00e3o de uma idade m\u00ednima para aposentadoria, todo o sistema Eletrobras corre risco, afirma Rog\u00e9rio Araujo, t\u00e9cnico em eletrot\u00e9cnica de Furnas.<\/p>\n<p>\u201cO trabalhador n\u00e3o vai ter corpo f\u00edsico para aguentar essa jornada de mais alguns anos e a empresa n\u00e3o ter\u00e1 renovado o seu corpo t\u00e9cnico e todo o sistema el\u00e9trico ser\u00e1 penalizado\u201d, adverte.<\/p>\n<p>J\u00e1 os\u00a0<strong>metal\u00fargicos<\/strong>, se aposentam com, em m\u00e9dia 53 anos no caso das mulheres, e 55, homens, muitos por problemas de sa\u00fade provocados por dist\u00farbios de coluna, ombros, cotovelos, punhos, e sequelas de acidentes, de acordo com dados do Sindicato dos Metal\u00fargicos do ABC.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Nobre, diz que esses dados provam que a obrigatoriedade da idade m\u00ednima representa uma grande trag\u00e9dia para a classe trabalhadora brasileira porque revelam que, mesmo em setores importantes da economia com as melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, quando o profissional\u00a0 completa 20 anos de trabalho cont\u00ednuo em determinadas fun\u00e7\u00f5es j\u00e1 n\u00e3o tem mais as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ideais para exercer sua profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSe esses profissionais t\u00eam dificuldades, imagine outras profiss\u00f5es de maior risco\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>Para as pessoas se aposentarem aos 65 anos de idade, o Brasil precisaria passar por uma revolu\u00e7\u00e3o nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho, em todos os setores<\/p>\n<footer>&#8211; S\u00e9rgio Nobre<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>O dirigente cita os banc\u00e1rios, que t\u00eam problemas de tendinite; os motoristas que t\u00eam problemas de coluna, eletricit\u00e1rios que tamb\u00e9m t\u00eam problema de coluna e amputa\u00e7\u00e3o de membros por causa dos choques, petroleiros contaminados por veneno e oper\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil, uma das maiores v\u00edtimas de acidentes no pa\u00eds, para justificar porque as pessoas n\u00e3o se aposentam por tempo de servi\u00e7o no Brasil.<\/p>\n<p>No Brasil, metade dos trabalhadores que se aposenta por idade tem hist\u00f3rico profissional marcado por rotatividade, inatividade ou trabalham em profiss\u00f5es como as citadas pelo Secret\u00e1rio-Geral da CUT.\u00a0<strong>Em 2017, 52% dos benef\u00edcios concedidos foram para aposentadoria por idade.<\/strong>\u00a0Outros 34% por tempo de contribui\u00e7\u00e3o e o restante por invalidez.<\/p>\n<p><strong>Profiss\u00e3o de risco<\/strong><\/p>\n<p>V\u00edtima de acidentes no sistema el\u00e9trico conta os perigos da profiss\u00e3o e lamenta que o governo ainda pense em impor uma idade m\u00ednima para aposentadoria da categoria. Ele j\u00e1 se aposentou, mas se preocupa com seus companheiros que se arriscam todos os dias nas linhas de transmiss\u00e3o do sistema.<\/p>\n<p>Arnaldo de Paiva, eletricista de Furnas, foi obrigado a se aposentar aos 54 anos ap\u00f3s um andaime cair em suas costas durante o conserto de uma linha de transmiss\u00e3o no turno da noite, em Mogi das Cruzes, em 2011.\u00a0Ele come\u00e7ou a trabalhar em Furnas aos 20 anos e, ap\u00f3s 27 anos de labuta carregando equipamentos com pesos que variavam de 10 a 60 quilos, j\u00e1 sentia dificuldades para continuar trabalhando.<\/p>\n<p>\u201cTem linha de transmiss\u00e3o de dif\u00edcil acesso que a caminhonete da empresa n\u00e3o chega e a gente tem de andar quil\u00f4metros carregando o equipamento nas costas, em matas, serras e morros, fora o sacolejo do carro. Al\u00e9m disso, as linhas de transmiss\u00e3o com at\u00e9 750 mil volts chegam a ter 90 metros e a gente tem de subir l\u00e1 e fazer o conserto\u201d, conta. O eletricit\u00e1rio sentiu o peso idade (tinha 47 anos na \u00e9poca do acidente).<\/p>\n<p>\u201cEu tive de fazer seis cirurgias por causa de h\u00e9rnia de disco causada pelo acidente e ainda tive uma infec\u00e7\u00e3o hospitalar. Depois passei por reabilita\u00e7\u00e3o e voltei para a empresa, mas acabei me aposentando porque n\u00e3o consegui mais trabalhar\u201d.<\/p>\n<p>Ele diz que todo mundo que conhece tem problemas na coluna e h\u00e9rnia de disco e, por isso, se preocupa com os colegas que, se aprovada a reforma, ter\u00e3o de trabalhar mais tempo. \u201cIsso se n\u00e3o se acidentarem antes\u201c, conclui Arnaldo.<\/p>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o civil n\u00e3o contrata quem tem 40 anos<\/strong><\/p>\n<p>Outra categoria massacrada pelo trabalho \u00e1rduo e perigoso \u00e9 a\u00a0<strong>constru\u00e7\u00e3o civil<\/strong>. A m\u00e9dia de tempo que um oper\u00e1rio da constru\u00e7\u00e3o tem no mercado de trabalho \u00e9 algo em torno de 20 anos.\u00a0A maioria n\u00e3o encontra trabalho a partir dos 40 anos de idade porque as empresas evitam contratar, pois sabem que o trabalhador j\u00e1 carrega problemas de sa\u00fade decorrentes da profiss\u00e3o, como doen\u00e7as de coluna e articula\u00e7\u00f5es pelo peso que carregam nas costas e o trabalho \u00e1rduo sob sol e chuva que a profiss\u00e3o exige.<\/p>\n<p>Para Claudio da Silva Gomes, o Claudinho, presidente da Conticom, a proposta da equipe econ\u00f4mica do governo de impor idade m\u00ednima de aposentadoria vai complicar ainda mais a vida dos trabalhadores do setor.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito dif\u00edcil um trabalhador se aposentar por tempo de contribui\u00e7\u00e3o. Depois dos 40, no m\u00e1ximo 50 anos, ele vai fazer \u2018bicos\u2019 at\u00e9 chegar a idade de aposentadoria, j\u00e1 que n\u00e3o consegue emprego. \u00c9 praticamente imposs\u00edvel um trabalhador do setor se aposentar aos 65 anos\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>A m\u00e9dia de vida de um trabalhador da constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 menor do que a m\u00e9dia brasileira. Pode n\u00e3o ser oficial, porque n\u00e3o temos dados, mas a gente percebe pelos vel\u00f3rios dos companheiros que acompanhamos, a maioria n\u00e3o passa de 55, 60 anos<\/p>\n<footer>&#8211; Cl\u00e1udio da Silva Gomes<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>O dirigente lembra ainda que a m\u00e9dia do valor da aposentadoria da categoria \u00e9 de um sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n<p>\u201cA maioria se aposenta por invalidez e quem n\u00e3o se aposenta por doen\u00e7a vai morrer antes de conseguir ganhar sequer o sal\u00e1rio m\u00ednimo\u201c.<\/p>\n<p>Segundo a professora Marilane Teixeira, da Unicamp, dos 45 milh\u00f5es de benef\u00edcios pagos pelo INSS, 47,5% dos aposentados e pensionistas recebem apenas um sal\u00e1rio m\u00ednimo, que hoje \u00e9 de R$ 998,00.<\/p>\n<p><strong>Petroleiros sofrem com problemas graves de sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Outra categoria que deve sofrer graves consequ\u00eancias com o estabelecimento da idade m\u00ednima \u00e9 a dos petroleiros, que atualmente se aposenta, em m\u00e9dia, aos 55 anos de idade, com 35 anos de contribui\u00e7\u00e3o ao INSS.<\/p>\n<p>Segundo o coordenador-geral da Frente \u00danica dos Petroleiros (FUP), Jos\u00e9 Maria Rangel, a aposentadoria nessa idade s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel porque os 50 mil \u00a0funcion\u00e1rios concursados da Petrobras\u00a0 t\u00eam um plano de aposentadoria complementar, diferente dos cerca de 150 mil terceirizados da companhia, regidos pela CLT.<\/p>\n<blockquote class=\"dd-blockquote\"><p>\u00c9 preciso que se destaque que nossa categoria tem problemas graves de sa\u00fade como leucemia e outros tipos de c\u00e2ncer decorrentes do manuseio de benzeno e demais produtos qu\u00edmicos<\/p>\n<footer>&#8211; Jos\u00e9 Maria Rangel<\/footer>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cInfelizmente, h\u00e1 uma briga muito grande para que a Petrobras e as autoridades de sa\u00fade reconhe\u00e7am que o benzeno \u00e9 o causador de outros tipos de c\u00e2ncer, al\u00e9m da leucemia\u201d, alerta Rangel.<\/p>\n<p>O coordenador da FUP diz, ainda, que os trabalhadores que permanecem por semanas nas plataformas mar\u00edtimas t\u00eam, muitas vezes, dist\u00farbios mentais, pelo tempo de confinamento nesses locais. E tanto a Petrobras quanto as empresas terceirizadas tentam encobrir esse fato grave.<\/p>\n<p>Segundo Rangel, a obrigatoriedade da idade m\u00ednima para concess\u00e3o de aposentadorias vai ser extremamente prejudicial aos petroleiros que ter\u00e3o de lidar por mais dez anos com v\u00e1rios tipos de \u2018venenos\u2019, al\u00e9m das elevadas temperaturas e situa\u00e7\u00f5es de risco que est\u00e3o sujeitos no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 alto o \u00edndice de acidentes, tanto de concursados como de terceirizados, e esses ainda recebem menores sal\u00e1rios e t\u00eam jornadas de trabalho maiores que a dos funcion\u00e1rios da Petrobras. E para piorar a situa\u00e7\u00e3o, as empresas prestadoras de servi\u00e7o amea\u00e7am os seus trabalhadores de demiss\u00e3o, se eles notificarem os acidentes\u201d, diz Rangel.<\/p>\n<p>O coordenador da FUP alerta ainda para o desmonte que vem sofrendo o setor de \u00f3leo e g\u00e1s com a perda de trabalhadores.<\/p>\n<p>\u201cCom o aumento no n\u00famero de demiss\u00f5es sobrecarrega os atuais trabalhadores e consequentemente, aumenta o n\u00famero de licen\u00e7as por doen\u00e7as. Aumentar a idade de aposentadoria ser\u00e1 um duro golpe para a sa\u00fade j\u00e1 combalida da categoria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Previd\u00eancia tem de cobrar os grandes devedores<\/strong><\/p>\n<p>Para o Secret\u00e1rio-Geral da CUT, S\u00e9rgio Nobre, impor uma idade m\u00ednima \u00e9 retirar o direito de se aposentar, e a reforma n\u00e3o \u00e9 para a realidade brasileira.<\/p>\n<p>\u201cA Previd\u00eancia tem de ser sustentada pela cria\u00e7\u00e3o de imposto sobre grandes fortunas. \u00c9 preciso cobrar os R$ 450 bilh\u00f5es dos devedores da previd\u00eancia; fazer com que importantes setores do agroneg\u00f3cio que n\u00e3o contribuem com um centavo sequer com o sistema, passem a contribuir. N\u00e3o estou falando da agricultura familiar que tem dificuldade de subsist\u00eancia, e sim das grandes empresas que operam no campo com alta tecnologia\u201d, analisa S\u00e9rgio Nobre.<\/p>\n<p><strong>20 de fevereiro: Mobiliza\u00e7\u00e3o nacional contra a reforma<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e9rgio Nobre lembra ainda que o desmonte que o governo Bolsonaro quer fazer vai al\u00e9m da aposentadoria.<\/p>\n<p>\u201cA previd\u00eancia \u00e9 aquela que quando o trabalhador adoece oferece o aux\u00edlio doen\u00e7a, d\u00e1 a pens\u00e3o por morte \u00e0 esposa e filhos. \u00c9 todo esse sistema de seguridade social que vai ser desmontado. Estamos correndo o risco dessa trag\u00e9dia e, \u00e9, por isso que o movimento sindical brasileiro tem uma assembleia no dia 20 de fevereiro para chamar uma grande mobiliza\u00e7\u00e3o nacional contra a reforma e em defesa dos direitos previdenci\u00e1rios e trabalhistas dos brasileiros e brasileiras.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Proposta de Bolsonaro vai dificultar ainda mais a vida dos trabalhadores que atuam em profiss\u00f5es que comprometem a sa\u00fade e s\u00e3o mais propensas a acidentes de trabalho, como pedreiro, metal\u00fargico e eletricit\u00e1rio Escrito por: Rosely Rocha Uma das propostas mais cru\u00e9is da reforma da Previd\u00eancia que deve ser apresentada pelo governo de extrema direita de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4498,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[75,60],"class_list":["post-4497","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-governo-bolsonaro","tag-previdencia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4497"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4497\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4499,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4497\/revisions\/4499"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4498"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}