{"id":4571,"date":"2019-02-06T16:02:45","date_gmt":"2019-02-06T18:02:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=4571"},"modified":"2019-02-06T16:02:45","modified_gmt":"2019-02-06T18:02:45","slug":"oab-vai-ao-supremo-contra-teto-indenizatorio-da-reforma-trabalhista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/02\/06\/oab-vai-ao-supremo-contra-teto-indenizatorio-da-reforma-trabalhista\/","title":{"rendered":"OAB vai ao Supremo contra teto indenizat\u00f3rio da reforma trabalhista"},"content":{"rendered":"<p>Promovida sem o respaldo da classe trabalhadora e a pretexto de modernizar a legisla\u00e7\u00e3o e combater o desemprego, a reforma trabalhista imposta pelo governo Temer piorou a situa\u00e7\u00e3o do trabalhador no mercado do trabalho, precarizando ainda mais os contratos e reduziu direitos para ampliar os lucros dos capitalistas, raz\u00e3o pela qual sofre recorrentes contesta\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a. A ADIN movida pela OAB \u00e9 um exemplo, como voc\u00ea poder\u00e1 verificar lendo o artigo do Portal Consultor Jur\u00eddico reproduzido abaixo.<\/p>\n<p>Por Fernanda Valente*<\/p>\n<p>O Conselho Federal da OAB ajuizou, no Supremo Tribunal Federal, uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) contra os limites a indeniza\u00e7\u00f5es por dano moral decorrente de rela\u00e7\u00e3o de trabalho previstos na reforma trabalhista.<\/p>\n<p>Protocolada nesta ter\u00e7a-feira (5\/2), a a\u00e7\u00e3o \u00e9 assinada pela nova diretoria do Conselho Federal da OAB, sob comando do advogado Felipe Santa Cruz. De acordo com o grupo, a nova reda\u00e7\u00e3o &#8220;subverteu a base principiol\u00f3gica do direito do trabalho&#8221;, porque fixou teto de indeniza\u00e7\u00e3o em processo trabalhista e inseriu um tabelamento.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o discorda dos artigos 223-A a 223-G da CLT, que estabelecem um teto de 50 sal\u00e1rios do empregado, caso a empresa seja condenada a indeniz\u00e1-lo. Segundo a a\u00e7\u00e3o, os dispositivos comprometem a independ\u00eancia do magistrado.<\/p>\n<p>Os mesmos artigos j\u00e1 s\u00e3o questionados em outra ADI, de autoria da Anamatra, a entidade de classe dos ju\u00edzes trabalhistas. A a\u00e7\u00e3o foi protocolada em fevereiro de 2018 e teve o rito abreviado decretado pelo relator, ministro Gilmar Mendes. Ficou parada um ano, esperando parecer da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Para a OAB, o tabelamento faz com que o empregador quantifique previamente o valor da indeniza\u00e7\u00e3o, &#8220;sendo que tal quantia n\u00e3o ultrapassar\u00e1 o teto de 50 vezes o sal\u00e1rio do ofendido&#8221;. A medida em vigor pode &#8220;estimular as grandes empresas a negligenciarem os direitos sociais garantidos ao trabalhador&#8221;, diz a OAB.<\/p>\n<p>Na MP, a base de c\u00e1lculo remontava ao teto do INSS, que hoje \u00e9 de R$ 5.839,45. &#8220;Assim, uma ofensa de natureza grav\u00edssima, por exemplo, poderia alcan\u00e7ar uma indeniza\u00e7\u00e3o m\u00e1xima de R$ 291.972,50 (50 vezes o teto do INSS). Todavia, com o restabelecimento da norma questionada, a base de c\u00e1lculo para a indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 o \u00faltimo sal\u00e1rio contratual auferido pelo ofendido. Dessa forma, um trabalhador que percebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo, por exemplo, receber\u00e1 no m\u00e1ximo R$ 49.900,00, valor muito abaixo do limite trazido pela MP&#8221;, explica a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo a OAB, as normas s\u00e3o prejudiciais ao trabalhador por violarem o princ\u00edpio da repara\u00e7\u00e3o integral do ano, a dignidade da pessoa humana, a independ\u00eancia dos magistrados na \u00f3tica do livre convencimento e os princ\u00edpios da isonomia. &#8220;Dispensa tratamento deveras prejudicial aos litigantes na justi\u00e7a especializada, uma vez que ter\u00e3o suas indeniza\u00e7\u00f5es sujeitas a um limitador, ao passo que \u00e0queles que buscar\u00e3o a repara\u00e7\u00e3o na justi\u00e7a comum n\u00e3o sofrer\u00e3o qualquer teto&#8221;, considera a OAB.<\/p>\n<p>Com isso, aponta tamb\u00e9m o rompimento da barragem de rejeitos em Brumadinho (MG), no dia 25 de janeiro, e prev\u00ea que h\u00e1 dois grupos envolvidos: das pessoas que acionar\u00e3o a justi\u00e7a trabalhista porque t\u00eam v\u00ednculo empregat\u00edcio, e os que litigar\u00e3o perante a justi\u00e7a comum e perceber\u00e3o a indeniza\u00e7\u00e3o sem a observ\u00e2ncia de qualquer teto indenizat\u00f3rio.<\/p>\n<p>*Rep\u00f3rter da Revista Consultor Jur\u00eddico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Promovida sem o respaldo da classe trabalhadora e a pretexto de modernizar a legisla\u00e7\u00e3o e combater o desemprego, a reforma trabalhista imposta pelo governo Temer piorou a situa\u00e7\u00e3o do trabalhador no mercado do trabalho, precarizando ainda mais os contratos e reduziu direitos para ampliar os lucros dos capitalistas, raz\u00e3o pela qual sofre recorrentes contesta\u00e7\u00f5es na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4572,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[67,89,90],"class_list":["post-4571","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-direito-do-trabalhador","tag-justica-do-trabalho","tag-reforma-trabalhista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4571","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4571"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4571\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4573,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4571\/revisions\/4573"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4572"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}