{"id":4650,"date":"2019-02-13T17:46:11","date_gmt":"2019-02-13T19:46:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=4650"},"modified":"2019-02-13T17:50:17","modified_gmt":"2019-02-13T19:50:17","slug":"oit-revela-que-2-bilhoes-de-trabalhadores-sao-informais-em-todo-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/02\/13\/oit-revela-que-2-bilhoes-de-trabalhadores-sao-informais-em-todo-o-mundo\/","title":{"rendered":"OIT revela que 2 bilh\u00f5es de trabalhadores s\u00e3o informais em todo o mundo"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>61% dos trabalhadores do mundo n\u00e3o t\u00eam carteira assinada ou trabalham por conta pr\u00f3pria. S\u00f3 no Brasil, 11,2 milh\u00f5es de trabalhadores est\u00e3o sem carteira e 23,3 milh\u00f5es trabalham por conta pr\u00f3pria. E pode piorar.<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\"><strong>Escrito por: Tatiana Melim<\/strong><\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<p>O principal problema do mercado de trabalho no mundo \u00e9 o emprego de m\u00e1 qualidade, aponta a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT). Milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o sendo obrigadas a aceitar condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho para conseguir conquistar alguma renda.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio divulgado nesta quarta-feira (13) pela OIT, com dados de 2018, mostra que 61% das pessoas que comp\u00f5em a for\u00e7a de trabalho mundial atuam de maneira informal. Segundo a pesquisa, s\u00e3o dois bilh\u00f5es de pessoas trabalhando na informalidade do total de 3,3 bilh\u00f5es empregadas em todo o mundo.<\/p>\n<p>O levantamento mostra ainda que, entre as pessoas que est\u00e3o trabalhando, mais da metade (52%) s\u00e3o assalariadas, enquanto 34% atuam por conta pr\u00f3pria. Outros 11% ajudam em trabalhos familiares, e apenas 3% est\u00e3o na categoria \u201cempregadores\u201d. As pessoas que atuam por conta pr\u00f3pria s\u00e3o a maioria dos informais, correspondendo a 85% do total de trabalhadores nessa condi\u00e7\u00e3o. J\u00e1 entre os assalariados, s\u00e3o cerca de 40% no mercado informal.<\/p>\n<p>Segundo a OIT, o resultado \u00e9 reflexo do fato de que muitos trabalhadores se veem na situa\u00e7\u00e3o de ter de aceitar postos de trabalho carentes, em geral informais e mal remunerados, e sem garantias de prote\u00e7\u00e3o social e de direitos trabalhistas.<\/p>\n<p>\u201cEm 2018, a maioria dos 3,3 bilh\u00f5es de pessoas empregadas no mundo sofreram com a precariza\u00e7\u00e3o do bem estar material, da seguridade econ\u00f4mica, falta de igualdade de oportunidades e de margem suficiente de desenvolvimento humano\u201d, diz trecho do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cEstar empregado nem sempre garante condi\u00e7\u00f5es de vida decentes\u201d, afirma Damian Grimshaw, diretor do Departamento de Investiga\u00e7\u00f5es da OIT. \u201cUm total de 700 milh\u00f5es de pessoas vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza extrema ou moderada mesmo estando empregadas\u201d.<\/p>\n<p>Atualmente, o n\u00famero de pessoas com idade de trabalhar \u00e9 de 5,7 bilh\u00f5es de pessoas em todo o mundo. Desse total, 3,3 bilh\u00f5es est\u00e3o empregadas e 172 milh\u00f5es desempregados. Outros 2 bilh\u00f5es de pessoas, aproximadamente, est\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Informalidade no Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Para o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, apesar da pesquisa da OIT abranger os n\u00fameros do mercado de trabalho no mundo todo, os resultados refletem o que vem ocorrendo no mercado de trabalho brasileiro, sobretudo ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da reforma Trabalhista do ileg\u00edtimo Michel Temer (MDB-SP), que acabou com mais de 100 itens da CLT e legalizou as formas prec\u00e1rias de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho informal, que priva homens e mulheres de direitos b\u00e1sicos, \u00e9 uma doen\u00e7a que atinge a classe trabalhadora em todo o mundo, mas no Brasil vem se tornando cr\u00f4nica desde o golpe de 2016\u201d, afirma Vagner.<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), ao final de 2018, a soma de pessoas trabalhando por conta pr\u00f3pria ou no mercado informal ficou acima do total de trabalhadores empregados com carteira assinada. O Brasil tinha 32,9 milh\u00f5es de pessoas trabalhando com registro em carteira &#8211; exclu\u00eddos os trabalhadores dom\u00e9sticos -, enquanto outras 11,2 milh\u00f5es de pessoas estavam atuando sem carteira e 23,3 milh\u00f5es por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>\u201cA reforma de Temer, que agora [Jair] Bolsonaro pretende ampliar, legalizou o bico, acabou com os direitos e o resultado \u00e9 o que estamos vendo: aumento do emprego prec\u00e1rio, de m\u00e1 qualidade, sem garantias e queda na renda dos trabalhadores&#8221;.<\/p>\n<p>\u201cE agora,\u00a0o Brasil caminha para atingir n\u00fameros catastr\u00f3ficos\u00a0se as medidas anunciadas pelo atual governo forem aprovadas e implementadas\u201d, diz Vagner se referindo \u00e0s propostas de reforma da Previd\u00eancia e at\u00e9 \u00e0s postagens no Twitter, onde Bolsonaro diz claramente que a reforma de Temer precisa ser aprofundada, a ponto do mercado de trabalho ser todo informal. Segundo Bolsonaro, \u00e9 melhor ter empregos do que direitos.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 a luta contra a retirada de direitos e a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho pode garantir a revers\u00e3o desse cen\u00e1rio. E \u00e9 por isso que dia\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cut.org.br\/noticias\/20-de-fevereiro-dia-de-ocupar-a-praca-da-se-contra-a-reforma-da-previdencia-fd39\">20 \u00e9 dia de luta, dia de sair \u00e0s ruas para lutar por nossos direitos<\/a>&#8220;, conclama Vagner.<\/p>\n<p><strong>Desigualdade de g\u00eanero<\/strong><\/p>\n<p>O relat\u00f3rio da OIT tamb\u00e9m apresenta diferen\u00e7as entre as condi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho para homens e mulheres. Enquanto 75% dos homens participam da for\u00e7a de trabalho, entre as mulheres essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 de 48%. Isso significa que, em 2018, a cada 5 pessoas que trabalhavam 3 eram homens.<\/p>\n<p><strong>Jovens \u201cnem-nem\u201d<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa a OIT aponta tamb\u00e9m que a propor\u00e7\u00e3o de jovens que nem trabalham e nem estudam segue preocupante, apesar de mencionar uma melhora no n\u00famero de matr\u00edculas escolares entre os fatores que podem explicar o aumento da quantidade de jovens inativos. Os dados da OIT mostram que, em cada 5 jovens com idade inferior a 25 anos, 1 n\u00e3o est\u00e1 no mercado de trabalho e nem estudando.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/admin.cut.org.br\/system\/uploads\/ck\/CUT_Brasil\/Relat%C3%B3rio%20OIT%20-%20informalidade.pdf\">Confira<\/a>\u00a0o relat\u00f3rio da pesquisa da OIT<\/strong><\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<div class=\"dd-m-image__group__by-whom\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>61% dos trabalhadores do mundo n\u00e3o t\u00eam carteira assinada ou trabalham por conta pr\u00f3pria. S\u00f3 no Brasil, 11,2 milh\u00f5es de trabalhadores est\u00e3o sem carteira e 23,3 milh\u00f5es trabalham por conta pr\u00f3pria. E pode piorar. 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