{"id":4991,"date":"2019-03-13T15:58:57","date_gmt":"2019-03-13T18:58:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/?p=4991"},"modified":"2019-03-13T15:58:57","modified_gmt":"2019-03-13T18:58:57","slug":"movimentos-populares-protestam-em-brasilia-em-defesa-do-minha-casa-minha-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/2019\/03\/13\/movimentos-populares-protestam-em-brasilia-em-defesa-do-minha-casa-minha-vida\/","title":{"rendered":"Movimentos populares protestam em Bras\u00edlia em defesa do Minha Casa, Minha Vida"},"content":{"rendered":"<div class=\"dd-m-display dd-m-display--small dd-m-background-energized-light\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12 col-lg-10 col-md-10 col-lg-offset-1 col-md-offset-1\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--big font-MerriWeather\"><strong>Dirigentes pedem contrata\u00e7\u00e3o imediata de 36,1 mil unidades habitacionais que haviam sido prometidas em 2018<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dd-m-share\"><\/div>\n<div class=\"dd-m-display dd-m-display--top-30 dd-m-background-stable\">\n<div class=\"wrap\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-xs-12\">\n<div class=\"dd-l-content dd-l-content--medium\">\n<p class=\"dd-m-text dd-m-text--smallest dd-m-alignment--center dd-m-color-assertive\"><strong>Cristiane Sampaio, Brasil de Fato<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p>Cerca de 300 lideran\u00e7as de sete movimentos populares ligados \u00e0 luta por moradia fizeram um ato nesta ter\u00e7a-feira (12), em Bras\u00edlia (DF), em defesa do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), programa criado em 2009 para subsidiar a compra de im\u00f3veis para pessoas de baixa renda.<\/p>\n<p>A caminhada, que terminou na porta do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional (MDR), pasta respons\u00e1vel pela pol\u00edtica de habita\u00e7\u00e3o, teve como eixo central a cobran\u00e7a pela contrata\u00e7\u00e3o de 36,1 mil unidades habitacionais do Minhas Casa, Minha Vida &#8211; Entidades (MCMV-E). O n\u00famero engloba 8,6 mil im\u00f3veis urbanos e outros 27,5 mil rurais em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O MCMV-E \u00e9 uma das modalidades da faixa 1 do programa, que atende a popula\u00e7\u00e3o mais pobre, com renda entre R$ 0 e R$ 1.800.<\/p>\n<p>De acordo com os movimentos, as unidades haviam sido prometidas pelo governo federal no ano passado, mas a constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi iniciada. Para atender a reivindica\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es, seria necess\u00e1rio investir cerca de R$ 1,6 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A militante Evaniza Rodrigues, da Uni\u00e3o Nacional por Moradia Popular (UNMM), ressalta que uma das preocupa\u00e7\u00f5es dos movimentos diz respeito ao prazo-limite do processo \u2013 que se encerra no dia 31 deste m\u00eas. Ela conta que, em meados de 2018, as organiza\u00e7\u00f5es haviam apresentado \u00e0 Caixa Econ\u00f4mica Federal a documenta\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias aptas a serem contempladas pelo projeto, mas o processo paralisou durante o governo de Michel Temer (MDB).<\/p>\n<p>A militante acrescenta que a gest\u00e3o de Jair Bolsonaro (PSL) ainda n\u00e3o teria dado sinaliza\u00e7\u00e3o a respeito da libera\u00e7\u00e3o da verba. \u201cN\u00f3s percebemos que n\u00e3o h\u00e1 uma prioridade para as fam\u00edlias de mais baixa renda. Se o governo n\u00e3o fizer, essas fam\u00edlias n\u00e3o ter\u00e3o acesso a nenhuma outra pol\u00edtica\u201d, lamenta.<\/p>\n<p>A faixa 1 do \u2018Minha Casa, Minha Vida &#8211; Entidades\u2019 (MCMV-E) \u00e9 destinada a fam\u00edlias que, por falta de condi\u00e7\u00f5es financeiras, t\u00eam mais dificuldades de acessar programas de cr\u00e9dito para o financiamento de uma casa pr\u00f3pria. \u00c9 o caso da aposentada Maria Joselita Dias da Silva, de 66 anos, que veio de Guarulhos (SP) para participar do ato em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Pensionista do INSS, ela relata que vive com um sal\u00e1rio m\u00ednimo e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de pagar o aluguel da casa onde vive. Por conta disso, depende de ajuda da filha para o custeio da loca\u00e7\u00e3o. A aposentada est\u00e1 h\u00e1 oito anos na fila do programa.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o fosse minha filha, hoje eu estaria morando debaixo de um viaduto. A gente se sente n\u00e3o muito bem, porque eu gostaria que j\u00e1 tivesse sa\u00eddo [o im\u00f3vel], e n\u00e3o saiu. Estou na luta e vou lutar at\u00e9 receber minha casa. N\u00e3o vou desistir\u201d, desabafa.<\/p>\n<p><strong>Di\u00e1logo<\/strong><\/p>\n<p>O militante Raimundo Bonfim, da coordena\u00e7\u00e3o nacional da Central de Movimentos Populares (CMP), sublinha que as organiza\u00e7\u00f5es questionam a falta de um canal de di\u00e1logo com o governo. Ele acrescenta que, tradicionalmente, os segmentos populares participam dos debates relacionados \u00e0s pol\u00edticas habitacionais do pa\u00eds, e que essa cultura de relacionamento com o Estado foi interrompida na gest\u00e3o de Temer, com o desmonte do Conselho Nacional das Cidades.<\/p>\n<p>No ano passado, o Decreto 9.076\/2017 transferiu as compet\u00eancias do \u00f3rg\u00e3o para o Minist\u00e9rio das Cidades, que a partir de ent\u00e3o p\u00f4de tomar decis\u00f5es sobre a pol\u00edtica habitacional sem necessidade de consulta ao \u00f3rg\u00e3o e \u00e0 Confer\u00eancia Nacional das Cidades \u2013 que estava prevista para o ano passado e n\u00e3o foi oficialmente realizada.<\/p>\n<p>Com as altera\u00e7\u00f5es administrativas de Bolsonaro, o Minist\u00e9rio das Cidades foi extinto e as atribui\u00e7\u00f5es da pasta foram repassadas para o novo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional (MDR). Raimundo Bonfim afirma que os movimentos populares t\u00eam tentado marcar uma audi\u00eancia com o ministro, Gustavo Canuto, mas ainda n\u00e3o tiveram retorno oficial a respeito dessa agenda.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um sentimento que, para n\u00f3s, n\u00e3o \u00e9 novidade, porque j\u00e1 esper\u00e1vamos desde a \u00e9poca da campanha que esse seria o tratamento do governo Bolsonaro para com os movimentos populares. \u00c9 zero o di\u00e1logo. Estamos aqui dando um pontap\u00e9 inicial no sentido de que s\u00f3 com muita mobiliza\u00e7\u00e3o a gente vai conseguir fazer com que o governo atenda minimamente reivindica\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Bonfim, o protesto desta ter\u00e7a aglutina outras pautas relacionadas \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, como o ajuste or\u00e7ament\u00e1rio para a continuidade do MCMV-E (MCMVE) e do Programa Nacional de Habita\u00e7\u00e3o Rural (PNHR).<\/p>\n<p>\u201cAproveitamos esse momento pra denunciar o desmonte das pol\u00edticas sociais, a destrui\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia, que vai atingir a nossa base social. Ent\u00e3o, estamos vinculando essa reivindica\u00e7\u00e3o concreta pela moradia a essas quest\u00f5es gerais que est\u00e3o sendo objeto de retrocesso e de tentativa de aprova\u00e7\u00e3o por parte do governo Bolsonaro\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>O protesto reuniu militantes de diferentes estados, como Rio Grande do Sul, S\u00e3o Paulo, Goi\u00e1s, Para\u00edba e Distrito Federal. Al\u00e9m da UNMM e da CMP, estiveram presentes lideran\u00e7as das seguintes organiza\u00e7\u00f5es: Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Associa\u00e7\u00f5es de Moradores (CONAM), Movimento de Luta de Bairros e Favelas (MLB), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Movimento Nacional de Luta por Moradia (MNLM) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).<\/p>\n<p><strong>Governo<\/strong><\/p>\n<p>O Brasil de Fato procurou ouvir o Minist\u00e9rio das Cidades a respeito da pauta das organiza\u00e7\u00f5es. Por meio da assessoria de imprensa, a pasta informou que o secret\u00e1rio nacional de Habita\u00e7\u00e3o, Celso Matsuda, recebeu os manifestantes em seu gabinete na tarde desta ter\u00e7a-feira para tratar das demandas.<\/p>\n<p>A respeito das reivindica\u00e7\u00f5es dos movimentos populares, a assessoria afirmou que o MDR teve o \u201climite de pagamentos\u201d ampliado para R$ 450 milh\u00f5es por meio da Portaria 105\/2019, publicada este m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cVale destacar que neste ano o MDR liberou R$ 100 milh\u00f5es para o Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), que atende as Faixas 1,5 e 2 do Programa. E outros R$ 200 milh\u00f5es foram repassados para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), uma das modalidades do Faixa 1 do MCMV. Na \u00faltima semana, foram disponibilizados, tamb\u00e9m, R$ 33 milh\u00f5es para o PNHR\u201d, acrescenta a nota.<\/p>\n<p>A pasta informou que est\u00e1 concluindo, juntamente com a Caixa Econ\u00f4mica, o \u201clevantamento das faturas com pagamento em aberto e que est\u00e3o aptas a receberem recursos\u201d e que a expectativa \u00e9 sanar as pend\u00eancias financeiras do programa no decorrer do m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Por fim, o Minist\u00e9rio afirmou que \u201cvem trabalhando para aperfei\u00e7oar a Pol\u00edtica Nacional de Habita\u00e7\u00e3o, o que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida &#8211; prioridade do Governo Federal\u201d, e que o objetivo seria integr\u00e1-lo \u00e0s demais pol\u00edticas de governo, com foco \u201cna qualidade do ambiente constru\u00eddo e em estrat\u00e9gias acopladas ao desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p>www.cut.org.br<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dirigentes pedem contrata\u00e7\u00e3o imediata de 36,1 mil unidades habitacionais que haviam sido prometidas em 2018 Cristiane Sampaio, Brasil de Fato Cerca de 300 lideran\u00e7as de sete movimentos populares ligados \u00e0 luta por moradia fizeram um ato nesta ter\u00e7a-feira (12), em Bras\u00edlia (DF), em defesa do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), programa criado em 2009 para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4992,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[123],"class_list":["post-4991","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-habitacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4991","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4991"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4991\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4993,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4991\/revisions\/4993"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sinposba.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}